ROTEIRO "PODARMYS" – PROGRAMA N° 43 "D-DAY"
ROTEIRO "POD_ARMYS" – PROGRAMA N° 43 “D-Day”
Gravação no Streamyard (SÁBADO),
Lançamento no Spotify 20h BRT
(27/06)
Host: Lunna Progenio (PA) || Co-Host: Silvia Silveira (PA)
Oradora: Elionai dos Santos (PA)
Convidados Responsáveis: Não há convidados neste episódio.
Anfitrião: PODARMYS
Roteirista Responsável: Elly dos Santos
Apoio de roteiro: Hellen Lopes
Revisão: Anna Nascimento
Supervisão: Sânia Maria
Ajustes finais: Sânia Maria
ROTEIRO
CHAMADA FIXA PARA O EP: Bom dia, Boa Tarde ou Boa Noite! Sejam bem-vindos, ARMYs de todo o país e até do estrangeiro! Começa agora o podcast feito de fã para fã, com muito amor e carinho. Que você se sinta acolhido e confortável para conhecer este projeto lindo que foi feito para você, que sempre desejou saber mais sobre o BTS. Começa agora o PODARMYS!
TÉCNICA – Colocar alguma frase dos meninos ou até mesmo um trecho de alguma música. Escolher a música de acordo com a temática do programa.
Host Lunna: Olá, ARMYs! Estamos muito felizes em recepcioná-los em mais um episódio maravilhoso preparado especialmente para vocês. // Eu sou a Lunna Progenio, e hoje vamos mergulhar mais uma vez na profundidade sentimental do Yoongi e ser tocados por seu 1º álbum oficial de estúdio, sob o nome de Agust D: D-Day. // Portanto, sem mais delongas, preparem os lanchinhos — e separem alguns lencinhos — porque o episódio promete ser, assim com o SUGA, sincero, profundo e carregado de emoção! Para abrilhantar esse espaço, convido para se juntar a mim: Silvia Silveira. Seja muito bem-vinda!
Co Host Silvia: Obrigada e Boa noite Lunna! É um prazer imenso estar nesse espaço acolhedor mais uma vez. // Olá ARMYs, Tudo bem com vocês?! Espero que, assim como eu, estejam empolgadas e ansiosas pelo mergulho que faremos hoje. // Pois esse álbum é a praia que nos envolve com suas ondas e representa, nas palavras do yoon, o dia em que a dor finalmente cessa porque, no fim das contas, no futuro tudo vai ficar bem. Convido a nossa oradora de hoje, para se achegar, colocar sua wetsuit e pular de cabeça nessa aventura com a gente. Você está pronta? seja bem vinda, Elionai!
Oradora Elionai: Boa noite, Sil e Lunna, e olá para o ARMY que está nos ouvindo agora! É uma honra estar aqui com vocês e é claro, que estou pronta. // D-Day exige essa confiança, pois não é um álbum superficial, é um fechamento profundo de uma trilogia incrível, é o “ponto zero” do som da sobrevivência e raiva na mixtape Agust D, de 2016, e da busca interior em meio ao sucesso em D-2, de 2020. Então, essa obra é o encerramento com chave de ouro de uma jornada de 7 anos.
Host Lunna: Isso mesmo, Elly, que bom ter você aqui. Um trio de ARMYs para falar da completude de uma trilogia, não é legal? (risos ao fundo) // Quero lembrar ao ARMY que inclusive já falamos do início dessa jornada aqui no POD e temos episódios falando sobre as mixtapes “Agust D” e D-2”, seguindo a ordem cronológica da carreira solo do Min Yoongi. Vocês acompanharam esses momentos conosco, certo ARMY? Se não, corre no episódio 37 e mergulhe desde o princípio. // Mas voltando a D-Day, o álbum foi lançado em 21 de abril de 2023, era um momento de pausa necessária nas atividades do BTS. // Foi um período em que vimos os membros florescendo individualmente e alçando espaços que não imaginavam, e foi nesse contexto, que SUGA decidiu desenvolver faixas cheias de dedicação, paixão e, às vezes até abdicação de horas de sono e nos encher de orgulho.
Co Host Silvia: Verdade Lunna, o Min Yoongi que conhecemos, ele é um artista muito comprometido, e como sempre, esse esforço e dedicação com certeza valeu a pena. // D-Day alcançou a 1ª Billboard's World Albums (uma parada musical que lista os álbuns mais populares do mundo), 2ª posição na Billboard 200 (uma parada musical, publicada semanalmente, que classifica os 200 álbuns e EPs mais populares do mundo) e, como se não bastasse, ainda foi considerado um dos 20 melhores álbuns de K-Pop de 2023. // Vê todo esse reconhecimento, me enche de orgulho e é gratificante demais.
Oradora Elionai: E como é, Sil! Enche meus olhos de lágrimas e meu coração fica quentinho quando vejo todo o esforço, não só do SUGA, mas dos sete, sendo valorizado e reconhecido em seus projetos em grupos ou individuais. // Mas quanto a D-Day, para entender essa valorização e o peso desse artista visivelmente grande, é preciso voltar em 2016 e relembrar o nascimento de Agust D, o pseudônimo que nasceu da necessidade de expressar suas emoções ardentes. // Foi através dessa persona que o Min Yoongi se permitiu “cuspir” toda a raiva, frustração e ansiedade que sentia. E precisamos admitir, isso foi genial. // Porque graças a esse alter ego, ele conseguiu explorar em seus versos críticas à indústria musical, relatos sobre a pressão psicológica e reflexões sobre sua identidade. E pasmem, sem associar tudo isso a imagem do Suga ou do BTS. // Me digam, ele é um gênio ou não?
Host Lunna: Obviamente um gênio, Elly, a proporção que Agust D tomou é surreal. // Mas antes de tudo isso, para entender a verdadeira razão desse passo tão importante, de pensar e criar um pseudônimo tão honesto em expressar suas emoções, é preciso saber quem era Min Yoongi. // Recém chegado de Daegu, onde era conhecido no cenário underground pelo pseudônimo Gloss, ele já sentia de perto uma certa rejeição, tanto pelas resistências familiares quanto porque para alguns “ele não levava suas credenciais no rap a sério” já que decidiu se tornar membro de uma boyband. // Para responder à altura, Yoongi decidiu combater fogo com fogo e foi nesse contexto que nasceu August D para expressar de forma crua e honesta como ele se sentia, transmitindo em forma de música seus incêndios internos.
Co Host Silvia: É incrível como ele consegue fazer isso, ser tão transparente em seus versos e não só isso, consegue usar de maneira detalhista e inteligente suas emoções como a raiva, frustração e até ansiedade para produzir arte. // Nessa jornada de sete anos, o Yoongi usou os versos sem controle nenhum como escape, liberdade e alto falante do coração inquieto e em D-Day, vemos uma contenção. // Ele agora não está mais sendo um incendiário sem limite, seu estômago parou de arder de maneira inflexível e ele finalmente começa a olhar para dentro e em volta com empatia, encarando as mudanças inevitáveis em sua vida. // Afinal, não foi apenas a fama que o transformou, a mudança faz parte do ciclo da vida e o que acaba sendo importante é a forma como mudamos, e nesse quesito o crescimento dele é notável e inspirador.
Oradora Elionai: O tempo é realmente um mestre silencioso né, Sil? // Agust D deixa de ser apenas trovejos de raiva e se torna um “comentarista social sábio”, alguém que em vez de remoer o passado, foca apenas no presente. // E o Min yoongi deixou claro, chegando a comentar em entrevistas que esse amadurecimento foi possível, em boa parte, aos tempo de quarentena na pandemia que o encheu de aprendizados. // O BTS precisou cancelar a turnê Map of the Soul e, com isso, ele foi forçado a encarar o que não podia controlar. // Não havia opção a não ser focar em si mesmo no presente, na sua saúde. // E foi nesse contexto, que surgiu D-Day, como ponto central da filosofia onde devemos parar de nos preocupar com os fantasmas do passado ou desconhecidos do futuro para ser o sujeito da própria vida, hoje. //
Host Lunna: Eu estou emocionada, em como essa construção é linda. // Essa honestidade sem filtro do passo a passo do seu processo de amadurecimento é o que faz a gente se identificar, porque ele fala sobre quem ele era, e como ele se enxerga agora, depois da pandemia. D-day é como um lembrete de olhar para o agora onde a vida acontece, respeitando cada etapa que vivemos. // Mas que tal falarmos sobre a profundidade musical do álbum, Sil? já que é possível comparar o instrumental do projeto com um campo de batalha, e ao mesmo tempo, um templo.
Co Host Silvia: Eu acho um ótimo tópico, Lunna! Já que o álbum é bem diverso, possuindo um hip hop agressivo, um Rock alternativo com guitarras elétricas e uma sofisticação de instrumentos tradicionais. // Ao ouvirmos D-Day é possível escutar Haegeum, uma palavra que na língua coreana, significa “libertação” e, no contexto de criação do projeto, há um instrumento coreano de cordas com esse nome, usado como metáfora central, que funciona como um símbolo de ruptura, uma espécie de grito contra a escravidão moderna. // E não falo só de situações indignas de trabalho, pode ser de inúmeras coisas, como redes sociais, capitalismo, ódio ou preconceito. Quer acrescentar algo, Elly?
Oradora Elionai: Fiquei refletindo aqui, sil, e estamos rodeados de coisas que nos aprisionam e nos sufocam se não tomarmos cuidado, todos precisamos de uma bandeirinha de Haegeum para nos libertarmos das constantes correntes que nos envolvem. // É essencial termos uma resposta saudável às coisas que nos acontecem, e o Yoon mostrou que se a raiva é o motor de algumas faixas como “HUH?!” (Feat. Jhope), o amor é o antídoto. // Acho maravilhoso como em contraste a essa batalha de emoções, ele também nos oferece consolo em “People Pt.2” (Feat. IU). // Nos versos, ele nos faz entender que a vida é uma luta contra a solidão e que a gente deve simplesmente amar – seja um café, uma comunidade online ou uns aos outros.
Host Lunna: Sim! Quando ele diz de forma direta e precisa que “você já é mais do que suficiente para ser amado”, ele nos ensina que a felicidade não precisa ser grandiosa, se comer te faz feliz, então coma. Se fazer música te faz feliz, apenas faça. Seja você e isso, pra quem te ama verdadeiramente, já é mais do que suficiente. // Outra coisa fascinante da arquitetura sonora do álbum é o que muitos críticos chamam de intelectualização da dor. É um termo difícil de pronunciar, eu admito, mas super importante para entendermos um pouco mais a essência da obra e o “pensar artístico” do Yoon. Pode explicar um pouco, Sil?
Co Host Silvia: Claro, Lunna, amo falar sobre esse assunto. // Em faixas como "AMYGDALA", o Yoon utiliza a guitarra elétrica para levar o som para o território do Rock Alternativo. No entanto, ele aplica um filtro de autotune nos vocais que, propositalmente, "irrita" a audição, mas não é para soar perfeito e sim como a textura de um trauma. // Conforme a música avança para o refrão — que transita de tons menores para acordes multicamadas — a arquitetura sonora nos revela uma saída. // E, assim como eu, imagino que muitos de vocês também estejam se questionando que saída é essa. Certo? Elly explica pra gente.
Oradora Elionai: Bom, Sil. Nesse contexto, a saída é dada através da representação musical de uma flor de lótus desabrochando na lama, onde a lama é o som ruidoso e processado e a flor a melodia que emerge pedindo resgate. // Profundo, não é? Isso nada mais é do que a essência de Agust D refletida num álbum que não teme o desgaste do tempo. // E acho que nosso mergulho se tornará ainda mais profundo ao analisarmos faixa por faixa da sua tracklist. Pois se ela fosse uma escada rolante, diria que o Yoon começou de cima e aos poucos foi se encaminhando para o térreo.
Host Lunna: Bem colocado, Elly. É como se cada música funcionasse como um degrau nessa descida onde ao final ele, verdadeiramente, consegui reencontrar a si mesmo. // E como ele consegue fazer isso? Bom, iremos mergulhar agora na tracklist e desvendar todas as nossas curiosidades. // No refrão de “D-Day”, sem perca de tempo, ele declara que no futuro tudo vai ficar bem, estabelecendo um fim de um luto. Essa é uma faixa sobre afirmação, onde ele se olha no espelho e percebe que não vê mais a dor como uma identidade, mas como uma roupa que ele finalmente pode tirar. //
Co Host Silvia: Exatamente isso, Lunna. Já em “Haegeum” vemos o coração rítmico do álbum. // Aqui, o som do instrumento tradicional coreano funciona como uma navalha onde ele usa a homonímia da palavra Haegeum, como mencionado antes, aproveitando que tanto a expressão quanto o instrumento possuem a mesma grafia, para atacar a "escravidão do capitalismo" e o "exibicionismo do YouTube". // É quase como um grito de guerra para que o ouvinte saia do transe das redes sociais e reencontre a própria vontade. E isso é tão importante atualmente, porque está tão difícil ser autêntico em uma era onde as redes sociais querem te rotular e dizer como você deve viver.
Oradora Elionai: Isso mesmo, Sil. O que nos conecta ao Yoon é justamente isso, essa coragem em dizer o que pensa. // Em “HUH?!”, a energia muda para uma vibe mais sombria e agressiva. // Uma curiosidade legal é que através dessa faixa, ele deu uma resposta direta, precisa e de forma brilhante às fofocas e toda desinformação que costumamos ver tanto nas redes quanto nas mídias. // Cá entre nós, será que essa faixa já seria um prenúncio de “They don’t know about us”, canção presente em ARIRANG?// Uma coisa é fato, em “HUH?!”, pudemos ver aquela raiva de 2016 ressurgindo, mas agora com um propósito: proteger sua verdade contra as interpretações erradas da mídia. Agust D, está tão maduro, não é mesmo? //
Host Lunna: Um crescimento notável e inspirador, Elly. // E logo após “HUH?!”, chega a música que define o álbum, “AMYGDALA”, ela é musicalmente, um Rock Alternativo dominado por guitarras elétricas e um vocal processado por filtros que transmitem uma angústia quase palpável. // Enquanto que, liricamente, é um exame médico da própria memória. Através dela e revestido sob o pseudônimo de Agust D, Yoongi revisita alguns traumas, como a cirurgia de sua mãe e seu acidente de moto. // Ele clama para que sua amígdala o resgate e o retire desse ciclo de dor, mas reconhece que para que consigamos "florescer como uma flor de lótus", precisamos mergulhar na lama dos nossos piores dias. // No documentário “Suga: Road to D-day” ele revela, inclusive, que o processo de composição de “AMYGDALA” foi tão exaustivo que lhe causou profundas mudanças de humor. // Ele deu tudo de si nesse álbum.
Co Host Silvia: Realmente, Lunna. Mas não demora muito para, após todo esse peso, o álbum respirar com um groove suave e isso só é possível graças a “SDL”. // Trazendo uma reflexão sobre o passado e os relacionamentos que se foram, mas com uma leveza nova, ele admite que escolheu não guardar mais todo aquele rancor. Pelo contrário, agora ele aceita que a saudade também faz parte da experiência humana. // E logo na faixa seguinte, “Polar Night”, ele assume o papel de observador social e passa a analisar a polarização do mundo sob uma batida cadenciada acompanhada de sua crítica sobre o “politicamente correto” ser um conceito seletivo, frisando em alguns versos, como “preto e branco onde, se você não está de um lado, é o inimigo”, a hipocrisia de quem se cala quando o assunto é incômodo. //
Oradora Elionai: E ele está tão certo sobre isso. // Numa virada de chave e marcando a segunda parte do álbum, temos “People pt.2”, o sucessor espiritual de "People" do “D-2”. // Em uma mistura de boom-bap reconfortante que serve como um manual de resistência contra a solidão somado à doçura característica da voz da IU, ele diz que tudo bem chorar. // Aqui o amor é o antídoto para a dor, mesmo que seja apenas o amor por algo simples, como o café ou um jogo. // Logo após, chegando com uma das colaborações mais emocionantes do álbum e, possivelmente, da sua carreira, “Snooze” - sobre o piano firme e eterno de Ryuichi Sakamoto e os vocais de Woosung (vocalista do The Rose), ele deixa uma espécie de “manual” para os artistas que virão depois dele. // É, literalmente, um abraço em forma de música.
Host Lunna: E que abraço, Elly. Ao falar 16 vezes que "vai ficar tudo bem”, ele valida a dor e reconhece o cansaço desses jovens, mas também destaca a importância do autocuidado e da esperança mesmo em momentos difíceis. // No documentário, ele revela que a inspiração para escrever uma canção como essa veio de um filme cuja trilha sonora foi criada pelo Sr. Sakamoto, dizendo, inclusive, que mais novo - quando ainda morava Daegu - as sampleava para aprender a produzir. // E por fim, porém não menos importante, temos “Life Goes On” que encerra o álbum em grande estilo. // Ao usar o título da música que marcou o BTS durante a pandemia, Agust D faz as pazes com o medo. // Ele canta sobre medos trazidos por velhas lembranças, mas revela que agora os vê apenas como "fantasmas inofensivos". // Assim, “Life Goes On”, marca essa transição final de Agust D de volta para Min Yoongi e o piano que, ao fundo, toca uma melodia revela que não se trata de uma despedida mas um “até logo”, ou melhor, um "olá" para o que vem a seguir. // Ele não é genial, incrível e um artista e produtor excepcional?
Co Host Silvia: Existe alguém que tenha dúvidas disso, depois de esmiuçarmos tanto talento? // Mais do que o sucesso de um “membro do BTS", D-day retrata a consolidação do Yoongi como um produtor e artista multifacetado de escala global. // Ele é maravilhoso, isso é fato. // Eu queria só falar um pouquinho que nos Mvs de "Haegeum" e "AMYGDALA", é possível vê uma batalha entre as diferentes versões do Yoon e, apesar da cicatriz que remete a "Daechwita" ainda está lá, a história alcança um desfecho diferente. // E é muito admirável ver essa narrativa expandida.
Oradora Elionai: É muito inteligente a forma com ele produz. // E já que também estamos falando sobre narrativa expandida, não podemos deixar de citar a SUGA | AGUST D TOUR ‘D-DAY’. Que turnê foi aquela, hein?// Pela primeira vez sozinho em arenas, o Yoongi desenhou um palco que literalmente desaparecia. // Painéis subiam ao teto até que, no final, sobrasse apenas um espaço mínimo para ele ficar de pé e esse processo de reduzir tudo, inclusive o palco, ao estágio inicial conversa diretamente com a filosofia que envolve o álbum. // Um dos momentos mais impactantes, na minha humilde opinião, acontece após "AMYGDALA", quando ele desaba e é carregado para fora pelos dançarinos. Esse gesto, por si só, simboliza a morte das personas (AGUST D e SUGA) para o renascimento de Min Yoongi.
Host Lunna: E, ao final, essa teoria é confirmada quando, no bis, ele retorna ao palco apenas com um microfone, compartilhando sua história pessoal e, ao sair do palco ao som de "The Last", sem despedidas e com as luzes acesas, ele revela o verdadeiro AGUST D / SUGA: um homem livre da obrigação de performar. // Ele desenhou isso de uma maneira tão visual que é difícil não perceber. // “D-day” pode até marcar o encerramento da persona Agust D, mas não se trata de um adeus triste e sim um perdão. // Através dessa trilogia, Yoongi perdoou seus eus do passado - o jovem “raivoso" de 2016 e o homem ansioso de 2020 - e desde então escolheu cantar sobre isso, sem mais raiva ou tristeza, mas com um sorriso.
Co Host Silvia: Então, Sil. D-Day é sobre coragem e o Yoon demonstra isso muito bem. // Em uma indústria que muitas vezes exige perfeição e juventude eterna, Yoongi fala abertamente sobre as dificuldade e sobre a exaustão. // E por isso que suas obras são tão admiráveis, não é atoa que a crítica especializada recebeu o álbum com elogios à sua "maturidade crua". // Veículos como a NME e a Rolling Stone destacaram como Yoongi conseguiu equilibrar a agressividade com uma sensibilidade melódica quase vulnerável, notando, através dessa transição, que ele havia se tornado um "observador sábio". // Sua análise, por exemplo, sobre a escravidão do capitalismo e a toxicidade da era da informação em faixas como “Polar Night” deu ao álbum um peso intelectual que poucos discos de música pop alcançam e os números apenas confirmaram esse impacto cultural.
Oradora Elionai: Com certeza, Sil. Prova disso é People Pt.2 que dominou as paradas da Billboard (Digital Song Sales e World Digital Song Sales) antes mesmo do álbum sair. // E Com o lançamento do disco completo, Agust D provou que sua narrativa pessoal tinha alcance universal. // Mas, como nem tudo são flores, ao se tornar o primeiro membro do BTS a embarcar em uma turnê mundial solo, ele enfrentou o desafio de carregar um show de duas horas sozinho e a resposta, vocês já sabem, foi intensa: 25 shows esgotados em 10 cidades. // Em Jacarta, Bangkok e Nova York, por exemplo, o clima foi descrito - por Ha Jung Jae, diretor do show - como uma "prova de que o ARMY estava vivo e bem", celebrando a música de sete anos atrás (da primeira mixtape) com o mesmo fervor das músicas novas e foi a prova definitiva de que o público não estava lá apenas pelo fenômeno BTS, mas pela jornada pessoal de Agust D. // E isso foi lindo, em resposta a todo o comprometimento do Yoongi ao criar D-Day.
Host Lunna: Isso tudo foi bem notável, mas talvez o maior impacto de D-day tenha sido o respeito conquistado entre músicos veteranos. // A colaboração com o falecido Ryuichi Sakamoto, em Snooze, serviu quase como uma "benção" artística. // Ver um ícone da música experimental e cinematográfica trabalhar com Yoon elevou, na perspectiva de alguns críticos, seu status de "astro do K-Pop” para "artista de prestígio". // O documentário Road to D-DAY capturou essas interações com figuras como Anderson Paak, Halsey e Steve Aoki, mostrando que Yoongi não é apenas um aluno da música global, mas um par respeitado que busca inspiração na troca genuína, de músico para músico.
Co Host Silvia: Além de um artista respeitado e grande, Sil. Ele também retrata sua humanidade inúmeras vezes e em D-Day de uma forma emocionalmente inteligente. // Na turnê onde prova que o ARMY estava lá, esperando por ele, celebrando não apenas o ídolo, mas a pessoa por trás do mito. Mostra o quão humano ele foi em seu momento artístico. // Ele disse ao encerrar sua jornada: "O passado se foi, o futuro está longe" então o que importa é o agora. // E o agora de Min Yoongi é, finalmente, um lugar de paz onde ele pode fechar os olhos e, quando abrir, ter a certeza de que - independente do que esteja acontecendo no momento - no futuro tudo ficará bem.
Oradora Elionai:E quando ele diz que "a música certamente tem poder, mas não podemos ser livres" — a menos que encontremos a felicidade nas pequenas coisas — ele também humanizou a figura do idol e entregou não apenas um produto, mas um manual de sobrevivência para a vida. // Ao olharmos para o legado de “D-day”, percebemos que Min Yoongi nos deu muito mais do que um conjunto de músicas. // Ele nos deu um mapa. // Um mapa que mostra que o caminho para a cura não é linear, e que a raiva, às vezes, é apenas o primeiro passo para a aceitação.
Host Lunna: Que grandes aprendizados podemos aprender hoje, né meninas? Um episódio cheio de ensinamentos e uma pena que esteja chegando ao final.// Mas eu não poderia deixar de dizer que o toque final de D-Day é a relação com ARMY. // Ao tocar aquele violão marrom, autografado pelos membros, Yoongi lembrou a todos nós que, embora estivesse sozinho no palco, ele nunca esteve solitário e, assim, transformou sua luta contra a solidão em um momento de reunião global. E isso é muito fascinante.
Co Host Silvia: Por isso, Lunna, gosto de afirmar que a coragem dele reside justamente nisso, em ter transformado suas memórias mais desagradáveis em algo que agora traz alegria aos outros.// Com isso, ele provou que é possível florescer como uma flor de lótus, mesmo quando nossas raízes estão presas em traumas profundos. // Agust D pode até ter descansado, mas Min Yoongi nunca esteve tão acordado.
Oradora Elionai: E Hoje, meninas, junto com o Nam, Jin, Hobi, Jimin, Tae e JK, ele entra em seu novo capítulo não como um escravo do passado, mas como o sujeito do seu próprio "agora". // O futuro, como ele prometeu, vai ficar bem. // Porque o Dia D não foi o fim do mundo; foi, na verdade, o dia em que o mundo deles e o nosso finalmente começou a fazer sentido.
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ESPAÇO RESERVADO PARA OS ORADORES CONVIDADOS SE DESPEDIREM E AGRADECEREM.
ORDEM: Lunna Progenio, Silvia Silveira & Elionai dos Santos.
FALA FINAL: Obrigada, mais uma vez, pelo episódio de hoje. Eu agradeço a cada um dos oradores e todos que participaram como ouvintes, vocês são incríveis.// Não se esqueçam de ouvir os trabalhos do grupo e também os individuais, afinal o BTS é um todo de SETE. // Dar stream em nossos favoritos não é obrigação é prazer. Ouvir e sentir o que eles têm a nos dizer é extremamente prazeroso.// Bom, esse é o meu momento influencer do PODARMYS, então eu peço que vocês, compartilhem o episódio, favoritem e indiquem para mais armys. // Quero lembrar novamente que o pod é um lugar para você se sentir bem, lugar de conforto e encontro.// Então se você tiver alguma sugestão ou gostaria de que algum tema fosse abordado, ou simplesmente gostaria de ser ouvido, pode enviar mensagem na nossa DM, sinta-se em casa!/ O pod foi feito de army para army e vocês sempre serão sempre bem vindos. // Nos vemos no próximo episódio.//




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