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ROTEIRO "PODARMYS" – PROGRAMA N° 41 "INDIGO"

podarmys
2 de jun.
31 min de leitura

ROTEIRO "POD_ARMYS" – PROGRAMA N° 41 " Indigo"

Gravação no Streamyard (Sábado, 07/03)

Lançamento no Spotify 20h BRT

(30/05)



Host: Lunna (PA) || Co-Host: Lua (PA)

Oradora: Júlia Pimentel (PA)


Convidados: Não há convidados neste episódio.


Anfitrião: PODARMYS


Roteirista Responsável: Maria Eduarda Avelino

Apoio de roteiro: Gabriela Lima

Supervisão: 

Ajustes finais: 

Revisão: Polly


ROTEIRO


CHAMADA FIXA PARA O EP: Olá! Sejam bem vindos, ARMYs de todo o país e até do estrangeiro! Começa agora o podcast feito de fã para fã, com muito amor e carinho. Que você se sinta acolhido e confortável para conhecer este projeto lindo que foi feito para você, que sempre desejou saber mais sobre o BTS. Começa agora o PODARMYS!


____________________________


Host Lunna: Hey, ARMYs, como vocês estão? // Que prazer recepcioná-los mais uma vez // Eu sou a Lunna e, juntos, vamos falar um pouco sobre o incrível álbum Indigo, do nosso Namjoon. // Mas antes de dar início ao nosso episódio, peço que todos se preparem para um show de filosofia e pensamento crítico, // não é Lua? Seja bem-vinda ao episódio de hoje!


Host Lua: Oi, Lunna! Isso mesmo. A todos os ARMYs nos acompanhando hoje: sejam bem-vindos, eu sou a Lua! // Este episódio de hoje dedicado ao nosso querido RM.

 

Host Lunna: Que ele é incrível e um verdadeiro gênio, não podemos negar, Lua! Hoje vamos debater sobre vários aspectos da produção do álbum e tenho certeza que nos surpreenderemos muito. Mas antes, para contribuir com o nosso bate-papo de hoje, vamos receber a Júlia.

 

Host Lua: Seja bem-vinda, Jú!!

 

Host Júlia: Olá, meninas! Será um prazer mergulhar nesta obra com vocês.

 

Host Lunna: Sem mais delongas, Lua vamos começar a falar desse álbum incrível.  

Host Lua: Pensado como uma exposição que reúne “fotografias emocionais dos últimos quatro anos”, Indigo, primeiro álbum solo oficial de RM, lançado em 2 de dezembro de 2022, traz cada música funciona como uma espécie de obra de arte voltada a simbolizar processos e incompletudes, // Indigo, nasceu da necessidade de expressar vivências, sentimentos, dúvidas e reflexões // ligadas à transição da juventude para a vida adulta.


Host Lunna: Com dez faixas, o álbum transita por gêneros e atmosferas distintas, // que se conectam de forma orgânica por meio de um conjunto de emoções humanas profundas. // Pode nos falar mais da escolha do título do álbum, Ju?


Host Júlia: Claro! Segundo o Namjoon, esse título foi escolhido justamente por refletir a ideia de uma cor natural, // geralmente associada à transição e à profundidade, capaz de transmitir simplicidade e autenticidade. // Dessa forma, Indigo funciona como um degradê emocional que se desenvolve do início ao fim do projeto.


Host Lua: Ele pensa em tudo mesmo! // O álbum foi lançado nas principais plataformas digitais de streaming, // tanto internacionais - como Spotify, Apple Music, YouTube Music e Amazon Music - // quanto sul-coreanas, como Melon, Genie, Bugs e FLO, e garantiu alcance global imediato. // E, no final das contas, isso demonstra um processo de lançamento que seguiu uma estratégia cuidadosamente planejada.

 

Host Lunna: É verdade, Lua, // antes mesmo da estreia oficial, foram divulgados teasers conceituais, a tracklist e conteúdos visuais // que apresentavam a estética azul e artística do álbum. // E no dia do lançamento, o videoclipe “Wild Flower”, faixa título do projeto, foi disponibilizado no YouTube, // atuando como principal peça visual e narrativa.

Host Lua: Além do formato digital, o álbum também ganhou uma versão física, // vendida pela Weverse Shop, acompanhada de photobook e outros itens colecionáveis que reforçam seu conceito visual. // Para ampliar a experiência do público, RM realizou uma live de lançamento, // apresentações intimistas e performances especiais, como o Tiny Desk Concert e o Rolling Hall Live.

 

Host Júlia:  Dessa forma, o debut de Indigo combinou distribuição digital global, conteúdo audiovisual estratégico e experiências ao vivo, // reforçando seu caráter artístico, pessoal e narrativo. // Por não anunciar um fim, mas um amadurecimento, a importância de Indigo mora justamente nessa ideia de transição consciente. // Ao abordar temas como exaustão, incerteza e identidade, esse álbum rompe com expectativas tradicionais do K-pop // se aproximando de uma linguagem mais autoral e universal.

 

Host Lunna: Essa escolha amplia o alcance crítico do trabalho // e o posiciona como um artista capaz de transitar entre o mainstream e circuitos culturais mais reflexivos, sem perder autenticidade. // Em sua carreira solo, Indigo o consolida como um artista completo, indo além do papel de líder e rapper, e reafirmando sua atuação // como compositor, letrista, curador estético e pensador cultural.

 

Host Lua: Ao revisitar experiências acumuladas ao longo de seus vinte e poucos anos, Namjoon construiu uma obra introspectiva // que dialoga com arte, filosofia, literatura, natureza e memória pessoal. // Esse movimento é significativo porque desloca o foco da performance idol para a autoria, // um passo essencial para a longevidade artística no cenário musical global.

 

Host Júlia: É exatamente isso, Lua. // O lançamento do álbum representa um marco importante no processo coletivo de transição do BTS // pois inaugura de forma clara e bem-sucedida a fase em que os membros passam a explorar projetos solos // como extensões naturais de suas individualidades, e não como ruptura com o grupo. // E foi justamente dessa forma que o Nam conseguiu reforçar pro fandom que é possível existir fora do BTS sem negar tudo que eles já construíram. Talvez, por isso, Indigo também funcione como um ponto de respiração antes de novos (re)começos.

 

Host Lua: A recepção crítica positiva e o reconhecimento artístico do álbum // também contribuíram para legitimar os projetos solos dos demais integrantes.


Host Lunna: Ao mostrar que um trabalho pessoal, introspectivo e conceitual pode alcançar impacto global, // Namjoon abriu espaço para que cada membro explorasse linguagens próprias sem a pressão de replicar o som do BTS. // Assim, Indigo não apenas antecede, mas fundamenta a diversidade estética que se desenvolveu nos lançamentos individuais seguintes.


Host Júlia: Exato, Lunna. // Quando o Nam lançou esse álbum, ele não estava apenas apresentando um novo projeto, sabe? Ele estava revelando um estado de transição. // Indigo nasceu justamente nesse espaço intermediário, // trazendo todo um sentimento especial que atravessa não só as músicas, // mas sustenta toda a estética visual que dá origem a essa nova fase. 


Host Lua: E esse sentimento não surge sem motivo. // Na época, ele já acumulava mais de duzentas músicas // registradas oficialmente na Korean Music Copyright Association (Associação Coreana de Direitos Autorais Musicais) – // entidade responsável por registrar, proteger e administrar os direitos autorais musicais na Coréia do Sul. 


Host Lunna: Inclusive, Lua, das mais de 200 músicas registradas na KOMCA, // 105 são em nome de RM, 87 em nome de Rap Monster e 10 em nome de Kim Namjoon. 


Host Júlia: Outro ponto muito interessante, meninas, // é que Indigo surgiu logo após o anúncio da pausa das atividades coletivas do BTS. // Então, de certo modo, a gente começa a entender essa a vontade do Nam em mergulhar nesses novos caminhos artísticos.


Host Lua: Com certeza, Jú! Este é um ótimo ponto de vista. // Mas agora, meninas, que tal falarmos um pouco mais sobre o Namjoon? // Muito antes de palcos lotados e discursos internacionais, ele era apenas um menino comum, // curioso e silencioso que gostava de livros, sonhava em ser poeta e fazia das palavras seu abrigo. // Na escola, se destacava por sua inteligência e por conseguir organizar pensamentos complexos.


Host Lunna: O que se acentuou ainda mais quando descobriu o hip-hop // e passou a entender aquela forma de poesia como um meio de oferecer ritmo às ideias // e voz às inquietações que carregava desde cedo. // Ao entrar no BTS, se transformou em Rap Monster e, pouco depois, em RM, // ocupando o papel de líder, principal letrista e porta-voz do grupo.


Host Júlia: Sim, Lunna. // O que fez com que, durante muitos anos, ele fosse o responsável por traduzir pensamentos, posicionamentos e emoções do grupo para o mundo. // Eu, particularmente, acho que foi justamente por isso que ele se transformou nessa espécie de mediador // entre o cenário underground e o pop, entre o universo da arte e a indústria e entre Oriente e o Ocidente. // No final das contas, isso também permitiu que ele construísse aquela imagem de alguém racional, eloquente e forte… // mesmo sendo jovem demais para assumir toda essa responsabilidade.


Host Lunna: E como isso influenciou ele, não é? // As consequências dessa carga emocional estão refletidas nos seus primeiros trabalhos solos // — as mixtapes RM (2015) e Mono. (2018) — marcadas por temas como dúvida, solidão, autoaceitação e conflitos de identidade. 


Host Lua: Influenciou demais, Lunna! // Mas mesmo assim, elas ainda se tratavam de obras paralelas, // quase como páginas de um diário, escritas à margem de uma trajetória coletiva mais ampla e complexa. // Por isso, eu costumo pensar que se antes de Indigo, podemos defini-lo como um jovem que cresceu sob os holofotes // e, como consequência, pensava, sentia e se cobrava demais…através do álbum ele transformou em um artista que reconhece o caminho percorrido // e faz as pazes com quem sempre foi.


Host Júlia: Bom, acho que é o momento ideal para traçarmos um paralelo entre Mono e Indigo. // Retratada pelo próprio Namjoon como uma obra de natureza melancólica e introspectiva, // Mono (2018) é definida como o diário emocional que retrata sua vida entre 2015 e 2018. // Ao mostrar um lado mais vulnerável por expor tanto seus dilemas quanto suas dificuldades, a obra funciona quase como se fosse o seu verdadeiro primeiro álbum, // mesmo que tecnicamente seja classificada uma mixtape.


Host Lunna: exatamente, Ju….Indigo, por outro lado, é como sair desse nevoeiro, e isso não significa dizer que se trata de algo alegre // — é muito mais complexo que isso. // Ele simboliza profundidade, processo e permanência, // e isso se reflete tanto na estrutura como na história por trás de cada faixa. // Não é atoa que contenha muitas colaborações, afinal, foi pensado dessa forma // porque naquele momento o Nam chegou à conclusão de que já não caminhava mais sozinho. // Por isso, ele também afirmou não querer que o álbum seja consumido como algo descartável, // mas que funcione como um marcador de memória; um ponto no meio da história.



Host Lua: Nossa, Lunna… você resumiu bem a essência do álbum. // Dessa forma, se reconhecemos que Mono. (2018) é o caderno onde ele escreveu suas dores, // Indigo (2022) pode ser encarada como a folha que marca onde ele está agora // — como um artista mais consciente do seu impacto geracional. 


Host Júlia: E que impacto! Como figura pública, ele carrega expectativas enormes. // Seja por ocupar o cargo de líder do BTS, ser referência intelectual ou ser reconhecido como ícone mundial, // há um RM que precisa existir para o mundo como alguém articulado, forte e consciente em todos os momentos. 


Host Lua: No entanto, Jú, neste projeto essa persona não é negada, mas colocada em perspectiva. // Aqui, ele aparece como alguém que cumpriu seu papel, construiu algo grandioso e agora pode finalmente respirar, // e isso não soa como um manifesto mas uma pausa honesta depois de muitos anos de intensidade.


Host Lunna: Na arte, encontrou o espaço mais seguro para negociar essas camadas, // o que possibilitou que, apesar de colaborativo — ao escolher artistas que dialogam com suas dúvidas e afetos — // Indigo se transformasse em algo profundamente autoral // com músicas que passeiam por gêneros, humores e texturas diversas.



Host Júlia: Sim, claro. // Talvez seja por isso que nos identificamos tanto com esse projeto, // porque através dele muitos de nós aprendemos que crescer também é sobre saber parar, olhar para trás sem culpa e seguir sem pressa. // E, na minha humilde opinião, o mais bonito está exatamente nisso: // em nenhum momento ele escolhe um lado.


Host Lunna: Verdade, ele não diz que o público é um peso, que a arte é salvação ou que o privado é refúgio absoluto, // muito pelo contrário, ele mostra que identidade não é algo fixo, // mas que se move conforme o tempo, o contexto e as experiências. // O que possibilita que, ao final, ele se reconheça como alguém diverso e, diferente do que alguns pensam, // isso não o torna incoerente mas inteiro.


Host Lua: Ah, e uma curiosidade bem instigante/legal é que em Indigo, essa separação (entre público e privado) deixa de existir. // O que permite a ele nos apresentar suas diferentes camadas, deixando claro que a identidade de algo ou alguém, // assim como mencionado em “Change pt.2” é algo em constante mudança.


Host Lunna: Não tinha pensado dessa forma, Lua, obrigada por compartilhar. // O papo sobre nosso líder tá muito bom, mas é hora de falarmos sobre os bastidores técnicos. // Não é, Jú?



Host Júlia: Isso aí, Lunna…e deixa eu contar um segredo para vocês: eu sou apaixonada pela estética desse álbum! // O que falar daquela sessão de fotos pra capa, hein? A forma como ela captou a essência visual e emocional do álbum foi surreal. // Cada decisão estética (luz, textura, pose e cenário) funcionou como uma camada da narrativa que o próprio Namjoon construiu… // tipo um autorretrato que não teme o desgaste do tempo. 


Host Lunna: Nada é excessivamente brilhante, polido ou “pop”. // A paleta visual é dominada por tons crus, azuis desgastados, sombras naturais e elementos quase artesanais, // pois o objetivo não é criar um ícone, mas expor uma pessoa. // Dos tecidos amassados ao jeans desbotado, tudo contribuiu para o clima de autenticidade e vulnerabilidade que atravessa o álbum. 



Host Lua: Com certeza. // Tanto que na live de lançamento, realizada no Weverse, RM conduz o público por uma espécie de visita guiada, // apresentando objetos que representam a identidade, a estética e o processo criativo associados a cada faixa do álbum. // Ele explica que o álbum foi pensado como uma exposição de arte // e que cada música funciona como uma obra acompanhada de um objeto simbólico.


Host Júlia: Por se reconhecer em um momento de transição, // ele escolheu peças que representam processos inacabados e incompletos. // A pintura presente na capa do álbum, por exemplo, também utilizada como referência visual da primeira faixa, // simboliza um período de transição vivido pelo próprio pintor, com o qual o Nam se identificou. // Além disso, ele revelou que os jeans - presentes na capa do álbum - empilhados sobre o banco também são seus (usados por cerca de cinco a seis anos) // e que, naquele contexto, junto com o quadro, funciona como uma metáfora da vivência acumulada.


Host Lunna: Genial! // Todos esses elementos inauguram o álbum como um manifesto sobre arte, humanidade e autenticidade. 


Host Lua: É, de longe, a mensagem que ele quer passar, Lunna! 


Host Lunna: Agora, marcando uma mudança na narrativa do álbum e dando início ao que muitos interpretam como seu “lado B”, // “Change pt.2” aborda que não tem como fugir das transformações. // Em versos como “That’s the world’s shape” (esse é o formato do mundo), a canção questiona a ideia de identidades fixas. // Pra vocês terem uma noção da genialidade por trás do álbum, essa música foi gravada como uma demo no estúdio da casa de eAeon - um dos produtores de Indigo - com um microfone improvisado. 


Host Júlia: Nossa, dá pra perceber o quão crua essa gravação foi // e isso explica porque se transformou numa faixa tão singular.


Host Lua: Outra informação agregante aqui também é o conceito da faixa principal, // “Wild Flower”, que acompanhava RM desde 2015. // Em 2017, ele chegou a publicar um texto com esse título no Fancafe. // Que – para quem não sabe – era a plataforma oficial de interação direta com o ARMY, onde o BTS publicava conteúdos exclusivos antes de migrarem pro weverse. // A inspiração também vem de uma fala de sua mãe, // que dizia gostar de flores simples e discretas, aquelas que crescem sozinhas no campo.


Host Júlia: A partir disso, Lua, ele construiu o contraste entre “firework”, // expressão associada a um brilho explosivo, // e “wildflower”,  termo relacionado a algo silencioso e natural. // Para o videoclipe, idealizou a imagem de flores silvestres sendo lançadas ao ar, // subindo apenas um pouco e depois caindo sobre ele, // reforçando a ideia de algo efêmero e delicado.


Host Lua: Já o título “No.2”  foi inspirado na obra Number 1, de Jackson Pollock, // a primeira criada pelo artista utilizando o método dripping. // Em poucas palavras, esse método consiste em pingar ou lançar tinta sobre a tela, criando obras abstratas marcadas por movimento. // Para RM, o dripping se relaciona com seu projeto e em cada faixa ele simboliza essa mudança e transição // contextualizando o segundo capítulo de sua jornada.


Host Júlia: Pra reforçar o conceito, ele até recorre a referências bíblicas (como a história da esposa de Ló), // mitológicas (como o mito de Perséfone) // e narrativas contemporâneas como a do filme “Everything Everywhere All at Once” (Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo).


Host Lunna: Todas essas referências destacam a importância de seguir em frente sem se punir excessivamente pelo passado. // A partir daí fica claro que a ordem das músicas não é aleatória // e que, na verdade, Indigo se firma como o retrato de um ser humano inteiro.


Host Lua: É verdade, Lunna. // Inclusive, a própria direção de arte segue a lógica de uma galeria íntima, // na qual RM aparece como alguém que está no meio do caminho. // A câmera não o transforma em herói, mas o humaniza. // As angulações suaves e a proximidade da lente revelam um Kim Namjoon que parece convidar o observador a compartilhar uma pausa, um respiro.


Host Júlia: Além disso, o tempo está presente de forma constante. // A título de curiosidade, índigo, como uma cor obtida por um processo antigo, // simboliza maturação e permanência. // Nos bastidores, é perceptível que nada foi escolhido ao acaso. // Cada roupa é tratada como um objeto que já viveu, a luz sugere a passagem das horas e os cenários remetem a ateliês ou espaços de criação.


Host Lunna: Isso é super importante. // Porque como resultado, temos uma narrativa simples e honesta, que não vende um personagem, mas documenta um momento. // Assim, o álbum se transforma no retrato sincero de um artista que aceita sua própria transitoriedade. // Aqui não há perfeição, há vida. // E essa vida, assim como o jeans que desbota, permanece.


Host Lua: Eu amo essa profundidade que o RM traz em toda produção dele.


Host Lunna: Com certeza! Ele nos faz refletir sobre tantas coisas essenciais, // é quase como um super poder a maneira que ele consegue confortar milhares de ARMYs ao redor do mundo.


Host Júlia: Ele é uma pessoa super interessante e extraordinária. // Ainda tô surpresa com tudo que ouvi. Que tal a gente fazer uma rodada de curiosidades sobre nosso líder para entender um pouco mais sobre como a produção desse álbum ocorreu? 


Host Lua: Claro, Jú! // Eu tenho uma curiosidade sobre a faixa “Lonely”. // Bem, ela foi escrita em Las Vegas, certo? Em um dos muitos hotéis onde ele costumava se hospedar durante as turnês. // Na canção, ele expressa seu desconforto com esses ambientes e os associa à sentimentos como solidão e falta de conexão humana. // Mas, vocês sabiam que foi justamente isso que contribuiu para o despertar de seu interesse por exposições e museus?


Host Júlia: Uau, eu não imaginava que os hotéis seriam o gatilho para a produção dessa música. // É muito legal perceber como a mentalidade dele funciona nessas situações de desconforto, // ele não se conformou com os sentimentos negativos, apenas os transformou em inspiração para produzir suas músicas.


Host Lunna: Com certeza, esse fato só reforça a mensagem que ele quer passar através do álbum. // A visualidade de Indigo evita excessos e se constrói a partir de objetos simples, roupas usadas e cenários naturais, // reforçando constantemente a ideia de processo, transição e permanência.


Host Júlia: Inclusive, essa constatação casa facilmente com a ideia da faixa principal. // Em Wild Flower, a participação de Youjeen foi essencial. // RM afirmou que sua voz, ao mesmo tempo intensa e delicada, // permitiu que os conceitos de fogo e flor coexistissem de forma harmônica.


Host Lua: Hoje ainda há muitas curiosidades para desvendarmos no decorrer do episódio. // Mas, acho interessante analisarmos um pouco dos elementos líricos e estéticos que ele se apoiou para produzir suas canções. // O que acha, Lunna?


Host Lunna: É importantíssimo destrincharmos a arquitetura sonora e a estética emocional de Indigo, Lua. // Ao lançar essa obra, RM se arriscou bastante // Ao mesclar influências do neo-soul, R&B, folk, city-pop, rock e eletrônico, // o álbum chegou como uma representação da transição de um artista global — acostumado à visibilidade massiva com o BTS — // que escolheu se abrir para si mesmo e para o público ao entregar algo mais vulnerável, diverso e autoral. 


Host Lua: Realmente muito mais autoral e diverso! // Ele aprofundou sua mistura de referências com Tablo, líder do grupo Epik High, // em "All Day", ao reforçar sua ligação com o hip-hop coreano mais conceitual e introspectivo, // o que o possibilitou trazer aquele equilíbrio entre técnica, lirismo e vulnerabilidade que tanto admiramos. 


Host Júlia: Por outro lado, a delicadeza tomou conta de "Forg_tful" (pronúncia: Forgetful), colaboração com Kim Sa-wol (pronúncia: Kim Sa-wow). // A voz suave e estilo folk,  típicos da Sa-wol, ajudaram a transformar a música em um retrato íntimo sobre a fragilidade da memória // e o sentimento agridoce de esquecer o que não deveria.


Host Lunna: Já em "Closer", ele reuniu Paul Blanco e Mahalia, // unindo R&B coreano e britânico em uma combinação sensual, fluida e emocionalmente carregada. // Enquanto que, numa virada de atmosfera, em "Hectic" ele capturou o caos silencioso das rotinas adultas e a sensação de esgotamento moderno. 


Host Lua: O álbum atinge seu ápice com "Wild Flower", // onde Youjeen, une sua voz potente e cheia de textura às reflexões profundas do Nam, // o que resulta em uma faixa explosiva, quase libertadora, que se tornou rapidamente um dos momentos mais inesquecíveis do projeto. 


Host Lunna: Ao final, o álbum se encerra com a participação de Park Ji-yoon em "No. 2", // trazendo uma faixa melancólica e madura que trabalha de uma forma muito consciente a sensação de fechamento, aceitação e continuidade. 


Host Júlia: Assim, conseguimos chegar a conclusão de que a estética emocional de Indigo é marcada por uma narrativa estruturada em aprendizados, dúvidas e transformações e, // talvez, por isso — em conversa com o Yoongi, no primeiro episódio do Suchwita — // Namjoon o tenha definido como um álbum construído pelas marcas do tempo. 


Host Lua: Exato, Jú! // Isso porque, não foi pensado como algo criado para soar perfeito e polido. Na verdade, é exatamente o oposto disso. // Suas músicas foram escritas em épocas diferentes — três anos antes, um ano antes, meses antes — // e cada uma carrega o clima específico daquele período da vida dele, // o que permite que Indigo funcione quase como um diário musical contendo pensamentos, vulnerabilidades e nuances da sua identidade. 


Host Lunna: Tanto que ele confessa que quando tentava refazer uma música meses depois, // ela acabava perdendo a força e, a partir daí, // compreendeu que mesmo diante da imperfeição aquele sentimento também o representava e, justamente por isso, era importante validá-lo. 


Host Júlia: Não é novidade que quase sempre ele arruma um jeitinho de relacionar suas obras às artes visuais // e em Indigo isso aparece em inúmeros momentos // seja na capa inspirada na obra "Blue" do artista Yun Hyong-keun ou no uso da cor índigo como símbolo de profundidade, introspecção e transição. 


Host Lua: Se torna claro que a metáfora final é a chave da narrativa: // ele explica que o álbum é como uma folha colocada dentro de um livro grosso. // Você não precisa olhá-la sempre, mas quando por acaso a encontrar de novo, algo vai te tocar. 


Host Lunna: Isso revela que o verdadeiro objetivo do álbum não é se consolidar como algo grandioso feito apenas para ser consumido uma única vez. Para o Nam, Indigo é um projeto atemporal que merece ser reencontrado de tempo em tempos. // Os tons melancólicos do álbum, não falam de tristeza extrema, // mas daquele sentimento que surge quando amadurecemos. // RM canta sobre cansaço, tempo, mudanças e despedidas — // não de pessoas, mas de fases da vida — // ao expressar a melancolia de quem viveu muito, refletiu bastante e entendeu que crescer também envolve aceitar perdas e incertezas. 


Host Lua: E esse lado existencial aparece nas perguntas que todo mundo já se fez em algum momento da vida: // Quem eu sou agora? O que realmente importa? Vale a pena continuar correndo o tempo todo? // Mas, para surpresa de muitos, ele não oferece respostas prontas, // apenas divide essas dúvidas com o ouvinte criando uma sensação de identificação imediata. 


Host Júlia: Inclusive, o que me mais chama atenção no álbum é sua maturidade emocional. // Ele não canta com raiva nem com urgência, mas com calma. // A calma de um artista que aprendeu a respeitar seus próprios limites, a desacelerar e a observar a vida com mais gentileza // e isso, musicalmente, se reflete em faixas mais suaves, colaborações bem escolhidas e produções que dão espaço ao silêncio e a emoção… // porque como ele mesmo diz em um dos versos de Wild Flower: "a sociedade é daqueles com a voz alta e eu sempre falei com o silêncio". 


Host Lunna: Nossa, eu tô toda arrepiada. Que genialidade! Por isso, faz todo sentido que Indigo seja definido como um álbum que não se preocupa com sucesso e rótulos, // mas se dedique a falar sobre a liquidez da vida e, // justamente por isso, se transforme numa declaração da resiliência de um menino cheio de dúvidas // que encontrou seu propósito no palco, passou por fases difíceis suportando um longo e frio período de crescimento, // amadureceu e hoje se tornou um homem cantando por mudança. 


Host Lua: Exatamente, Lunna…você definiu bem toda a essência do álbum. E sabe o que é mais legal? Indigo não exige que os ouvintes conheçam a trajetória do Nam ou sejam fãs para entender a mensagem passada // Na verdade, ele os convida a mergulhar no universo de alguém que está aprendendo a conviver com suas dúvidas // — e, nesse processo, acaba ajudando os ouvintes a enxergarem seus próprios dilemas.


Host Júlia: Agora que conseguimos identificar bem os recursos utilizados e a mensagem passada, está na hora do momento mais esperado: o faixa a faixa já vai começar.


Host Lunna: Eu amooo esse momento. Bora lá, Ju! Esse é o espaço ideal para conhecer um pouco mais sobre a sua música favorita e entender tanto o sentido como a razão por trás das suas colaborações ou como elas ocorreram. Que tal você falar um pouco da primeira faixa, Lua? 

Host Lua: Será um prazer, Lunna! // O álbum se inicia com "Yun", faixa que faz referência direta ao artista sul-coreano Yun Hyong-keun, alguém por quem RM nutre profunda admiração. // Yun defendia a ideia de que antes da arte vem o ser humano, e essa filosofia se torna a base conceitual // não apenas da música de abertura, mas de todo o álbum. // A repetição da frase "I wanna be a human" (eu quero ser humano) expressa o desejo do Nam de ser visto como pessoa antes de artista. // Para reforçar esse retorno à essência, ele opta por uma sonoridade ligada ao boom bap, // estilo que marcou seu início no hip hop, e convida Erykah Badu, // ícone do neo soul e símbolo de autenticidade artística, para trazer essa dimensão quase que espiritual ao começo do álbum.


Host Lunna: Ele iniciou muito bem. // A riqueza em detalhes e paixão pelo que faz já pode ser sentida desde a primeira faixa!


Host Júlia: Com certeza! // E ele fez um bom trabalho com a sequência também. // A segunda faixa, "Still Life", parte de uma reflexão sobre a vida em movimento. // RM interpreta o conceito de natureza morta de forma oposta ao tradicional, // mostrando que mesmo aquilo que parece parado continua vivo e em transformação. // A colaboração com Anderson .Paak reforça essa ideia ao trazer leveza e dinamismo para uma canção profundamente reflexiva. 


Host Lua: Essa colaboração foi algo que eu não sabia que precisava, até ouvir pela primeira vez! // É incrível o quão bem ele conhece o perfil de cada artista que escolheu colaborar. 


Host Lunna: Sim… e isso é extremamente surpreendente, meninas! // Ele fez ótimas escolhas em seus feats. e "All Day" foi uma delas. // A música tem como tema central a preservação do próprio gosto e da identidade em um mundo guiado por algoritmos e padronizações. // Por isso, ele convidou o Tablo, que define como sendo a pessoa ideal para esse tipo de crítica social. // A música dialoga com o hip hop coreano clássico e faz referências diretas às trajetórias do Epik High e do próprio BTS. 


Host Lua: Essa música foi pura nostalgia, Lunna. // E como não poderia ser diferente, para encerrar a primeira parte do álbum, ele nos apresentou "Forg_tful" (pronúncia: Forgetful), com participação de Kim Sawol, e "Closer", com participações de Paul Blanco e Mahalia. 


Host Júlia: Essas faixas são maravilhosas! // "Forg_tful" (pronúncia: Forgetful) é uma canção mais suave e introspectiva que aborda memória, esquecimento e vulnerabilidade. // É a primeira música do álbum composta de forma totalmente acústica, utilizando sons do cotidiano, // como batidas na mesa, passos e tecidos, e nasceu a partir de uma conversa simples com um amigo. 


Host Lunna: Ele realmente tem o poder de transformar tudo do cotidiano em arte! // Em contraste a isso, temos "Closer" traz uma atmosfera mais urbana e noturna, // explorando a coexistência entre proximidade e distância emocional, ao apresentar relações sem idealização. // Esses contrastes, inclusive, demonstram mais uma vez como a diversidade está presente no álbum.


Host Lua: Exatamente, Lunna. Já na segunda metade do álbum, "Change pt.2" marca uma virada importante. // Apesar do nome, a faixa não é uma continuação direta de "Change" (canção lançada em 2017), // mas uma nova reflexão sobre a inevitabilidade das transformações. // Produzida por eAeon, a música assume uma sonoridade mais experimental // e é frequentemente citada como uma das faixas mais ousadas do projeto. 


Host Júlia: Em seguida, temos  "Lonely", a queridinha de boa parte do fandom. // Ele foi escrita ao longo da passagem por Las Vegas durante uma turnê // e aborda sentimentos de isolamento, rotina e vazio. // Sem receio de se expor, ele transformou essa canção em um dos momentos mais honestos e crus de Indigo e isso, por si só, foi bem ousado e extremamente corajoso.


Host Lunna: Nossa, concordo com tudo que falaram, meninas! Mas, vou confessar algo: tava contando os minutos para comentar sobre a nossa queridinha…finalmente chegamos em “Hectic” (pronúncia: Rectic). // Ela amplia esse retrato de “Lonely” ao falar sobre excesso da vida moderna, // das agendas cheias, dos compromissos constantes e da sensação de confusão emocional. // Essa canção nasce da vivência acelerada que todos nós já enfrentamos em algum momento da vida, mas busca transmitir uma atmosfera acolhedora e isso explica a escolha de Colde como colaborador. 


Host Júlia: Exatamente, Lunna! // Para muitos ouvintes, inclusive para o próprio Namjoon, // "Hectic" (pronúncia: Rectic) funciona como uma continuação emocional de "Seoul" (pronúncia: sool), presente na mixtape mono., // sendo/funcionando quase como uma pausa em meio ao caos da vida moderna.


Host Lua: Falando do centro emocional do álbum, chegamos na tão aguardada… "Wild Flower", // uma das canções mais pessoais já escritas por ele. Essa canção aborda o peso da fama, // das expectativas e do palco, contrapondo a ideia de fogos de artifício à de flores do campo.


Host Júlia: Nela, o Nam admite o valor do reconhecimento e do sucesso, // mas afirma que mais importante do que brilhar intensamente é criar algo que permaneça // e tenha impacto real na vida das pessoas. 


Host Lunna: A escolha da Youjeen, para a colaboração da faixa, reforça esse sentimento, // já que sua voz carrega força, dor e liberdade ao mesmo tempo. // Ao final, essa fusão de vozes e estilos, permitiu que “Wild Flower” se consolidasse como uma declaração artística e existencial. 


Host Lua: Uau, Lunna…foi exatamente isso que aconteceu…mas, é importante reforçar que Indigo não acaba por aí. // Como muitos armys já sabem, o álbum se encerra com "No.2", colaboração com Park Ji-yoon. // Essa faixa funciona, literalmente, como uma espécie de fechamento emocional delicado, transmitindo a ideia de que está tudo bem seguir em frente. // Segundo RM, pessoas próximas se emocionaram ao ouvi-la, justamente porque a música não tenta resolver nada nem oferecer respostas prontas, apenas acolhe. // O encerramento é calmo, luminoso e pacífico, reforçando a ideia de continuidade. 


Host Júlia: Nossa! Ele sempre surpreende, mas esse encerramento foi simplesmente perfeito! // Não sei se vocês lembram, mas sabe quando ele participou do suchwita e explicou para o Yoongi que que Indigo é justamente o tipo de álbum que reúne "fotografias emocionais"? Ao longo das 10 faixas que compõem o álbum, ele conseguiu materializar esses momentos e isso é simplesmente genial.


Host Lua: Caramba, Ju…você tem razão. Ele até chegou a comentar também que ao tentar refazer músicas antigas percebia que, aos poucos, elas iam perdendo a emoção original. // Por isso,  decidiu que era melhor preservar o que chamou de "vibração do eu do momento". 


Host Lunna: Exatamente, Lua. Isso porque, para ele, cada faixa carrega o clima exato do período em que nasceu. // O Nam também explicou que sua forma de criar envolve a mistura de versos antigos com sentimentos atuais, // criando um diálogo entre diferentes versões de si mesmo. // Esse processo fez com que o álbum soasse como um diário contínuo, mesmo tendo sido escrito em épocas diferentes. 


Host Lua: Exato! // E ao comparar sua evolução artística ao envelhecimento de um vinho ou whisky, // ele reconhece que com o tempo surgem sabores mais profundos. // Assim, o conjunto das faixas deixa claro que Indigo não busca perfeição nem sucesso imediato, mas constrói um registro honesto de experiências, dúvidas e amadurecimento. 


Host Júlia: Isso mesmo, Lua. Ele nos faz acreditar que, mesmo em tons melancólicos, há esperança, // não uma esperança ingênua, mas a confiança de que ainda é possível mudar, crescer e seguir com mais consciência. // E, falando na mensagem que ele quis passar, como foi a recepção da indústria e do público, Lunna?


Host Lunna: Olha, Jú, desde o lançamento, o fandom tem tratado esse projeto como algo muito maior do que um simples registro musical. // Para muitos armys, o álbum funciona quase como uma janela aberta para a alma do Namjoon // — um espaço onde ele revelou dores, transições e amadurecimentos que marcaram seus últimos anos — // e é justamente nessa sensação de intimidade que mora a intensidade de Indigo. 


Host Lua: Esse é o efeito Namjoon nos ARMYs!


Host Lunna: Com certeza, Lua! // Já na indústria, foi descrito - por veículos como a Billboard - como um "jovem de 28 anos" que “brinca com a forma a qual apresenta suas inspirações artísticas ao mundo” // e através de uma obra de arte dinâmica // “apresentou capturas e instantâneos do Kim Namjoon” — pessoa, artista, filho e poeta. // Isso porque, “em uma faixa ele se sente cheio de vida e confiante para enfrentar o mundo, // e depois, fica reflexivo e sozinho em seu quarto de hotel”. // Assim, a Rolling Stones também concluiu que “ele não quis trazer o que está no topo das paradas para este álbum, // mas mostrar as pessoas em constante evolução que somos e nos tornamos”. 


Host Lua: Uma das interpretações mais fortes e recorrentes é a ideia de que o álbum carrega o peso emocional de um término. // Muitos fãs comentam que as letras soam como os passos de alguém que constantemente se esforça para superar uma ferida profunda, // o que o leva a oscilar muitas vezes entre lucidez, vulnerabilidade e um certo tipo de aceitação.


Host Júlia: Em várias discussões, especialmente no Reddit, // muitos descrevem o álbum como um "arquivo do que sobrou depois de uma relação difícil", // pois percebem nas canções sinais de entrega e dor que parecem ter sido vividos de forma muito pessoal. 


Host Lua: Ao mesmo tempo, existe um grupo enorme de ARMYs que se apaixonaram pelo álbum justamente por causa da sua honestidade. // Para esses, Indigo é um trabalho sem faixas descartáveis, // daqueles que se ouve do começo ao fim sem vontade de pular nada. // Há quem diga, inclusive, que o álbum se tornou "um melhor amigo" ao os acolher sem pedir nada em troca. 


Host Lunna: Já outras reações giram em torno da força poética do Namjoon. // As letras foram chamadas de "geniais", "diretas" e até "assustadoramente sinceras". 


Host Júlia: E como são! // Muitos destacam como ele combina ideias complexas com metáforas simples e acessíveis, o que possibilita transformar sentimentos comuns // — como a sensação de não pertencer ou o medo de esquecer — em reflexões bonitas mas, às vezes, dolorosas. // No entanto, é esse equilíbrio entre profundidade e vulnerabilidade que faz tantos ouvintes se reconhecerem nos versos. 



Host Lunna: Exatamente, Ju! Mas, como nem tudo são flores… nem todas as reações foram unânimes // e está tudo bem porque, como o BTS nos ensina, isso também faz parte. // Algumas pessoas sentiram falta de um toque um pouco mais pessoal em certas faixas, // razão pela qual afirmaram que as muitas colaborações deixaram o álbum com menos "cara" do RM, // enquanto outras acharam a produção suave demais. 


Host Lua: Mas, até mesmo essas críticas aparecem de forma minoritária diante da avalanche de elogios. // No geral, o que se forma é um retrato muito humano // no qual Indigo tocou feridas, despertou memórias, trouxe conforto e provocou conversas profundas dentro do fandom.


Host Júlia: Para muitos de nós, não é apenas um álbum // — mas um fragmento da vida dele que se mistura com fragmentos da nossa e, talvez, por isso nos gere tanta identificação. 


Host Lunna: Eu concordo! // Reforçando essa ideia, a crítica especializada destaca como cada faixa demonstra camadas diferentes da personalidade artística do Namjoon // ao refletir suas emoções, experiências e evolução musical. 


Host Lua: Liderado pelo single "Wild Flower", o álbum é apresentado como uma obra introspectiva e multifacetada, // em que ele explora sua relação com a fama, a identidade e a paz interior.  


Host Júlia: Essa faixa, em particular, Lua, // é tratada como o coração conceitual do álbum // onde ele se vale da metáfora da flor selvagem para simbolizar o desejo de viver com calma e autenticidade // ao invés de simplesmente arder e desaparecer como um fogo passageiro. 


Host Lunna: E o resultado dessa combinação sonora foi simples: muitas músicas do álbum alcançando posições altas nas paradas de vendas digitais e streaming, segundo a Billboard. 


Host Júlia: Como consequência, críticos especializados não mediram esforços para enaltecer o trabalho desenvolvido em Indigo.  A revista Consequence, por exemplo, definiu o álbum como “um espaço onde frustrações, esperança, arte e vulnerabilidade podem coexistir”.


Host Lua: A Rolling Stone, por sua vez, o descreveu como “um retrato sonoro aventureiro do mundo interior de RM”, // e destacou como um trabalho que “vai além de gêneros e tendências passageiras”. // Para a revista, o Namjoon encontrou sua voz a partir do momento em que decidiu reunir influências que realmente ressoam com sua alma para  criar um som pessoal, autêntico e emocionalmente sincero. 

Host Lunna: E isso, Lua, permite ao álbum ser compreendido como uma expressão madura da identidade artística do seu criador // ao mostrar um indivíduo que não tem medo de combinar estilos, colaborar com outros talentos e mergulhar nas próprias experiências para construir algo único e profundamente humano. 


Host Lua: Exatamente, Lunna. // E com relação aos feitos alcançados, foram muitos. // Mas, antes de adentrar em tais conquistas, é importante frisar que o objetivo desse projeto nunca foi viralizar ou se tornar popular, mas impactar positivamente a vida de alguém. 


Host Júlia: No entanto, ao superar todas as expectativas, ele se tornou um álbum que // além de gerar essa mudança, se consolidou como um ato histórico no cenário musical global. // Lançado em dezembro de 2022, o projeto estreou na 15ª posição da Billboard 200, principal parada de álbuns dos Estados Unidos. 


Host Lunna: Pouco depois, com a chegada da versão física, teve um salto expressivo e alcançou o 3º lugar, // o que o transformou no artista solo coreano com a melhor posição já registrada neste chart. 


Host Júlia: Além disso, o álbum permaneceu por seis semanas consecutivas na Billboard 200, um recorde até então inédito para um solista sul-coreano. 


Host Lua: No contexto global, também se destacou ao conquistar o 1º lugar na parada Billboard World Albums, // refletindo seu forte impacto internacional. 


Host Lunna: Em paralelo, figurou em rankings importantes fora dos Estados Unidos, como o UK Official Albums Chart, // o que ampliou sua presença em mercados ocidentais tradicionalmente difíceis para artistas de língua não inglesa. 


Host Júlia: Nas plataformas digitais, o desempenho foi igualmente expressivo. // No Spotify, registrou a maior estreia da história para um álbum de um solista coreano, ao ultrapassar a marca de 20 milhões de streams logo no primeiro dia, // com todas as faixas sendo  simultaneamente inseridas nos rankings globais da plataforma. 


Host Lua: Já no iTunes, alcançou o 1º lugar em mais de 80 países. // Em termos de vendas físicas, recebeu a certificação de duplo platina pela Korea Music Content Association — KMCA (Associação de Conteúdo Musical da Coreia), // ao ultrapassar 500 mil cópias vendidas na Coreia do Sul. 


Host Lunna: Além disso, várias faixas do álbum também figuraram em rankings digitais da Billboard, como o World Digital Song Sales, // o que reforça não apenas o sucesso do disco como um todo, mas o impacto individual de suas músicas. 


Host Júlia: Diante de tais resultados, o Namjoon não apenas consolidou sua identidade artística fora do BTS, // como também se tornou o primeiro membro do grupo a alcançar um top 10 solo na Billboard 200, // e isso o permitiu abrir um caminho simbólico e concreto para a transição dos demais membros para projetos individuais. 


Host Lua: Inclusive, não sei se vocês sabem meninas, mas em entrevista no Zach Sang Show, // ele foi questionado se no seu processo de composição "as músicas nascem como poemas" e explicou que não necessariamente. // Na verdade, segundo ele, existem dois caminhos: // começar por uma palavra-chave ou por uma melodia. 


Host Lunna: Exatamente, Lua…eu lembro dessa entrevista. Ele diz que prefere seguir um processo bem metódico, // admitindo que quase sempre começa pela palavra: // "eu não faço freestyle. Na verdade, construo letra por letra, tijolo por tijolo… como um arquiteto. // Às vezes acontece um ‘milagre’ e a melodia vem pronta. // Mas normalmente… não vem. Então preciso construir tudo". 


Host Júlia: Isso aí…ele também diz que começou na música inspirado por Nas e Eminem, mas é coreano. // Isso significa dizer que por mais que tenha recebido muito do mercado americano não pode se afastar das suas origens // e, por isso, foi ganancioso ao inserir tudo num só álbum — tanto suas referências musicais ocidentais como coreanas. E, vamos ser sinceros, no final das contas, não seria o K-pop essa mistura? 


Host Lua: Nossa, Jú…realmente. Ainda não tinha pensado por esse ângulo. Talvez seja por isso que em Indigo ele tenha se permitido abrir o coração // e se reconhecer como alguém vulnerável, maduro, honesto e consciente das próprias falhas.


Host Lunna: Embora já fosse reconhecido há anos por sua habilidade lírica e intelectual // — tanto dentro do BTS quanto em projetos anteriores como "RM" (2015) e "Mono." (2018) — //  é nesse projeto que essa identidade se organiza de forma plena, consciente e madura. 


Host Júlia: Exatamente, Lunna! Até porque o álbum não soa como uma tentativa de provar talento, // mas como o trabalho de alguém que já sabe quem é e decide registrar isso em música. 


Host Lua: Diferente da lógica tradicional do idol pop, Indigo não busca hits, coreografias ou uma imagem idealizada. // Muito pelo contrário, esse projeto se constrói como um arquivo pessoal, quase um diário artístico, como já falamos, // onde o Nam revisita suas referências — seja na literatura, filosofia ou arte — e as transforma em som. 


Host Lunna: Por esse motivo, cada faixa carrega a marca de alguém que escreve a partir da própria experiência // e assume dúvidas, arrependimentos, perdas e aprendizados sem a necessidade de agradar ou performar uma persona perfeita. // A escolha dos colaboradores também reforça essa transição. 


Host Júlia: Exatamente, Lunna! Ao se cercar de artistas que dialogam com sua sensibilidade, // como Badu, Paak, Youjeen, Colde e Mahalia, // não para se apoiar em nomes famosos, mas para conversar artisticamente ele se reafirmou como um artista que não se limita a um gênero ou expectativas.


Host Lua: O que nos permite, ao final, ter como resultado um álbum que soa mais como uma curadoria afetiva do que como um produto de mercado // ao retirar seu autor do centro e inseri-lo no papel de alguém que escuta, aprende e constrói junto.


Host Lunna: Tudo que discutimos nos leva à seguinte conclusão: // Hoje, muito mais do que um álbum solo, Indigo se tornou um marco emocional e simbólico; // um trabalho que acolhe diferentes fases da vida, especialmente aquelas marcadas por dúvidas e transições. 


Host Júlia: Verdade! // E ao chegar em um momento onde o BTS, como grupo, // entrou em hiato para que seus membros pudessem explorar caminhos individuais, ele funciona como um gesto de confiança // onde o Nam mostra que é possível seguir em frente sem romper laços, // crescer sem negar o passado e amadurecer sem perder a essência e, // para o fandom, isso trouxe conforto e segurança em um período de incertezas. 


Host Lua: E isso só foi possível porque ao invés de discursos grandiosos, o álbum apresenta reflexões íntimas, // o que transforma a escuta em um espaço de acolhimento, diálogo e reafirma o que muitos de nós já sabíamos: // Namjoon não é apenas um líder ou um rapper, mas um autor consciente, // alguém que pensa a arte como processo, arquivo e abrigo. 


Host Lunna: Para o fandom, isso ampliou o orgulho e o respeito por sua trajetória, // não apenas como integrante do BTS, mas como criador singular // porque em um mundo que exige respostas rápidas, certezas e imagens perfeitas, escolher expor dúvidas, fragilidades e sentimentos inacabados é um gesto quase revolucionário // e, no fim, a arte que nasce dessa escolha não salva apenas quem a cria, // mas acompanha, acolhe e permanece nos corações de quem a encontra.


Host Júlia: Wooww, Lunna! Você resumiu toda a essência do álbum.// Meninas, foi incrível poder destrinchar com vocês toda essa arquitetura sonora desenvolvida pelo nosso querido Namjoon. // E tenho certeza que, assim como eu, vocês também estarão aguardando ansiosamente as novas produções solo do nosso queridíssimo líder.


Host Lua: Faço das palavras da Jú as minhas. // Eu adorei o tom filosófico que ele trouxe para Indigo. // Só de pensar que se trata de algo que ele vem produzindo e planejando há um tempo, me enche de orgulho ver que ele conseguiu transmitir a mensagem que tanto desejava.


Host Júlia: Exatamente, Lua! Ele é um letrista genial e quanto a isso não restam dúvidas. Como a gente costuma dizer, o Namjoon tem uma mente de mente de titânio. Pense numa pessoa extremamente forte e resiliente. // Bom, já estou aqui ansiosa pelo que nos aguarda nos próximos lançamentos.


Host Lunna: Dadas as nossas considerações, encerramos este episódio com um convite, ouçam “Indigo”. // No fim, ouvir esse álbum é como ouvir o diário sonoro e emocional do Namjoon. Ele não vai entregar as respostas prontas, ele te apresentará novas perguntas, novas dúvidas e novas memórias. // Portanto, se você já se sentiu perdido entre versões de si mesmo, talvez Indigo te ajude a se encontrar. // Coloque os seus fones e respire fundo! Espero que você encontre o conforto que procurava nas faixas desta obra indescritivelmente maravilhosa.






____

ESPAÇO RESERVADO PARA OS ORADORES CONVIDADOS SE DESPEDIREM E AGRADECEREM.

ORDEM: Lua, Júlia Pimentel


FALA FINAL: Obrigada, mais uma vez, pelo episódio de hoje. Eu agradeço a cada um dos oradores e todos que participaram como ouvintes, vocês são incríveis. // Não se esqueçam de ouvir os trabalhos do grupo e também os individuais, afinal o BTS é um todo de SETE. // Dar stream em nossos favoritos não é obrigação, é prazer. Ouvir e sentir o que eles têm a nos dizer é extremamente prazeroso. // Bom, esse é o meu momento influencer do PODARMYS, ou seja, compartilhem a call, favoritem e indiquem para mais armys. // Quero lembrar novamente que o pod é um lugar para você se sentir bem, lugar de conforto e encontro. // Então, se você tiver alguma sugestão ou gostaria que algum tema fosse abordado, ou simplesmente gostaria de ser ouvido, pode enviar mensagem na nossa DM, sinta-se em casa! // O pod foi feito de army para army e vocês sempre serão bem vindos. // Aguardamos vocês no próximo episódio.


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