top of page

Por que as luzes e os efeitos acontecem na hora certa?

podarmys
15 de out.
3 min de leitura

Atualizado: há 6 dias

Música e iluminação precisam trabalhar em sincronia para garantir que o público tenha a melhor experiência possível nos shows. Para isso, a equipe de luz, em primeiro lugar, precisa estar atenta nos bastidores para garantir que tudo corra bem. Ela trabalha de forma integrada com os outros setores (assistentes de palco, som, figurino, cenário) e fica ligada a todos os detalhes, desde o cumprimento das normas de segurança até a qualidade estética da apresentação o que exige resistência física, flexibilidade para trabalhar em diferentes horários e ambientes, e capacidade de resolver problemas em situações imprevistas.


Em segundo lugar, não pode faltar no planejamento do show um conceito muito importante chamado timecode, que nada mais é do que um sistema de sincronização de mídia responsável por fornecer um registro de tempo exato, frame a frame, para que cada parte da produção saiba exatamente quando agir. O que muda de um show para o outro são as técnicas de temporização, já que cada uma funciona de um jeito diferente. As técnicas mais usadas são:


  • Iluminação DMX com detecção de áudio, em que as luzes seguem o tempo da música usando detecção de BPM ou entrada de áudio via um controlador DMX (um painel de controle que envia os sinais para que a luz mude junto com a música).


  • Iluminação baseada em MIDI e DAW. MIDI significa Musical Instrument Digital Interface (Interface Digital de Instrumentos Musicais) e são comandos enviados a diversos instrumentos simultaneamente. Já DAW é a sigla para Digital Audio Workstation (Estação de Trabalho de Áudio Digital), os programas usados para editar áudio. Ou seja, nessa técnica, as transições de luz seguem linhas do tempo musicais criadas em softwares específicos.


Esses mesmos métodos permitem não só a harmonia entre música e luz, mas também entre luz e vídeo como se vê nos shows do BTS, por exemplo, durante as aberturas das apresentações.


Nesse contexto, as programações, os comandos de iluminação e os softwares são, praticamente, 100% automatizados, já que exigem uma precisão muito grande. Enquanto isso, a manipulação manual fica quase inteiramente restrita ao painel controlador DMX (mencionado antes), pois, se algo não sair como esperado, o operador pode fazer ajustes individuais ou coletivos nas luzes de palco, evitando uma crise. 


Além disso, hoje uma iluminação simples já não é mais suficiente para emocionar quem assiste aos shows: é preciso usar táticas que gerem experiências visuais mais sofisticadas e imersivas, como o projection mapping, que consiste em alinhar projetores de vídeo com objetos tridimensionais do palco assim, qualquer elemento físico pode servir de superfície de projeção. Isso traz a impressão de que a música ganhou vida própria, inserindo o público diretamente dentro da narrativa proposta. 


Outra estratégia visual muito usada pelos artistas é a pirotecnia, já que o efeito dela é nada mais, nada menos, do que um impacto imediato: basta uma queima de fogos para o astral de uma arena inteira subir ao máximo. O que pouco sabemos é que existem 4 tipos diferentes de efeitos pirotécnicos:

É claro que, nas apresentações, tudo acontece ao mesmo tempo: iluminação, música, vídeo, efeitos visuais, movimentação e não há performance melhor para mostrar isso do que a abertura dos shows da turnê Arirang:




REFERÊNCIAS 




Comentários


bottom of page