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ROTEIRO " POD_ARMYS" - PROGRAMA N° 33: Lúdico e Profundo: Jogos e Histórias Criadas pelo BTS

  • podarmys
  • 30 de jun. de 2025
  • 16 min de leitura

Host: Yris Soares

Oradora 1: Carla (BTS Answer BR) Oradora 2: Ju (BTS Heaven)


Anfitrião: PODARMYS

Convidados Responsáveis: Carla (BTS Answer BR) e Ju (BTS Heaven)


Roteiristas Responsáveis: Mari Padilha & Karolyne Bueno

Revisores Responsáveis: Yris Soares e Mônica Santos



Oradora Yris: Sejam todos muito bem vindos e acolhidos aqui neste espaço que é de Army para Army. Eu me chamo Aurora e serei a sua mediadora no episódio de hoje; e vou começar perguntando para você, Army: Tá sentindo esse cheiro?

É o cheirinho de junho chegando! Vocês estão prontas para a volta dos meninos?!

Enquanto eles não voltam, matamos as saudades deles explorando a imensidão de conteúdos que eles nos deixaram e que montaram o legado que o BTS carrega hoje.

Você que é Baby Army ou até mesmo uma Army mais por fora dos conteúdos extras do BTS e já parou pra se perguntar o que são todas aquelas histórias, vídeos e cartas nos álbuns do BTS mas não sabe por onde começar a pesquisar; esse é seu dia de sorte!/ Eu e nossas convidadas Carla e Ju vamos explorar um pouco mais detalhadamente como essas narrativas são contadas, o porquê, e quais as intenções por trás desse projeto.


Oradora Yris:  Essa nova forma de contar uma história ganhou destaque com a criação do BTS Universe. E para falar mais dele, vamos chamar uma das nossas convidadas, que é a Carla, do BTS Answer BR. Carla, conta mais pra gente sobre esse marco histórico na antologia do Bangtan.


Oradora Carla:  Olá meninas, bom dia, boa tarde e boa noite a todos vocês que estão ouvindo a gente, é muito bom estar aqui novamente com vocês com esse tema tão intrigante./ Bom Aurora, não é novo falar que a fantasia sempre esteve presente no BTS, mas isso atingiu um novo patamar com o BTS Universe – ou BU, para quem acompanha essa mitologia há anos. A narrativa do BTS Universe começa oficialmente em The Most Beautiful Moment in Life Pt.1 (2015), quando os MVs de I Need U e Run apresentam os personagens fictícios interpretados pelos integrantes do BTS. Desde então, esse universo cresceu, ganhando novas camadas com Blood Sweat & Tears, Love Yourself: Highlight Reel, Euphoria, Fake Love e outros lançamentos. O ponto central dessa história é o tempo, destinos e sacrifícios – especialmente através do personagem de Jin, que descobre ter uma habilidade de viajar no tempo e tenta mudar o futuro trágico de seus amigos. Mas, como em muitas histórias de ficção científica e fantasia, cada mudança que ele faz gera novas consequências inesperadas, prendendo-o em um ciclo interminável de tentativas e fracassos. 


Oradora Yris:  É muito interessante o quanto esses temas abordados são tão relevantes e eles conseguiram encaixar na narrativa de uma maneira muito natural. Conta mais pra gente, Carla, do que trata esse universo?


Oradora Carla: É de Jin o papel de interpretar o personagem que está no centro desse grandioso universo, e ele descobre que tem uma habilidade de viajar no tempo. Mas não é aquela coisa mágica e simples – cada vez que ele tenta mudar o destino de seus amigos, as coisas saem de controle e novas tragédias acontecem. Ele fica preso nesse loop, tentando quebrar o passado e salvar aqueles que amam./ Yoongi, por exemplo, tem uma relação difícil com o pai e lida com o luto da mãe. Em vários momentos do BU, ele é visto em um quarto em chamas, o que representa sua dor interna./ Hoseok, por outro lado, sofre de narcolepsia e carrega o trauma do abandono da mãe. Ele tenta manter o grupo unido, mas também luta contra inseguranças profundas./ Namjoon é retratado como alguém que enfrenta as dificuldades da vida real, trabalhando em um posto de gasolina e tentando sobreviver./ Jimin, sempre cercado pela água ou preso em um hospital, carrega um trauma infantil que o impede de seguir em frente./ Taehyung tem um dos arcos mais intensos, pois comete um crime que muda completamente o rumo da história./ E Jungkook, que sempre foi o mais jovem e inocente, é constantemente visto em situações de queda, seja caindo de prédios ou sendo atropelado, simbolizando a fragilidade da vida e o impacto das escolhas de seus amigos em seu destino.


Oradora Yris:  Nossa Carla, parece ser um plot pequeno, mas tem muita história por trás. A gente às vezes se pergunta como é possível escrever algo contemporâneo aos problemas que não são exclusivos a nós, e tornar isso identificável com o público geral;/ e ao acompanhar essas histórias percebe como é possível não apenas cumprir essa demanda, como fazê-la de forma inesquecível.


Oradora Carla: Exatamente Aurora, o BU não é apenas uma história fictícia, ele carrega mensagens profundas que refletem temas universais. A ideia de tempo e destino se entrelaça com questões sobre arrependimento, sacrifícios e crescimento pessoal. Jin, como o personagem principal, representa o desejo de “consertar” as coisas, mas a jornada dele nos mostra que nem tudo pode ser mudado. O BTS utiliza essa história para ilustrar que a vida é feita de erros e perdas, e que tentar fugir disso pode nos prender ainda mais ao passado.


Oradora Yris: Que lição, hein?! Que outras lições a gente pode aprender com essas histórias?


Oradora Carla: O BU também fala sobre amizade, dor e redenção. Os personagens do Universo BTS enfrentam desafios individuais, mas estão conectados pelo laço que os une. Isso é um reflexo do próprio BTS como grupo – amigos que passaram por dificuldades juntos, mas encontraram força uns nos outros. Essa mensagem ressoa fortemente com os fãs, que veem no BU um reflexo de suas próprias jornadas, sejam elas sobre crescimento, acessíveis ou busca por significado.


Oradora Yris: E isso é muito importante principalmente levando em consideração o leque demográfico que os conteúdos do BTS conseguem abranger. Não pense você aí ouvinte que fãs de BTS são apenas adolescentes, e tirem da cabeça também a ideia de que pessoas que já estão há muitos anos na vida adulta não precisam aprender mais nada sobre a vida; não há idade para aprender nem trocar experiências. E é sobre isso que eu quero perguntar pra você Carla: Como o BTS trabalhou essas narrativas com seu público?


Oradora Carla: Na verdade, Aurora, o BTS Universe transformou toda a experiência de ser fã do grupo. Ele tornou os MVs mais do que apenas vídeos musicais, eles viraram peças de um grande mistério que os fãs se dedicam a resolver. Além disso, o BU expandiu a forma como a música pode ser utilizada para contar histórias, criando um universo interativo onde cada lançamento pode trazer novas respostas ou, muitas vezes, mais perguntas.

A genialidade do BTS não está apenas na música, mas na forma como eles criam algo que vai além do entretenimento. O BU nos lembra que a vida não é sobre corrigir erros passados, mas sim sobre aprender a viver com eles.


Oradora Yris: Uma lição que sempre precisa ser repetida. Eu amei aprender mais sobre esse universo Carla, e você, Army? E é sempre bom aprender como se dão os processos de trabalho do grupo para entender que o BTS não faz nada aleatoriamente. Esse tipo de comunicação não é nenhuma novidade na cultura pop, mas não há um ato que o tenha feito de forma tão eficaz e por tanto tempo quanto os meninos. Estamos completando dez anos de BTS Universe e ele ainda cativa os fãs com suas incógnitas.


Oradora Carla: Isso mesmo Aurora. No final das contas, o Universo BTS continua sendo um dos maiores enigmas da música pop – um quebra-cabeça que, mesmo depois de anos, ainda nos faz pensar, teorizar e sentir. Afinal, talvez essa seja a verdadeira mensagem do BU: nem tudo precisa de uma resposta, algumas coisas só precisam ser vividas.

Seja nos MVs cheios de simbolismo, nas performances teatrais ou no BTS Universe, uma coisa é certa: o BTS conseguiu transformar a música em um verdadeiro portal para outros mundos. E, enquanto eles continuam criando, os fãs seguirão explorando, analisando e se emocionando com cada detalhe, aguardando pelo próximo capítulo dessa jornada.


Oradora Yris:  Eu mal posso esperar pelo que vai vir esse ano! e você, Army? Conta pra gente!/ Carla, e as teorias? Porque se a gente fala de qualquer conteúdo do BTS, a gente sabe que o Army tem pelo menos uma teoria a respeito.


Oradora Carla: Sim Aurora, os fãs do BTS, conhecidos por sua dedicação, já realizaram inúmeras teorias sobre o final do BU. Alguns especulam que Jin nunca conseguirá salvar seus amigos e ficará preso nesse ciclo para sempre, enquanto outros sugerem que, no fim, ele entenderá que a única forma de seguir em frente é aceitar a dor e seguir em frente sem tentar mudar o passado. Há também teorias de que os outros membros não são reais dentro do BU, mas sim fragmentos da mente de Jin – representações de partes dele mesmo que ele precisa aceitar para alcançar a verdadeira cura.

Nenhum detalhe passa despercebido pelos fãs, que se dedicam a analisar cada quadro em busca de significados ocultos. Essa interação ativa transforma a experiência de assistir aos MVs em uma jornada de descoberta, onde cada elemento visual pode ser uma pista para entender a narrativa mais ampla que o BTS está construindo. O Universo BTS não é apenas uma história inventada – ele reflete temas universais como amizade, sacrifício, destino e redenção. É um dos motivos pelos quais os fãs criam uma conexão tão profunda com o grupo. Eles não apenas acompanham a música, mas se envolvem emocionalmente com a jornada desses personagens e se veem refletidos em suas dores e desafios.


Oradora Yris:  Obrigada por compartilhar seu conhecimento sobre um tema tão vasto, Carla! Agora vou te dar um tempinho pra beber uma água e recuperar o fôlego e chamar nossa amiga Ju do BTS Heaven pra falar conosco sobre outros aspectos lúdicos dos conteúdos do BTS. Ju, muito obrigada por aceitar nosso convite, é um prazer ter você conosco hoje./ Ju, sei que temos muitos conteúdos para cobrir hoje, mas como no episódio n° 31 do PodArmys nós falamos de um Webtoon inspirado nos membros do BTS e como estávamos falando há pouco do BU com a Carla, podemos começar falando de Save Me?


Oradora Ju: Olá Aurora! É muito bom estar aqui com vocês e muito obrigada pelo convite! Sim, podemos começar por aí mesmo, afinal pegando o gancho da Carla, Save Me foi o Webtoon que Expandiu o Universo BTS 

"Save Me" é uma história em quadrinhos online (webtoon) baseada no BTS Universe, publicada entre janeiro e abril de 2019. A trama acompanha sete amigos que, após seguirem caminhos diferentes, enfrentam momentos difíceis. Um deles ganha a chance de voltar no tempo para tentar mudar o destino de seus amigos. O webtoon aprofunda a amizade entre os personagens e mostra suas lutas pessoais, permitindo que os fãs conheçam mais sobre o universo narrativo do BTS. Save Me contém 15 episódios mais um prólogo e acumulou mais de 50 milhões de visualizações na plataforma webtoon em sua conclusão. 


Oradora Yris: Pra variar, foi um hit absurdo! É uma boa dica pra quem ainda se confunde com o BU ler Save Me pra se situar um pouco mais. Mas vamos para outro conteúdo maravilhoso do BTS que é o jogo BTS WORLD. Conta pra gente um pouco sobre ele e por que ele é tão especial, Ju.


Oradora Ju: Um dos aspectos que faz com que BTS WORLD seja visto com tanto carinho pelos fãs é que ele é o jogo que leva os fãs à época pré-debut do grupo. 

"BTS WORLD" é um jogo para celular que coloca os fãs no papel de gerente do grupo antes de sua estreia. Inclusive, existem vários memes na internet sobre o jogo, acabo rindo horrores dos que aparecem. Ele está disponível para Android e iOS, o jogo permite colecionar fotos dos membros, completar desafios e desbloquear conteúdos exclusivos, como imagens e vídeos. Dessa forma, os jogadores acompanham de perto a jornada do BTS rumo ao estrelato.

Oradora Yris: E que ideia genial, né gente?! Quer uma forma mais direta e eficaz de fazer o público se relacionar com o grupo? Além de muitas risadas, porque existem verdadeiras pérolas na internet sobre ele, e o jogador também acessa conteúdo exclusivo! Agora me empolguei Ju, quais outros jogos temos aí?


Oradora Ju: Ainda temos mais dois jogos super bacanas, como o Rhythm Hive e BTS Island 

O “Rhythm Hive” é um jogo de ritmo em que os fãs podem tocar músicas do BTS e de outros artistas da HYBE também, como TOMORROW X TOGETHER e ENHYPEN. O jogo oferece versões completas ou curtas das canções, permitindo que os jogadores interajam de forma envolvente com suas faixas favoritas. 

E o “BTS Island: In the SEOM” é um jogo em que os jogadores ajudam o BTS a transformar uma ilha deserta em um lugar aconchegante e divertido. Com mais de 350 roupas disponíveis, é possível personalizar os personagens e explorar diferentes interações entre eles. Além disso, o jogo traz desafios como quebra-cabeças e minijogos, tornando a experiência dinâmica e envolvente. 

Esses jogos e o webtoon oferecem para nós maneiras criativas de se conectar com o BTS, permitindo explorar diferentes aspectos das histórias, músicas e do universo dos meninos de uma forma mais interativa para que nós nos sintamos mais próximos deles de alguma forma.


Oradora Yris: Eu não sei vocês, mas eu fiquei com muita vontade de checar esses jogos agora. Ju, vou voltar com a Carla aqui, que é o tempo em que você descansa um pouco e volta pra continuar nosso papo./ Carla, vamos falar agora sobre referências? Eu sei que se formos levar ao pé da letra esse meu pedido, podemos criar uma série de episódios inteiros sobre isso, mas vamos tentar ser objetivas aqui. Como se dá essa relação das referências lúdicas nos trabalhos do BTS?


Oradora Carla: Bom Aurora, nós bem sabemos que o BTS não é apenas um grupo de K-pop; eles realizam um universo próprio que vai muito além da música. Cada lançamento deles é como uma peça de um quebra-cabeça maior, cheia de simbolismos, referências literárias e elementos de fantasia que encantam os fãs e os convidam a mergulhar mais fundo em suas histórias. Eles não entregaram apenas videoclipes, mas verdadeiras narrativas visuais, detalhadas de mistério e detalhes que fazem com que cada MV seja explicado como uma obra cinematográfica.

Se tem algo que o BTS sabe fazer bem, é transportar pessoas para outros mundos. Um grande exemplo disso é o MV de Spring Day que se relaciona a um dos eventos mais trágicos da história recente da Coreia do Sul: o naufrágio do ferry Sewol, que ocorreu em 16 de abril de 2014. Nesse desastre, o navio transportou 325 estudantes do ensino médio, e a negligência das autoridades na morte de mais de 300 pessoas, a maioria adolescentes. A dor desse evento ficou marcada na memória do país, e muitos fãs interpretaram Spring Day como uma homenagem sutil às vítimas e aos familiares que ficaram para trás. O cenário melancólico do MV, com roupas divertidas ao vento (lembrando os memoriais feitos para as vítimas), a presença constante do mar e a temática de esperança e saudade ecoam os sentimentos das famílias que nunca tiveram um verdadeiro encerramento. Referências literárias e cinematográficas também fazem parte do MV, como a referência a "The Ones Who Walk Away from Omelas", um conto ético que conta a história de Omelas, uma cidade feliz e próspera que se mantém assim em detrimento do sacrifício de uma única criança que deve se manter miserável e infeliz em condições desumanas para manter o equilíbrio da cidade; e a referência ao filme “Snowpiercer” do diretor Sul Coreano  Bong Joon-ho, que retrata no subtexto a luta de classes, e se passa - vejam só - em um trem. A frase "Você nunca andou sozinho", presente no MV, também reforça a ideia de que aqueles que partiram jamais serão esquecidos, tornando essa canção um hino de luto, lembrança e esperança.


Oradora Yris: É um MV muito emocionante e muito triste também, e com certeza tem um lugar muito especial no coração do Army. E sobre Fake Love, Carla, o que temos?


Oradora Carla: Quando falamos de Fake Love, o tom muda completamente. O MV mergulha em um universo surreal e sombrio, como se os personagens estivessem presos em um castelo encantado cheio de armadilhas. As portas que levam a lugares impossíveis, os cenários desmoronando, a chuva dentro de um ambiente fechado – tudo passa essa sensação de ilusão e distúrbio emocional. E é aqui que mais algumas referências entram em cena. Uma das imagens mais marcantes é a máscara que aparece no MV, representando as identidades falsas que as pessoas usam em relacionamentos superficiais. Essa máscara refere-se ao conto A Máscara da Morte Rubra , de Edgar Allan Poe, onde personagens tentam escapar de uma praga se escondendo atrás de máscaras, mas acabam confrontando suas verdades. O BTS brinca com esses conceitos de ilusão e verdade, fazendo com que cada detalhe seja um pedaço do enigma maior que eles constroem.


Oradora Yris: De fato, Fake Love tem uma pegada totalmente diferente e é o MV com a pegada mais sombria do repertório do BTS até então. Qual outro MV com conceito super diferente você tem pra gente, Carla?


Oradora Carla: Temos Blood Sweat & Tears, que é o MV que eleva a fantasia a outro nível. Esse é aquele MV que parece um quadro renascentista ganhando vida. Esculturas, pinturas clássicas, uma paleta de cores intensas, e uma referência fortíssima ao conceito de tentação e queda. A presença de obras de arte clássicas não é coincidente. No fundo, podemos ver O Lamento por Ícaro, de Herbert Draper, simbolizando a ambição desmedida e a queda subsequente – exatamente o que a música aborda ao falar de sacrifícios e tentações. A estátua sem cabeça que aparece no MV é uma referência à escultura Nike de Samotrácia , representando a deusa grega da vitória, indicando a busca incessante por sucesso e reconhecimento. Todos esses detalhes tornam Blood Sweat & Tears um dos videoclipes mais icônicos do BTS, e um prato cheio para os fãs que gostam de decifrar suas mensagens ocultas.


Oradora Yris: Sem dúvidas, Blood Sweat & Tears deixou e ainda deixa muita gente chocada com seu conceito artístico. Mas nem só de MV’s vivem a direção de arte do BTS. Onde mais podemos encontrar esse nível de elaboração de narrativas?


Oradora Carla: Bom Aurora, o BTS não usa elementos lúdicos só nos MVs. A performance de Black Swan, por exemplo, é praticamente uma releitura moderna de O Lago dos Cisnes . Os movimentos de dança contemporânea, as penas pretas, a iluminação azul escura – tudo cria uma narrativa sobre transformação e luta interna. Assistir a essa performance é como ver um feitiço sendo lançado no palco./ O mesmo acontece em Dionísio, onde eles assumem o papel de imaginações da arte, misturando referências à mitologia grega e criando um verdadeiro espetáculo. O palco vira um grande salão de festas digno de um banquete dos deuses, e o show se torna quase um ritual de festas da arte e da liberdade criativa.


Oradora Yris: É um nível de elaboração absurdo! A cada era é uma surpresa nova e diferente, com referências ao longo das obras de deixar a gente de queixo caído, e tudo muito pensado até os mínimos detalhes! Por falar em detalhes, Carla, conta pra gente sobre esses rastros de informação que muitas vezes deixamos passar batido no BTS Universe!


Oradora Carla: O BTS e sua equipe são mestres em deixar pequenas pistas escondidas, o que torna o BU ainda mais intrigante. Um dos maiores easter eggs que os fãs encontraram está na flor Smeraldo , que aparece no Highlight Reel e em postagens da BigHit antes de alguns lançamentos. Essa flor fictícia carrega o significado de “a verdade não dita” – o que se encaixa perfeitamente na ideia de que Jin esconde o segredo sobre suas viagens no tempo. Outro detalhe curioso são as constantes referências ao número 7 ao longo dos MVs, reforçando o simbolismo do grupo como um todo e suas conexões inquebráveis.


Oradora Yris: E eles fazem constantemente isso com a gente, não é?! Quando a gente pensa que já entendeu tudo, que não tem mais onde pescar informação, lá vem eles com algum símbolo ou referência esquecida e atiçam de novo a nossa curiosidade e nós nos aprofundamos ainda mais nesse universo!/ Muito obrigada por essa contribuição, Carla, tenho certeza que depois desse episódio muitas Armys vão maratonar todo o conteúdo BU e ter uma nova perspectiva. Agora, vamos voltar com a Ju pra falar um pouco mais sobre o impacto dos jogos e das narrativas no fandom. Ju, como esses conteúdos e formas de contá-los afeta a relação com o fandom?


Oradora Ju: O impacto dos jogos e narrativas no ARMY, é profundo, Aurora, criando uma conexão emocional intensa e reforçando o engajamento com o grupo através da participação ativa dos fãs, como por exemplo o próprio BU.

Desde o lançamento do BTS Universe (BU), o grupo construiu uma narrativa complexa e interligada que se desenrola em clipes, webtoons, livros e até jogos. Os fãs não apenas acompanham a história, mas também tentam decifrá-la, criando teorias para preencher lacunas e conectar detalhes escondidos. Essa interação fortalece o vínculo emocional, pois o BTS não apenas compartilha músicas, mas também um universo que os ARMYs podem explorar e interpretar ativamente.

A música também é tratada como parte da história, pois os conceitos visuais e narrativos dos álbuns do BTS muitas vezes se conectam ao BU, levando os fãs a buscar significados ocultos nas letras, performances e videoclipes. Essa abordagem transforma a experiência musical em algo maior do que apenas ouvir canções, tornando cada lançamento uma nova peça do quebra-cabeça. 


Oradora Yris:  Eu fico muito empolgada quando a gente percebe esse impacto todo que os meninos geram e as vidas que eles tocam. E os outros conteúdos, Ju?


Oradora Ju: Temos o exemplo também dos outros jogos como extensão da narrativa e do vínculo emocional, que é o caso do BTS WORLD e BTS Island: In the SEOM que permitem que os fãs vivam diferentes facetas do BTS, seja assumindo o papel de seu gerente ou acompanhando os membros em uma jornada fictícia. Essas experiências imersivas fazem com que os ARMYs se sintam ainda mais próximos do grupo, reforçando a sensação de pertencimento e a relação afetiva, gerando um senso de criação de comunidade e cultura de compartilhamento, já que o envolvimento com as histórias e teorias não acontece de forma isolada. O ARMY compartilha descobertas, analisa pistas e debate significados em redes sociais, criando uma comunidade ativa e engajada. Esse processo fortalece laços entre os fãs e mantém o BTS sempre presente em suas vidas, mesmo nos períodos sem lançamentos musicais.

Os jogos e narrativas do BTS não são apenas entretenimento Aurora; eles transformam a relação dos fãs com o grupo, tornando-a interativa e emocionalmente significativa. Ao se envolver com histórias e teorias, o ARMY não apenas consome conteúdo, mas participa da construção de um universo que mantém sua conexão com o BTS viva e sempre em evolução.


Oradora Yris: Você disse tudo agora Ju! E essa sensação de pertencimento é o que nos une e nos ajuda a passar por todos os momentos difíceis ao lado deles, inclusive nesse tempo de espera pela volta deles, não é mesmo?! Não tinha forma melhor de finalizar esse papo!


Oradora Yris: Há anos se tem debatido a respeito de como recursos audiovisuais afetam de forma positiva ou negativa a educação e o desenvolvimento neuropsicocognitivo dos sujeitos que consomem cultura de forma geral. Na cultura pop isso é muito esmiuçado e quando abordamos o Kpop, todos que não fazem parte deste mercado consumidor acham que apenas o conteúdo ocidental é de fato carregado de sentido e significados mais profundos. Quando damos uma chance a artistas como o BTS, vemos que a cultura pop do oriente é tão ou mais munida de referências e signos que nos levam a um outro patamar de conhecimento acerca do mundo e de outras culturas. A forma como o BTS escolhe se comunicar é tão acessível que mesmo sem perceber, com um ou dois álbuns, conseguimos compreender o básico de uma teoria psicológica complexa ou acessamos artistas e escritores que nem sempre fazem parte de nossa realidade ou nosso repertório. É um trabalho carregado de compromisso e de dedicação que demandam muito estudo e sensibilidade para chegar até nós de forma tão eficaz, e os sete executam tudo sempre de forma a nos deixar completamente envolvidos. E você, Army? Qual seu jogo ou sua narrativa favorita?


ESPAÇO RESERVADO PARA OS ORADORES CONVIDADOS SE DESPEDIREM E AGRADECEREM (CARLA, JU & YRIS)


FALA FINAL: Obrigada, mais uma vez, pelo episódio de hoje. Eu agradeço a cada um dos oradores e todos que participaram como ouvintes, vocês são incríveis./ Não se esqueçam de ouvir os trabalhos do grupo e também os individuais, afinal o BTS é um todo de SETE / Dar stream em nossos favoritos não é obrigação, é um prazer. Ouvir e sentir o que eles têm a nos dizer é extremamente prazeroso./ Bom, esse é o meu momento influencer do PODARMYS, ou seja, compartilhem a call, favoritem e indiquem para mais ARMYS./ Quero lembrar novamente que o POD é um lugar para você se sentir bem, lugar de conforto e encontro./ Então se você tiver alguma sugestão ou gostaria de que algum tema fosse abordado, ou simplesmente gostaria de ser ouvido, pode enviar mensagem na nossa DM, sinta-se em casa!/ O POD é foi feito de ARMY para ARMY e vocês sempre serão bem vindos. / Nos vemos no próximo episódio.//


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