ROTEIRO "PODARMYS" – PROGRAMA N° 42 "FACE"
ROTEIRO "POD_ARMYS" – PROGRAMA N° 42 “FACE”
Gravação no Streamyard (28/03),
Lançamento no Spotify 20h BRT
(20/06)
Host: Júlia || Co-Host: Elionai
Oradora: Silvia
Convidados:
Anfitrião: PODARMYS
Roteirista Responsável: Gabriela Cândida
Apoio de roteiro: Eduarda Verissimo
Revisão: Maria Eduarda Avelino
Supervisão: Maria Eduarda Avelino
Ajustes finais: Maria Eduarda Avelino
ROTEIRO
CHAMADA FIXA PARA O EP: Boa tarde, quase um boa noite! Sejam bem vindos, ARMYs de todo o país e até do estrangeiro! Começa agora o programa feito de fã para fã, com muito amor e carinho. Que você se sinta acolhido e confortável para conhecer esse projeto lindo que foi feito para você, que sempre desejou falar e saber mais sobre o BTS. Começa agora o PODARMYS! QUER FALAR ARMY?//
TÉCNICA – colocar alguma frase dos meninos ou até mesmo um trecho de alguma música. A escolha da música de acordo com a temática do programa.
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Júlia: Olá, ARMYs! Como vocês estão? // Eu sou a Júlia, a host do episódio e estou aqui com as adoráveis e mega bem-vindas: Elionai e Silvia. // Por favor, se apresentem.
Elionai: Bom dia, boa tarde e boa noite, ARMYs, eu sou a Elionai, a sua co-host desse episódio e é um prazer imenso estar aqui hoje com todas vocês… e com um tema mega especial. //
Silvia: E coloca especial nisso! // Eu sou a Silvia, e estou extremamente feliz pelo convite para estar aqui hoje falando sobre FACE, // o primeiro álbum solo do nosso talentosíssimo Jimin, // considerado por muitos como uma captura precisa de sentimentos complexos que cada um de nós já precisou encarar em algum momento da vida. // FACE revisita questionamentos e aprendizados vivenciados pelo Jimin durante a pandemia, mergulhando em quem ele é, como se enxerga e no que se tornou ao mesmo tempo que confronta seus verdadeiros sentimentos sem maquiá-los sob a fachada de uma alegria ilusória. //
Júlia: Como já podemos imaginar, vamos mergulhar profundamente nesses cenários e os analisaremos juntos com vocês, ARMYs. // E sigo daqui, já compartilhando algo que me toca profundamente, que é o fato dele mesmo ter compartilhado o desejo de querer se desafiar e mostrar algo mais sombrio, mais cru e que, sonoramente, fez exatamente isso. //
Elionai: É verdade, Jú. Ele fez isso usando uma variedade de sons e estilos em cada uma das suas cinco faixas, criando assim uma atmosfera sombria e envolvente, o que lhe permitiu ampliar o leque e adicionar novas cordas ao seu arco artístico. // Com mais de 164 mil unidades equivalentes do álbum vendidas – o que significa um debut com maior estreia desde Sour de Olivia Rodrigo – e single de destaque estreando em 1º lugar, com mais de 254 mil cópias adquiridas. // Face, seu primeiro álbum solo, foi lançado em 24 de março de 2023 e lhe conferiu o status de primeiro artista solo sul-coreano a liderar a Hot 100 em quase 65 anos de história da parada.
Silvia: Eu quase perdi o fôlego aqui só de pensar (frase leve de admiração). // Para quem não sabe, a Billboard Hot 100 é a principal parada musical semanal dos Estados Unidos, publicada pela revista Billboard, que classifica as 100 músicas mais populares do país com base em uma combinação de dados. //, Ela mede a atividade dos artistas em métricas-chave de consumo musical, combinando vendas de álbuns e faixas, execução nas rádios e streaming para fornecer um ranking semanal multidimensional de popularidade. // E isso, meninas, significa que ele foi o próprio sucesso. Se, desde o início, o seu objetivo era se desafiar criativamente e explorar essa pluralidade de estilos e gêneros nas canções, ele conseguiu. Segundo a revista NME, uma das publicações musicais mais respeitadas do mundo, não restam dúvidas de que Park Jimin alcançou esse feito com maestria. Em sua crítica sobre o álbum FACE, a revista destacou que o artista mergulha em suas próprias experiências e emoções, criando uma atmosfera sombria e envolvente enquanto confronta seus sentimentos mais profundos.
Júlia: Obviamente! Não tem nem como dizer o contrário, como prova disso podemos apontar “Like Crazy”, uma faixa que possui uma produção mais limpa de synth-pop típico dos anos 80, um refrão memorável que acentua a abordagem vocal utilizada por ele e um sutil senso de perigo enraizado na progressão de acordes. // É uma faixa que vicia e surpreende até quem nunca ouviu falar nos meninos. //
Elionai: Pra mim isso só prova que a verdade e a sinceridade conquistam. Além disso, sempre devemos reconhecer que o ARMY é um dos motivos para o Jimin seguir voando alto. // Ao meu ver, o jeito amável do Jimin tem o poder de deixar todos nós extremamente à vontade. Sua voz calma e serena; a honestidade que o acompanha e o sorriso tímido que lhe é característico o definem. // Segundo a Weverse Magazine, ele é "o tipo de pessoa que gosta de ser amada". // O que você acha, Silvia?
Silvia: Acho que essa afirmação é senso comum entre os ARMY. Não é à toa que essa sua sensibilidade tenha sido retratada na sua discografia individual desde que lançou o primeiro single, escreveu o primeiro verso e estruturou o primeiro arranjo. // Sua primeira música, lançada em 31 de dezembro de 2018, denominada "Promise", é um grande exemplo disso. // Durante uma transmissão realizada no V LIVE – antiga plataforma onde artistas faziam transmissões ao vivo para conversar com seus fãs – ele contou sobre todo o processo de produção da canção e afirmou que alguns questionamentos como "por que não posso dizer algo honestamente?" ou afirmações como “não consigo ser honesto comigo mesmo” o levaram a rascunhar os primeiros versos. /
Júlia: Eu acho que isso explica por que as estrofes de "Promise" quando recitadas por ele, soam como juras de amor que ultrapassam barreiras linguísticas, espaciais e culturais rumo ao coração de qualquer pessoa que se dispõe a ouvir e a encontrar consolo em cada palavra.
Silvia: Exatamente, Jú. // Frases como "agora me prometa”, “mesmo que você sinta que está sozinho durante o dia” e “não se jogue fora" se transformam num lembrete de que – mesmo em momentos de solidão e dor – devemos ser a nossa própria fonte de força e conforto. //E sabe o que é mais legal? pensar que se ele fosse apenas um jovem comum na casa dos vinte e poucos anos sua alma bondosa já teria sido um diferencial e tanto.
Elionai: Seria realmente algo a se pensar, Sil. E são nesses momentos que nos perguntamos com toda a sinceridade: Apesar dos inúmeros julgamentos e comentários maliciosos, o que mantém ele tão amigável? // A resposta para essa pergunta pode facilmente ser encontrada em vários momentos de FACE. // No início de "Interlude: Dive" há uma mensagem carinhosa ao ARMY onde, através da transição de passos e oscilações na respiração, ele cria uma atmosfera íntima de reencontro após um momento de solidão. // Há um trecho em específico, por exemplo, onde dá para sentir o sorriso em sua voz, identificar um soluço tímido e ouvir com riqueza de detalhes a sobreposição entre um superstar expressando seu afeto e gratidão por um mar de rostos e um indivíduo muito reservado que sofre em particular.
Júlia: A próxima faixa é o single principal do álbum, "Like Crazy", onde na foto do teaser ele está sozinho sozinho em uma casa, deitado de bruços sobre uma mesa cercado por cacos de vidro espalhados pelo chão. Apesar de parecer pesado e até meio doloroso, saiba que a estética visual foi pensada para retratar essa atmosfera. . // Aqui ele adere a vocais mais diretos e mergulha na melodia disco. Isso, por si só, já cria aquela atmosfera obliquamente sombria, permitindo que ele disfarce algo triste dentro de uma música que as pessoas ainda podem dançar. Ao explorar diferentes técnicas, ele mostra - ao longo das faixas - ele não só mostra um novo lado de si, mas também encontra uma forma de expressar sua história de vida, // revelando para nós que essa faixa se afasta dos padrões e estilos comuns de certos gêneros e se aproxima de uma trilha sonora "típica de um drama".
Silvia: Realmente, meninas. Temos uma base mais dramática nessa faixa e vemos isso até mesmo na sua letra ao sugerir como ele pode afogar sua solidão com "música alta" — a solidão de alguém que todos conhecem, mas que não pode revelar sua verdade a ninguém. // Como o título sugere, "Interlude: Dive" descreve Jimin afundando em si mesmo através do uso do violoncelo no meio do caminho para puxar o mundo exterior do artista para uma espécie de “abismo”. A partir daí, "Like Crazy" retrata uma espécie de luta por uma breve fuga desse estado de espírito.
Elionai: O que nos leva a "Alone", né? // Ela começa com o som de um despertador — aparentemente na manhã seguinte dessa narrativa criada para formular o universo desse álbum. // Aqui ele soa um pouco rouco, aparentemente conectando a faixa à cena noturna que descreveu anteriormente e agora sua voz está cheia da tristeza ou vazio da manhã seguinte. // Nela, ele confidencia que as distrações da noite anterior não conseguiram livrá-lo do sentimento de solidão, fazendo afirmações como: "Quando adormeci bêbado e não conseguia lembrar de nada, pensei / O que estou fazendo? / Por que sou o único assim? / Não, todo mundo é assim / Eu tento fingir que está tudo bem, mas é patético". Nossa, ele foi tão profundo mas, ao mesmo tempo, não perdeu aquela leveza típica dele, sabe? Cara, como ele consegue fazer isso? É simplesmente surreal.
Silvia: Verdade, Eli. Bom, inclusive, ao que me deixa muito animada é o fato de FACE nos trazer essa compreensão de que tudo gira em torno de uma obra única, linear e conectada. // As faixas "Face-off" e "Set Me Free Pt.2", respectivamente, marcam o começo e o fim do ciclo de sofrimento psicológico que ele confessa, assim como a vontade e a ação para superá-lo. // Jimin coloca a culpa em si mesmo ("Olhe para mim agora / Vivendo como um tolo"), mas também reconhece que "esse pesadelo miserável começou com a confiança nos outros". // Ninguém além dele pode saber ao certo o porquê dessa canção ter sido escolhida para abrir o álbum, mas é possível fazer uma suposição fundamentada sobre o que estava acontecendo naquele momento. Ele faz uma promessa a si mesmo em "Face-off" porque "os malditos velhos tempos se foram" e chega a uma nova conclusão em "Set Me Free Pt.2": "Não vou mais me esconder, mesmo que doa / Enlouquecendo para manter a sanidade / Levante as mãos pelo eu do passado". // O simples ato de tê-la lançado antes do álbum completo como pré-single oficial em 17 de março de 2023, adiciona outra camada ao significado. Olhando sob uma perspectiva mais ampla, "Set Me Free Pt.2" é uma reflexão acerca de sua vontade em superar os problemas pessoais que ele canta em suas faixas anteriores. // Como single, entretanto, representa o ponto de partida de sua transição para a era solo, onde, como o título sugere, ele busca liberdade.
Júlia: É por isso que não me restam dúvidas que um dos seus objetivos principais foi transformar a mensagem de FACE numa linguagem universal e de fácil compreensão. Através de passos de dança que demonstram alta performance ou melodias únicas, ele nos apresenta a uma nova realidade e consolida seu status de dançarino e vocalista competente. // A escolha de usar preto e branco logo no teaser do álbum, por exemplo, transmite imediatamente uma sensação de dualidade. // Isso pode parecer, conceitualmente, como um Jimin sombrio e um Jimin brilhante e de temperamento tranquilo que se opõem, porém, no contexto geral de FACE, a oposição entre preto e branco não retrata conflitos e sim a vida exterior e interior de uma pessoa.
Elionai: Seguindo a linha que a Jú mencionou, podemos notar que Jimin está vestido de preto para "Set Me Free Pt.2" enquanto uma multidão enorme o eleva ao céu — isso pode ser, facilmente, compreendida como uma metáfora para seu estrelato. Mas também podemos vê-lo vestindo tons de branco tanto nas fotos promocionais quanto no MV de "Like Crazy" para retratar um jovem solitário (ainda que em meio a uma multidão numa boate lotada). // Essas imagens, esse conceito visual, claramente definido de preto e branco o ajudaram a explorar essas emoções complexas que o levaram a lançar FACE. //
Silvia: Exatamente. E acabou resultando em um álbum que reflete a vida humilde e apaixonada que ele explora, trazendo um recorte dos seus sentimentos mais sinceros. // Se lembrarmos, por exemplo, do momento em que Jimin é levantado bem lá no alto pelos dançarinos de apoio apenas para desaparecer brevemente e, logo em seguida, reaparecer vestindo branco, chegamos a conclusão de que aquela cena tão icônica pode ser interpretada como uma espécie de metáfora relacionada à liquidez da vida. // Resumindo pra vocês, galera, esse conceito foi desenvolvido pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman. // Bauman acreditava que a contemporaneidade nada mais é do que um período de fragilidade, efemeridade e mudança constante e, por conta disso, as relações sociais, laços afetivos e instituições tendem a ser mais voláteis – o que, consequentemente, promove uma insegurança coletiva. //
Júlia: São nesses momentos que percebemos o quão filosófico tudo isso soa, né? // Ainda mais ao lembrarmos que em “Set Me Free Pt.2” isso também é retratado. Ao demonstrar o desaparecimento de todas aquelas pessoas que estavam ao seu redor, ele permite que o seu interior e, talvez, esse lado invisível (pouco conhecido) apareça. // Nesse sentido, o MV segue a letra de perto para refletir a história da sua vida. Quando ele afirma estar "parado na beira", os outros dançarinos se movem de um jeito que cria um redemoinho, e ele, automaticamente, se vê imerso no centro dele. O redemoinho desaparece e ele se move para dançar no meio do palco justamente quando canta: "voe embora, borboleta" - dando a ideia de que está "finalmente livre". //
Elionai: Sinceramente… esse momento, pra mim, esse é um dos mais incríveis . Toda essa transição sugere uma libertação emocional do turbilhão caótico dos problemas intermináveis para voar rumo à liberdade como uma borboleta. // A forma como o MV transmite o significado da letra por meio de coreografias e filmagens de dança contemporânea é semelhante ao que o BTS fez em "Black Swan". // Considerando essa performance, além do fato que o Jimin se formou em dança, ele – enquanto parte de um septeto – dá origem a uma narrativa que os define individualmente em seus próprios termos.
Silvia: Concordo totalmente, meninas. E essa aventura para se redescobrir nos proporciona momentos super eletrizantes, movimentos mega fragmentados e, sejamos sinceros, nos faz querer dançar. Ah, também precisamos reconhecer a grandiosidade da arquitetura sonora e estética visual por trás dessa faixa. É pura arte. A forma como ele e seus dançarinos se movem como um todo mas, ao mesmo tempo, de forma singular é cheia de significado. Ele consegue, inclusive, transmitir essa solidão (típica da canção) até em momentos que, teoricamente, exalam sensualidade. Como por exemplo, quando algumas dançarinas ficam passando as mãos ao redor de sua silhueta durante versos como "eu tenho medo de que tudo irá desaparecer" ou quando ele dança mais leve no refrão enquanto o ritmo disco ganha enfoque. São nesses detalhes que conseguimos identificar o quão refinada sua técnica é.
Júlia: E falando de técnicas, não podemos deixar de mencionar os seus vocais e o quanto eles se destacaram pela delicadeza, alcance e doçura. E, obviamente, sua dança pela fluidez, elegância e precisão. // Ao longo de cada canção esse magnetismo vai sendo ampliado e, embora enquadre sua mensagem a um segmento cujas características melhor combinem com ela, ele reinterpreta o gênero em seu próprio estilo, transmitindo a mensagem de uma maneira totalmente nova. // Com isso, FACE começa muito antes da primeira faixa. Ele começa na estética. Nos teasers. Nos reflexos duplicados. Nos ambientes vazios que parecem ecoar passos que já não estão ali. // A água aparece como superfície e como abismo. Como purificação e como risco de afogamento. Espelhos distorcidos não devolvem um rosto estável mas fragmentos. // E talvez essa seja a grande chave do álbum: ele não mostra um Jimin inteiro, ele mostra partes dele tentando coexistir. Há uma solidão estética inserida que não é acidental. Corredores infinitos. Luzes frias. Espaços amplos demais para um corpo só. Em “Like Crazy”, a fotografia em neon e aquele atmosfera que lembra muito um sonho, um metaverso, uma realidade paralela constroem um cenário de fuga emocional. Ele dança cercado por pessoas, mas a sensação é de isolamento absoluto. A música fala sobre permanecer em um sentimento até que ele se torne ilusão, sobre se embriagar na própria intensidade para não precisar acordar para a realidade. E, pra mim, isso é brilhante.
Elionai: Jú, realmente, vemos muito isso na dança, né? // Ela meio que busca traduzir isso com uma precisão quase dolorosa esses movimentos fluidos, mas contidos; os giros que parecem tentativa de escapar de si mesmo. // Ah, e o que falar daquela arte visual? Ela não só fornece a base para que o enredo da história contada naquela música seja compartilhado com mais pessoas como também a expande e a torna física. Sonoramente, a faixa soa como uma viagem aos anos 80 — inclusive, na minha opinião, poderia facilmente integrar a trilha de Stranger Things — com efeitos sonoros quase visíveis. A batida, a letra e a presença do Jimin,em cada detalhe, fazem com que sintamos o poder da expressão artística da cabeça aos pés e do início ao final do álbum // Num nível de sentir arrepios só de falar e ver. // Já em “Set Me Free Pt.2”, o cenário muda. O vazio é preenchido por um coro que soa quase como julgamento e, até mesmo, uma espécie de libertação. A percussão é pesada e, quase,ritualística. O ambiente industrial contrasta com a intensidade do corpo em movimento. A coreografia não é apenas técnica, ela transmite confronto. // Ali, Jimin não pede para ser libertado. Ele exige. // A estética visual de FACE não é decorativa, mas conceitual. // Os espelhos falam sobre identidade. A água fala sobre imersão emocional. Os espaços vazios falam sobre isolamento. E o corpo de Jimin se torna uma linguagem concreta.
Silvia: Caramba, sim, é sobre isso! Uma porcentagem do impacto do álbum é a identidade de FACE! // “Like Crazy”, por exemplo, estreou em primeiro lugar na Billboard Hot 100, o que foi um feito histórico. // Pela primeira vez, um artista solo sul-coreano ocupava o topo daquela parada. Não foi apenas um número. Foi um marco cultural. Foi a confirmação de que a vulnerabilidade, identidade e conexão também conquistam o mundo. // “Like Crazy” se tornou a primeira música solo de um artista coreano a alcançar o 1ª lugar na Billboard Hot 100, algo inédito para um solista do K-pop. // Jimin também foi o primeiro artista solo de K-pop a atingir o topo do Billboard Artist 100, consolidando seu impacto além de um único single. // Já o álbum FACE debutou em 2ª lugar na Billboard 200, tornando-o o álbum solo coreano com a maior posição de estreia na história da parada americana até então. // Para terem uma noção, no Japão, FACE chegou ao 1ª lugar nas paradas da Oricon Albums Chart, com todas as seis faixas ocupando o top 10 no Digital Singles Chart do país. Nas paradas sul-coreanas, o álbum também liderou a Circle Album Chart, se consolidando como a primeira vez que um solista vendeu mais de 1 milhão de cópias no mesmo dia de lançamento naquele ranking. // Dessa maneira, FACE se tornou o álbum de um solista coreano mais vendido da história no Circle Chart, sendo o álbum solo com maiores vendas acumuladas no gráfico desde sua criação. Vendeu mais de 1,45 milhão de cópias na sua primeira semana, estabelecendo um novo recorde para um álbum solo de K-pop em termos de vendas na primeira semana no Hanteo Chart — superando todos os lançamentos anteriores de artistas solo. // Já nas plataformas de streaming, FACE quebrou recordes como o álbum solo de K-pop que mais rapidamente chegou a centenas de milhões de streams no Spotify, ultrapassando vários marcos de velocidade e eventualmente conquistando 1 bilhão de streams. “Like Crazy” também tornou-se uma das faixas solo coreanas mais duradouras nas paradas globais, mantendo presença prolongada na Billboard Global 200 e na Global (Excl. US) por semanas consecutivas. // Ou seja, o álbum dominou rankings globais, quebrou recordes de vendas, garantiu vitórias solo inéditas e consolidou Jimin como uma força artística independente. A recepção crítica reconheceu a coesão conceitual, a maturidade sonora e, principalmente, a honestidade emocional do projeto. // Assim, FACE passou a ser entendido não como apenas um experimento isolado, mas uma obra estruturada, pensada, sentida e claro, muito bem executada.
Júlia: Muito bem pontuado, Silvia! // E vamos além disso. O impacto mais profundo de FACE talvez não esteja nas estatísticas, mas no clima de revelação. Antes do álbum, Jimin era frequentemente associado à imagem de perfeição cênica — o dançarino preciso, o vocal delicado, a presença marcante. Havia algo intocável em sua figura pública. // Mas lembra daquela sensibilidade que deveríamos considerar ao analisar toda a obra? Exatamente. // FACE rompe essa camada e expõe inseguranças, fala sobre o isolamento vivido durante a pandemia e revela o peso do silêncio. Permite que o mundo veja não apenas o artista polido, mas o homem que precisou se encarar quando as luzes se apagaram. // Esse álbum redefine sua narrativa. Ele deixa de ser apenas intérprete para se tornar autor da própria vulnerabilidade. Quando observamos trabalhos posteriores, como MUSE, percebemos essa transição. Se FACE é confronto, MUSE soa como reconstrução. Há mais segurança e leveza. Mas essa leveza só existe porque antes houve um mergulho. Só existe porque ele ousou atravessar o espelho.
Elionai: Verdade, Ju. Vai além dos números…// falar sobre FACE é sentir que todos os adjetivos ou os milhares de idiomas existentes não seriam capazes de satisfazer o magnetismo que se amplia do início ao final do álbum. // Se eu tivesse que descrever esse universo de detalhes distribuído nessas seis faixas, diria que…// existem álbuns que marcam, outros que encerram ciclos e outros que inauguram fases. Há, ainda, aqueles que funcionam como um momento de pausa e reflexão // FACE, nesse sentido, se aproxima de uma confissão, mas do tipo que nós ensina algo. Ele captura o instante exato em que alguém decidiu não fugir mais de si mesmo e, para nós, ARMYS, ele é extremamente importante porque não entregou apenas músicas, mas revelou que tudo bem ser frágil. E em uma indústria que exige força constante e cobra perfeição contínua, Jimin mostrou que admitir o medo também é um ato revolucionário.
Júlia: Não apenas isso, Eli. Ele demonstrou que reconhecer nossas dúvidas é um sinal de força. // Aqui ele nos mostra que olhar para o próprio reflexo, mesmo quando ele está distorcido, é necessário. Por isso, FACE não é sobre estar quebrado, mas sobre reconhecer as fissuras que carregamos sem deixar que elas nos limitem. // É como se fosse o silêncio finalmente ganhando voz. É Park Jimin se encarando sem desviar o olhar — e permitindo que milhões de pessoas façam o mesmo. // E é com essa reflexão que, infelizmente, chegamos ao fim desse episódio. // Ah, nunca pensei que fosse terminar o ep assim…nesse mix de alegria e, ao mesmo tempo, saudade/nostalgia. // Meninas, foi uma honra ter vocês aqui. Espero que durante esses minutos, assim como eu, vocês também tenham feito várias descobertas sobre o Jimin e entendido um pouco mais sobre sua evolução artística. Além, é claro, de contemplar essa obra maravilhosa chamada FACE.
Silvia: Nossa, Jú…a honra foi toda minha. Poder estar aqui e, ainda que durante alguns minutinhos, refletir sobre essa preciosidade que é FACE foi surreal; foi uma experiência única.
Elionai: A honra é toda nossa, Sílvia, e me permita dizer… esse tipo de reflexão e informação é na qual devemos sempre nos apoiar e espalhar como parte do ARMY. // Meninas, foi um prazer participar desse episódio com vocês. // Inclusive, descobri várias coisas sobre o Jimin-shi, viu (risos). Muito obrigada e até o próximo episódio.
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ESPAÇO RESERVADO PARA OS ORADORES CONVIDADOS SE DESPEDIREM E AGRADECEREM.
ORDEM:
FALA FINAL: Obrigada, mais uma vez, pelo episódio de hoje. Eu agradeço a cada um dos oradores e todos que participaram como ouvintes, vocês são incríveis./ Não se esqueçam de ouvir os trabalhos do grupo e também os individuais, afinal o BTS é um todo de SETE / Dar stream em nossos favoritos não é obrigação é prazer. Ouvir e sentir o que eles têm a nos dizer é extremamente prazeroso./ Bom, esse é o meu momento influencer do PODARMYS, ou seja, compartilhem a call, favoritem e indiquem para mais armys./ Quero lembrar novamente que o pod é um lugar para você se sentir bem, lugar de conforto e encontro./ Então se você tiver alguma sugestão ou gostaria de que algum tema fosse abordado, ou simplesmente gostaria de ser ouvido, pode enviar mensagem na nossa DM, sinta-se em casa!/ O pod foi feito de army para army e vocês sempre serão sempre bem vindos. / Nos vemos no próximo episódio.//




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