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ROTEIRO "POD_ARMYS" – PROGRAMA N° 35 MIXTAPE RM: A PRIMEIRA MIXTAPE DO NAMJOO

  • podarmys
  • 27 de jul. de 2025
  • 16 min de leitura

Host: Beatriz Nery (PA)

Co-Host: Patrícia Barp (PA) 

Oradora 1: Lua Major (PA)


Roteirista Responsável: Sânia Penha 

Apoio de roteiro: Maria Eduarda

Revisão: Patrícia Barp

Supervisão: Beatriz Nery

Ajustes finais: Beatriz Nery


ROTEIRO


CHAMADA FIXA PARA O EP: Boa tarde, quase um boa noite! Sejam bem vindos, ARMYs de todo o país e até do estrangeiro! Começa agora o programa feito de fã para fã, com muito amor e carinho. Que você se sinta acolhido e confortável para conhecer esse projeto lindo que foi feito para você, que sempre desejou falar e saber mais sobre o BTS. Começa agora o PODARMYS! QUER FALAR ARMY?// 



Oradora Bea: Olá, Armys! Sejam todos muito bem vindos a um episódio mais que especial do nosso Podcast feito de Army para Army. Eu sou a Beatriz Nery e vou te conduzir nesse assunto que eu tenho certeza que vai te deixar curioso e animado! Vamos lá? Hoje nós vamos conversar um pouco sobre alguém brilhante. Pensou em alguém aí? Pra você que pensou em RM, parabéns! Isso mesmo, hoje vamos bater um papo sobre os trabalhos do maravilhoso líder do BTS! Então tá curioso? Prepara o café que a jornada vai começar um pouco lá atrás. 


Oradora Bea: Para começar, vamos voltar um pouco no tempo./ Era março de 2015 quando Kim Namjoon, o líder do BTS, decidiu lançar algo que fugia totalmente dos padrões do K-pop naquela época. Um projeto pessoal, cru, honesto, e gratuito./ Foi assim que nasceu RM, a primeira mixtape solo dele, lançada no SoundCloud, um espaço livre onde ele pôde se expressar sem filtros, sem molduras./ Mas… o que é uma mixtape? Tem alguém aqui ao meu lado que está muito animada para conversar conosco sobre isso, ela sabe tudo sobre essa mixtape e muito mais, eu vou chamar agora essa army incrível, Patrícia do PODARMYS. Seja bem-vinda, Patrícia!//


Oradora Patrícia: Olá, Beatriz, olá, armys! É sempre uma satisfação enorme estar aqui no PODARMYS. Dessa vez falando de um assunto muito curioso sobre nosso líder./ Que os álbuns de Kim Namjoon são uma obra-prima a gente já sabe, mas como será que era no início? / Diferente de um álbum tradicional, a mixtape é um projeto mais livre, muitas vezes usado para explorar ideias, experimentar batidas e, principalmente, contar histórias que talvez não caberiam nos lançamentos oficiais./ É um lugar onde o artista respira e cria do seu jeito, e foi exatamente o que o Namjoon fez./ Naquela época, o BTS ainda estava crescendo, enfrentando olhares de dúvida da indústria e do público./ E o Namjoon, que já vinha da cena underground como ‘Runch Randa’, estava no meio de um conflito gigante: ele era um rapper de essência, mas agora era também um idol de K-pop./ Essa mixtape foi a forma dele dizer: ‘eu continuo sendo quem eu sou, mesmo que o mundo me enxergue diferente./ RM é sobre identidade, sobre não se encaixar, sobre a luta para ser fiel a si, mesmo quando as críticas te empurram para longe da sua verdade./ É um trabalho que não só marcou o início da jornada solo do Namjoon, mas também abriu um novo caminho para o BTS, um caminho onde eles poderiam falar de suas próprias dores, das suas próprias reflexões, e ainda assim, alcançar o mundo.//


Oradora Bea: Eu mesma, Beatriz, adoro essa mixtape e estou muito feliz sabendo disso agora. Então pra entender ainda mais o peso da mixtape RM, a gente precisa voltar ainda mais ao fundo do baú para entender alguns questionamentos que acabaram de surgir aqui./ Quem era Kim Namjoon antes de tudo isso? Antes de ser o líder do BTS, ele era conhecido como Runch Randa, um nome que circulava na cena underground do hip-hop sul-coreano./ Mas como era sua relação com a música?// 


Oradora Patrícia: Bea, essa busca como já sabemos será cheia de muito talento e trabalho incansável do Namjoon./ Lá no início da adolescência, ele já escrevia rimas, participava de batalhas de rap, fazia parte de fóruns, e ele era bom, muito bom./ Tanto que chegou a participar de grupos underground como Zico e Supreme Boi./ Ele estava imerso nesse universo onde o hip-hop é visto como um espaço de resistência, de autenticidade, e até de ‘pureza’ artística, sabe?./ Mas aí veio a virada./ Quando ele decidiu entrar para o BTS, um grupo que seria formado dentro da indústria do K-pop, muitos na cena underground viram aquilo como uma ‘traição’./ Como se ele tivesse abandonado suas raízes para ‘se vender’ ao sistema./ Ele ouviu muito isso, sentiu o peso dessas críticas no próprio corpo./ Não era só o mundo questionando quem ele era, ele mesmo começou a se questionar também./ “Será que eu ainda sou um rapper de verdade?” / “Será que eu perdi minha essência?” / Esse conflito entre ser idol e ser artista, entre o palco pop e a rua underground, foi o que martelou na cabeça dele até que ele decidiu: ‘Preciso falar sobre isso./ Preciso colocar pra fora.’/ E assim nasceu a necessidade da mixtape RM./ Ela foi o espaço onde ele pôde gritar, onde ele pôde se afirmar.../ Era como se ele dissesse: ‘Eu posso ser os dois. Eu sou os dois.’/ Que história incrível e inspiradora, não é mesmo, Army?//


Oradora Bea: Com certeza, Patrícia, nosso líder sempre foi um artista completo. Inclusive, uma curiosidade importante é que a inspiração direta para a mixtape veio de uma música chamada Just Do You, da artista norte-americana India Arie./ Ela fala justamente sobre ser você mesmo, sobre seguir o seu caminho, sem se preocupar com os rótulos que os outros tentam te impor./ Essa mensagem bateu tão forte nele que ele transformou isso em combustível para criar.//


Oradora Patrícia: É muito lindo ver isso, Bea./ Acredito que isso foi libertador para ele, falar de suas dúvidas e questionamentos sobre a própria identidade em construção como artista ao mesmo tempo que buscava encontrar sua verdadeira essência./ Além disso, é importante lembrar também do cenário musical de 2015./ Quando o K-pop estava começando a ganhar projeção internacional mas ainda era muito fechado, muito formatado./ Artistas não tinham tanto espaço para se mostrar vulneráveis ou para falar de suas crises existenciais./ O hip-hop coreano, por outro lado, era um espaço super rígido sobre o que é ‘verdadeiro’ ou não./ Namjoon estava exatamente no meio desses dois mundos e, com essa mixtape, ele construiu uma ponte entre eles./ Essa é a grande força de RM: ela não é só sobre música, ela é sobre identidade, resistência e liberdade criativa. Quem nunca, ao ouvir suas músicas, mergulhou nas águas profundas da própria identidade?.//


Oradora Bea: Isso mesmo, Patrícia, Namjoon sempre nos faz refletir sobre nosso próprio eu, nos inspira a encontrar de fato nossa identidade sem perder a essência./ Então, quando falamos da mixtape RM, não dá pra ignorar o quanto ela soa diferente dos lançamentos oficiais do BTS naquela época./ Em 2015, o BTS estava mergulhado na era The Most Beautiful Moment In Life, com músicas mais melódicas, dançantes e conceituais, que falavam da juventude, dos sonhos e das dores de crescer, mas ainda dentro de um formato mais 'pop' e acessível./ A mixtape RM, por outro lado, vem com um som muito mais cru e direto./ Não tem aquela produção polida de um álbum de K-pop./ É suja, no melhor sentido, sabe?./ É real. É hip-hop raiz./ Por isso é tão marcante. 


Oradora Patrícia: Que demais!!! E o RM usou batidas já conhecidas, emprestadas de artistas como J. Cole, Drake e Major Lazer, que ele adaptou para criar a própria narrativa./ Esse tipo de prática é super comum em mixtapes, porque o foco ali não é vender ou criar algo inédito musicalmente, mas sim colocar a voz, a mensagem e a identidade do artista no centro./ A sonoridade da mixtape transita entre batidas pesadas, rápidas, com muito impacto, e outras mais lentas e introspectivas./ Tem momentos de pura agressividade, como em Joke, onde o flow do Namjoon é tão rápido que parece até um treino de resistência./ É ele provando que tem técnica, velocidade e domínio da língua, tudo isso enquanto brinca com trocadilhos, ironias e construções líricas complexas./ Em Joke, a performance é quase um desafio: ‘duvide de mim, mas tente me alcançar.’/ Mas nem só de agressividade vive a mixtape./ Ela é também um espaço de vulnerabilidade./ Faixas como Voice e Life mostram um lado mais introspectivo, mais pesado emocionalmente./ Ele fala sobre solidão, dúvidas, sobre o que significa ser feliz de verdade./ Ele se coloca em um lugar muito humano, e isso ainda era algo raro de ver em projetos solos de idols na época./ O leque de temas é muito amplo: Tem raiva contra o sistema, contra as críticas, contra os rótulos./ Tem questionamentos existenciais sobre quem ele é, sobre o sentido de tudo isso./ E tem momentos de autoestima reconstruída, como em Do You, onde ele basicamente manda todo mundo fazer o que quiser, viver sem medo de julgamentos./ Essa mistura de velocidade e pausa, agressividade e vulnerabilidade é o que faz a mixtape RM ser tão autêntica e, ao mesmo tempo, tão diferente da discografia oficial do BTS naquele momento./ Enquanto o BTS estava explorando o conceito da juventude de forma mais coletiva e emocional, o Namjoon, aqui, estava abrindo um diário pessoal, um grito individual.//


Oradora Bea: Namjoon é esplêndido! Patrícia, é muito emocionante conhecer esse lado da vida dele e a construção da mixtape RM que foi muito importante pra ele naquele momento. A mixtape RM é quase como o lado B do Namjoon que a gente não veria tão exposto nos álbuns do grupo./ Ela mostra o Namjoon sozinho no campo de batalha, lutando com as próprias inseguranças e, ao mesmo tempo, tentando provar pro mundo que ele pode ser tudo o que quiser ser./ Costumo dizer que a mixtape RM é como se fosse um diário aberto do Namjoon e cada faixa entrega um pedaço diferente dessa jornada emocional./ Eu convido vocês a passear por cada música, entendendo o que elas revelam e como elas se conectam com o momento que ele vivia, e sabe quem acabou de chegar para conduzir vocês nesse passeio também?./ Ela, a querida Lua Major do PODARMYS! Lua! Seja bem-vinda! Vamos lá!//


Oradora Lua: Que maravilha é poder estar com vocês aqui para esse momento tão bonito. Olá, armys do meu coração! Tô aqui pra percorrermos juntos por cada música dessa mixtape inesquecível, preparados?./ A primeira faixa, Voice, já chega como uma introdução quase confessional./ É Namjoon abrindo o jogo sobre o início da sua caminhada, sobre o menino que cresceu batalhando rimas e tentando encontrar sua própria voz./ É como se ele estivesse dizendo: "eu sou o resultado de tudo que vivi até aqui"./ Tanto que em um dos trechos, ele desabafa: “I got so many things to shout out, but I’m biting my tongue ‘cause I’m afraid” — “Tenho tantas coisas para gritar, mas estou mordendo minha língua porque tenho medo.”/ Esse medo de falar, esse medo de ser ele mesmo, já cria um clima muito pessoal e nos conecta direto com a insegurança que vai atravessar a mixtape./ Logo depois, vem Do You, uma música que muda completamente a energia./ Aqui, ele dá um passo pra fora da insegurança e fala sobre liberdade de ser quem você é, sem se encaixar nos padrões./ É uma faixa leve, mas cheia de atitude./ Quando ele diz “Do you, whatever that may be / F** everyone else, do you”*, que significa “Faça você, seja o que for./ Que se dane todo mundo, faça você”, ele joga na cara do mundo uma mensagem libertadora./ Em outras palavras, ele está dizendo: ‘Chega de tentar agradar. Seja você.’/ Isso é sem dúvidas algo que nos conecta com o Namjoon, sua capacidade de romper esses padrões.//


Oradora Bea: Com certeza, Lua. Ele nos fala com tanta convicção sobre seus medos e suas coragens, tanto que logo depois ele vem com Awakening, onde ele traz o ponto central da crise: o conflito entre ser um rapper ou um idol.//


Oradora Lua: Exatamente, Bia! E essa música é muito intensa porque ele está lutando contra os próprios rótulos,/ Ele pergunta a si mesmo “Am I a rapper or an idol? / Am I a star or a rapper?”, ou seja, “Eu sou um rapper ou um idol? Eu sou uma estrela ou um rapper?”./ A forma como ele coloca a dúvida mostra o peso que essas palavras carregam pra ele./ É como se ele estivesse tentando encontrar onde realmente pertence, e, nesse momento da mixtape, nem ele sabe ainda./ Depois, vem Monster, uma música carregada de raiva e autoanálise./ Namjoon se descreve como um monstro, mas deixa claro que ele não se criou sozinho./ Quando ele solta “You made a monster, you made a monster out of me”, que significa “Vocês criaram um monstro, fizeram de mim um monstro”, ele está apontando para a pressão, para as críticas, para tudo o que o transformou em alguém diferente do que ele imaginava./ É como se a indústria e os haters tivessem moldado uma versão dele que ele não reconhece mais./ Na sequência, Throw Away aparece como um momento de descarrego./ É a faixa onde ele decide se livrar das expectativas, jogar fora tudo que foi empurrado sobre ele./ É quase uma catarse, um ‘limpa tudo’ pra poder respirar./ E Joke talvez seja uma das músicas mais impressionantes da mixtape, tecnicamente falando./ O flow é insano, rápido, agressivo, e a música vira praticamente um campo de batalha onde ele mostra que é, sim, um rapper de verdade./ Quando ele diz “My speech is like a sweet fish / My tongue is a weapon”, que traduzido é “Meu discurso é como um peixe rápido / Minha língua é uma arma”, ele está mostrando que as palavras são a verdadeira força dele./ A velocidade, os trocadilhos, a ironia, tudo nessa faixa é um recado de que ele sabe exatamente o que está fazendo.//


Oradora Patrícia: É esplêndido! Namjoon tem uma força imensa./ Ele traz God Rap com uma vibe mais provocadora./ Aqui, Namjoon se questiona sobre Deus, sobre o papel da fé, e afirma que é ele quem carrega as próprias responsabilidades./ Quando ele diz “I believe in myself, my back aches / I trust in my own back, not in God” (“Eu acredito em mim, minhas costas doem / Eu confio nas minhas próprias costas, não em Deus”), ele está reafirmando que tudo o que ele conquistou veio do próprio esforço./ É quase um grito de independência, um ‘eu não espero nada de ninguém, nem mesmo de Deus’./ A mixtape segue com Rush, a colaboração com Krizz Kaliko./ A faixa é mais rápida, com troca de versos cheia de energia./ É sobre correr atrás, viver no ritmo acelerado de quem não pode parar, porque sempre tem alguém esperando que você caia./ Já em Life, o clima muda completamente./ Aqui, Namjoon desacelera./ É uma música triste, simples e muito verdadeira, onde ele fala sobre a vida e sobre o desejo mais básico: ser feliz./ Quando ele diz “I just want to be happy, that’s all I want” (“Eu só quero ser feliz, é tudo o que eu quero”), a frase bate como um pedido genuíno, como se, no fundo, todo o resto fosse só barulho./ É um dos momentos mais humanos da mixtape./ Adrift vem logo depois e mantém esse tom mais melancólico./ É sobre estar perdido, sobre sentir que está à deriva, sem rumo definido./ O som traduz bem essa sensação de incerteza e desorientação. É certamente um trabalho incrível demais!//


Oradora Lua: Sem dúvidas, Patrícia. Namjoon colocou toda sua dor e raiva, presentes em sua realidade, nesse trabalho. E pra fechar, I Believe traz um encerramento forte, como se fosse a conclusão dessa jornada turbulenta./ Namjoon reafirma que, apesar de tudo, ele acredita nele mesmo./ Quando ele fala “I believe in me, I believe in myself / I believe in my own words” (“Eu acredito em mim, acredito em mim mesmo / Eu acredito nas minhas próprias palavras”), é quase como se ele estivesse se curando, abraçando-se depois de tudo o que ele expôs durante a mixtape./ Cada faixa constrói um capítulo dessa história e juntas elas formam um retrato profundo de um jovem artista tentando entender quem ele é no meio do caos./ É agressivo, é vulnerável, é confuso, mas é exatamente isso que torna RM tão real e tão necessária.//


Oradora Bea: É impossível não se emocionar com RM! Quando Namjoon lançou RM, o impacto foi imediato, não apenas entre os fãs do BTS, mas também no cenário do hip hop coreano e entre os ouvintes internacionais.//


Oradora Lua: Exatamente! A mixtape foi lançada de forma gratuita no SoundCloud e no YouTube, o que permitiu que ela alcançasse um público amplo e diverso, sem as barreiras comerciais que muitas vezes limitam a circulação de trabalhos dentro da indústria./ Mesmo sendo um projeto não oficial, afinal, não teve promoção em programas musicais ou grandes eventos, a mixtape RM conseguiu alcançar o terceiro lugar na Billboard World Albums Chart logo após o lançamento./ Isso foi surpreendente para um trabalho disponibilizado de forma gratuita e mostrou o tamanho da curiosidade que o público internacional tinha sobre o lado solo do líder do BTS./ Esse reconhecimento marcou o início da construção do Namjoon como um artista além do grupo./ Entre os fãs, a mixtape foi recebida como uma verdadeira carta de amor e sinceridade./ Muitos ARMYs sentiram que estavam, pela primeira vez, ouvindo Namjoon sem filtros, sem a preocupação de “representar o BTS” ou de se encaixar no formato de um álbum idol./ Ele expôs suas dores, suas dúvidas e sua identidade com uma honestidade brutal./ Isso criou uma conexão profunda com quem estava do outro lado ouvindo, especialmente fãs que também se sentiam perdidos ou pressionados a caber em rótulos./ A crítica especializada também reconheceu o projeto como algo relevante dentro da cena musical coreana./ Embora a indústria idol e o hip hop underground fossem mundos que, naquela época, ainda se olhavam com certa desconfiança, RM foi visto como um passo importante para quebrar essa barreira./ O fato de Namjoon ter usado instrumentais de artistas ocidentais como J. Cole, Drake e Major Lazer foi interpretado como um movimento ousado, uma escolha que deixava claro que ele estava mirando em algo além da Coreia, ele queria falar de igual para igual com o mundo. Que orgulho do Namjoon!//


Oradora Patrícia: Ele é de fato admirável, Lua! E RM foi muito importante para o crescimento artístico de Namjoon porque permitiu que ele explorasse temáticas e sonoridades que ainda não cabiam na discografia do BTS./ Enquanto o grupo se preparava para lançar The Most Beautiful Moment in Life, uma era mais delicada e voltada para as dores da juventude, Namjoon estava experimentando ritmos agressivos, letras provocativas e questionamentos existenciais de forma bem mais crua./ Isso contribuiu para que ele desenvolvesse uma identidade artística mais sólida e independente, o que seria essencial para os projetos solos que viriam depois, como mono (2018) e Indigo (2022)./ O que fãs, críticos e até outros artistas costumam dizer sobre RM é que essa mixtape foi o primeiro passo onde Namjoon se mostrou por completo: um artista que pensa, que questiona, que sente, e que não tem medo de ser complexo./ Foi um projeto que não apenas consolidou a versatilidade do RM, mas também abriu portas para que outros idols se sentissem mais confortáveis em explorar seus lados solos com mais liberdade e profundidade.//


Oradora Bea: Quando olhamos para a mixtape RM hoje, quase dez anos depois, ela ganha um peso ainda maior./ É como revisitar o diário de um jovem Namjoon que ainda estava tentando se entender no mundo, alguém que carregava raiva, dúvida, orgulho e, ao mesmo tempo, uma urgência enorme de existir como ele realmente era.//


Oradora Lua: Isso só mostra o quão completo ele era mesmo no início da carreira. Mesmo em um momento de dificuldades, o próprio Namjoon já comentou, anos depois, que se sentia um pouco "envergonhado" da mixtape, principalmente pelo tom agressivo e pelas escolhas líricas mais explosivas./ Em entrevistas recentes, ele reconheceu que era um Namjoon mais imaturo, mais impulsivo, que precisava colocar tudo pra fora./ Mas, ao mesmo tempo, ele entende que RM foi um registro necessário./ Foi um grito que ele precisava dar naquele momento da vida./ Se não fosse por aquela mistura de conflito e sinceridade que ele colocou ali, talvez ele não tivesse amadurecido da forma como amadureceu./ Quando a gente compara RM com mono (2018) e Indigo (2022) e RPWP (2024), a diferença é gritante, e linda de observar./ RM é raiva e velocidade, mono é melancolia e contemplação./ Indigo é introspecção e aceitação./ O que vemos é a trajetória de um artista que aprendeu a sentar com os próprios sentimentos, a olhar para as cicatrizes com mais calma e a entender que ele pode existir sem precisar provar nada pra ninguém./ RM foi o início da jornada solo, um momento cru e barulhento que depois deu espaço para o silêncio poético de mono e para a conversa madura que é Indigo./ Se naquela primeira mixtape ele gritava “Do you, whatever that may be”, em Indigo ele já parecia ter encontrado quem ele é./ A urgência deu lugar à compreensão. É uma jornada digna de se emocionar e se inspirar!//


Oradora Patrícia: Como dito anteriormente, acho que é impossível não se apaixonar pelo trabalho e pela história dele. Hoje, a mixtape RM é vista pelos fãs como uma cápsula do tempo preciosa./ Ela não precisa ser perfeita para ser importante./ É o tipo de projeto que, mesmo com suas arestas, carrega a beleza do processo./ E talvez seja justamente isso que a torna tão especial: ela mostra o caminho, e não só o destino./ Olhando com os olhos de hoje, é impossível não se emocionar com o quanto Namjoon cresceu, como artista, como líder, como ser humano./ E a mixtape RM foi o primeiro passo corajoso dessa caminhada. Estamos muito orgulhosos dele!//


Oradora Bea: Fico muito feliz por poder conversar sobre algo tão inspirador, e feliz por ser fã de um artista tão completo e admirável. Chegando ao fim dessa conversa sobre a mixtape RM, a sensação que fica é que esse projeto continua sendo um dos trabalhos mais autênticos e corajosos da carreira do Namjoon./ Ele se despiu das máscaras e dos rótulos e entregou um lado de si que, na época, muitos artistas não tinham coragem de mostrar, principalmente dentro da indústria do K-pop, que ainda carregava muito preconceito com idols que queriam se afirmar como rappers. A mixtape RM é uma obra-prima que precisa ser apreciada com calma para compreender todas as nuances que a constroem.//


Oradora Lua: O mais bonito é perceber que a mixtape RM envelheceu como uma fotografia real, sem filtros./ Ela não foi feita para ser perfeita./ Ela foi feita para ser sincera./ E talvez seja exatamente por isso que, até hoje, tantos ARMYs se conectam com ela./ Até porque quem nunca se sentiu perdido? Quem nunca quis gritar para o mundo que está tentando se encontrar? Quem nunca se questionou sobre quem é, onde pertence e para onde está indo?/ A mixtape nos lembra que está tudo bem não saber todas as respostas./ Está tudo bem sentir raiva, sentir medo, sentir que você não cabe em lugar nenhum./ O importante é continuar procurando, continuar construindo, exatamente como Namjoon fez. Que lição, Armys!//


Oradora Patrícia: Faço das suas as minhas palavras, Lua. Essa é uma das grandes lições que RM deixa para os fãs: a importância de ser honesto consigo mesmo, mesmo quando isso signifique se expor, mesmo quando isso signifique enfrentar críticas e atravessar momentos de solidão./ No final das contas, a jornada do Namjoon é também um espelho para a nossa porque, assim como ele, nós estamos todo dia tentando nos encontrar.//




ESPAÇO RESERVADO PARA AS ORADORAS CONVIDADAS SE DESPEDIREM E AGRADECEREM.


FALA FINAL: Obrigada, mais uma vez, pelo episódio de hoje. Eu agradeço a cada um dos oradores e todos que participaram como ouvintes, vocês são incríveis./ Não se esqueçam de ouvir os trabalhos do grupo e também os individuais, afinal o BTS é um todo de SETE / Dar stream em nossos favoritos não é obrigação, é um prazer. Ouvir e sentir o que eles têm a nos dizer é extremamente prazeroso./ Bom, esse é o meu momento influencer do PODARMYS, ou seja, compartilhem a call, favoritem e indiquem para mais ARMYS./ Quero lembrar novamente que o POD é um lugar para você se sentir bem, lugar de conforto e encontro./ Então, se você tiver alguma sugestão ou gostaria de que algum tema fosse abordado, ou simplesmente gostaria de ser ouvido, pode enviar mensagem na nossa DM, sinta-se em casa!/ O POD é foi feito de ARMY para ARMY e vocês sempre serão bem vindos. / Nos vemos no próximo episódio.//

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