ROTEIRO "PODARMYS" – PROGRAMA N° 44 "LAYOVER"
Atualizado: 14 de set.
ROTEIRO "POD_ARMYS" – PROGRAMA N° ** "(nome do ep)"
Gravação no Streamyard (Sábado, 06/06)
Lançamento no Spotify 20h BRT
(25/07)
Host: Júlia Pimentel (PA) || Co-Host: Anna Lua Major (PA)
Oradora: Eduarda Verissimo (PA)
Convidados: Não há convidados neste episódio.
Anfitrião: PODARMYS
Redação do Roteiro: Silvia Silveira
Roteirista Responsável: Eduarda Verissimo
Apoio de roteiro: Elly dos Santos
Supervisão: Maria Eduarda Avelino
Ajustes finais: Maria Eduarda Avelino
Revisão: Bárbara Soares
ROTEIRO
CHAMADA FIXA PARA O EP: Boa tarde, quase um boa noite! Sejam bem vindos, ARMYs de todo o país e até do estrangeiro! Começa agora o programa feito de fã para fã, com muito amor e carinho. Que você se sinta acolhido e confortável para conhecer este projeto lindo que foi feito para você, que sempre desejou falar e saber mais sobre o BTS. Começa agora o PODARMYS! QUER FALAR ARMY?
TÉCNICA – Colocar alguma frase dos meninos ou até mesmo um trecho de alguma música. Escolher a música de acordo com a temática do programa.
Host: Júlia Pimentel
Co-Host: Anna Lua Major
Oradora: Eduarda Verissimo
Host Julia: Oi, ARMYs! Eu sou a Júlia Pimentel e mais um episódio está começando. // Esperamos que vocês aproveitem cada minutinho, já podem preparar os fones porque hoje começamos um episódio incrível. // Vamos mergulhar em um álbum extremamente íntimo, artístico e cheio de personalidade. // Hoje vamos falar sobre Layover, o primeiro mini álbum solo do V — uma obra que transmite conforto, saudade, jazz, nostalgia e muita sensibilidade. // E claro que eu não estaria sozinha hoje! Para compartilhar esse episódio comigo, recebam com muito carinho: Anna Lua! Seja muito bem-vinda!
Co-Host Anna: Muito obrigada, Julia! // Oi, ARMYs! Que alegria ter vocês aqui em mais um episódio especial. Espero que estejam todos bem! Nós preparamos tudo com muito carinho e esperamos que vocês recebam esse amor do jeitinho que imaginamos. // E agora eu quero chamar ela, que vai compartilhar esse momento com a gente: Eduarda Verissimo! Seja muito bem-vinda! Está pronta para passar mais esse tempinho com a gente?
Oradora Eduarda: Oi, Julia e Anna! Oi, ARMYs! Estou muito feliz de estar aqui com vocês, principalmente para conversar sobre Layover, um álbum tão especial e cheio de sensibilidade. // Esse trabalho do V tem um toque muito acolhedor, quase como um abraço em forma de música. // Cada faixa transmite conforto, nostalgia e sentimentos muito sinceros, o que faz desse álbum uma experiência tão única e marcante para quem escuta.
Host Julia: É isso mesmo Duda, Layover chegou como um convite para desacelerar. // Diferente de trabalhos mais explosivos ou performáticos, V escolheu um caminho mais silencioso, emocional e até podemos dizer cinematográfico. // Lançado em 8 de setembro de 2023, o álbum com seis faixas — incluindo a versão piano de Slow Dancing — trouxe uma identidade muito fiel ao gosto pessoal dele, principalmente pelas referências ao jazz, R&B clássico e pop dos anos 70 e 90. // Uma das coisas mais interessantes em Layover é que o álbum parece contar emoções pequenas do nosso dia a dia. // Não é um disco feito para impressionar pela grandiosidade, mas pela sensação. // É aquele tipo de álbum que você coloca num fim de tarde chuvoso, durante uma viagem, ou quando precisa respirar um pouco da correria da vida.
Co-Host Anna: É realmente sobre sentir Julia, V participou ativamente do conceito criativo do projeto. // Desde estética visual até sonoridade, tudo carrega muito da personalidade dele. // Os videoclipes também seguem essa linha mais artística e contemplativa, quase como cenas de um filme indie. // E claro, não podemos deixar de falar da presença do Yeontan, que acabou virando praticamente um co-protagonista dessa era e deixou tudo ainda mais afetivo para os fãs. // E acho que isso aproximou muito o público dele, né? Porque Layover parece menos “idol” e mais “Kim Taehyung”.
Oradora Eduarda: Sim meninas! E até a escolha do nome Layover conversa muito com toda essa proposta do álbum. // Layover é aquela parada temporária entre um destino e outro durante uma viagem. Um momento de pausa… aquele sentimento que existe entre a chegada e a partida, antes de seguir viagem. // E isso faz muito sentido dentro da fase que os meninos estavam vivendo individualmente naquele período. // Era como se cada um estivesse atravessando uma transição, descobrindo novas versões de si mesmos como artistas e pessoas.
Host Julia: Exatamente. // E o mais interessante é que essa pausa em Layover não soa vazia e solitária de forma negativa. // Pelo contrário. O álbum passa a sensação de alguém dizendo: “fica aqui comigo por mais um instante”. // Antes do Layover, o Taehyung já tinha mostrado um lado muito pessoal através de músicas lançadas de forma mais independente, como Scenery e Winter Bear, que saíram pelo SoundCloud do BTS lá em 2019. // Além disso, ele também participou de OSTs de dramas muito marcantes, como Sweet Night, de Itaewon Class, e Christmas Tree, de Our Beloved Summer. // Mas o Layover acabou se tornando um marco diferente na carreira dele, porque foi a estreia oficial do V como solista dentro da Big Hit Music. // Foi um projeto totalmente planejado, com uma equipe dedicada, conceito bem definido e toda uma estrutura de divulgação de um grande álbum.
Co-Host Anna: Exatamente! // Ele conquista justamente pela sutileza. // É um álbum mais calmo, íntimo e sensível, que não precisa exagerar para transmitir emoção. // E musicalmente falando, V também se distancia bastante do padrão mais comercial do K-pop. // As músicas têm instrumentais suaves, uma pegada mais voltada ao jazz, R&B e pop vintage, além de interpretações muito sensíveis. // A forma como ele usa o tom grave da voz dele cria uma atmosfera quase aconchegante, mas ao mesmo tempo melancólica. // Parece aquele sentimento de nostalgia que aquece e dói ao mesmo tempo. // E acho que é justamente isso que faz tantas pessoas se conectarem emocionalmente com Layover.
Host Julia: E acho que depois de entender toda a atmosfera de Layover, fica impossível não se perguntar: como o Taehyung chegou até esse tipo de som tão único e tão pessoal? // Porque nada ali parece ter sido feito por acaso. // Cada detalhe do álbum passa uma sensação muito íntima, quase como se ele estivesse mostrando uma versão dele que a gente ainda não conhecia completamente.Oradora Eduarda: Exatamente Ju. // E quando a gente olha para a trajetória dele dentro da música, percebe que Layover não surgiu do nada. // Muitos elementos desse álbum já apareciam na identidade artística dele há anos. // Então agora vamos falar justamente sobre isso: quem era Kim Taehyung como artista até chegar em Layover.
Host Julia: E para entender toda a essência do Layover, a gente também precisa olhar para a história do próprio Taehyung e para tudo o que moldou ele como artista. // Vamos mergulhar e conhecer um pouco mais sobre o Taehyung e sobre como começou essa relação dele com a música. // E essa relação começou muito cedo, né Anna?
Co-Host Anna: Pois é Ju, o Kim Tae-hyung nasceu em 30 de dezembro de 1995, em Daegu, na Coreia do Sul, mas cresceu em Geochang, uma cidade mais rural do interior. // E desde muito novo ele já sonhava em ser cantor profissional. // E é interessante porque a música entrou cedo na vida dele, né? Com apoio do pai, o Taehyung começou a estudar saxofone ainda no ensino médio e praticou o instrumento por cerca de três anos. // E foi justamente nesse período que a vida dele começou a mudar completamente. Oradora Eduarda: E, parando para pensar, foi uma mudança e tanto, né, meninas? // Em 2011 a vida dele literalmente deu uma virada enorme. // Ele saiu de uma cidade pequena do interior e participou de uma audição da então Big Hit, em Daegu. // O mais curioso é que ele tinha ido lá inicialmente para acompanhar um amigo, mas acabou fazendo a audição também e foi aprovado. // A partir daí, começou oficialmente a trajetória dele como trainee dentro da empresa.
Host Julia: E o mais engraçado, Duda, é que ele nem tinha ido com a intenção de participar da audição. // Mas é muito interessante pensar como algumas coisas realmente acontecem quando têm que acontecer, né? // Porque uma decisão tão simples acabou mudando completamente a vida dele. // E tem um detalhe muito curioso dessa época: antes mesmo do debut do BTS, o Taehyung era considerado o “membro secreto” do grupo. // A empresa manteve a participação dele em sigilo até os teasers oficiais de estreia. // E aí veio o debut oficial em 13 de junho de 2013, no programa M Countdown, com No More Dream, faixa do álbum 2 Cool 4 Skool.Co-Host Anna: E olhando para toda essa trajetória, desde esse começo tão improvável até os anos de carreira no BTS, fica muito interessante perceber como o Taehyung foi construindo uma identidade artística muito própria. // E talvez seja justamente em Layover que a gente consiga enxergar isso de uma forma ainda mais clara. // Porque quando a gente acompanha essa linha do tempo, dá pra perceber que não foi só a carreira do Taehyung que evoluiu. // O jeito dele fazer música, as referências, a forma como ele queria se expressar artisticamente também foram mudando ao longo dos anos.
Oradora Eduarda: E quando a gente fala sobre identidade artística, existe um lugar onde tudo isso acaba ficando ainda mais evidente: o som. // Porque um artista pode dizer muito sobre quem ele é através das escolhas que faz musicalmente. // E no caso do Taehyung, Layover parece funcionar quase como uma tradução sonora da personalidade dele. // Desde o início do projeto, a proposta não parecia ser acompanhar tendências ou criar algo grandioso. // Era criar atmosfera, criar sensação e isso aparece em cada detalhe da arquitetura sonora do álbum.
Host Julia: E sobre isso meninas, Layover foi descrito pela imprensa especializada como um trabalho que transita entre o pop, o R&B e o jazz, conduzido pelos tons soulful da voz do Taehyung. // E desde os primeiros minutos do álbum, fica claro que existe uma proposta muito específica acontecendo ali. // A produção aposta em uma construção mais minimalista e orgânica. // Em vez de camadas excessivas de produção eletrônica, os arranjos trabalham para valorizar a voz e a atmosfera emocional das músicas. // A paleta sonora do álbum passa por pianos com influência jazzística, baixos mais quentes, solos delicados de flauta e percussões discretas. // Elementos que dialogam com o soul norte-americano dos anos 70, com o R&B old school e também com uma estética lo-fi contemporânea. // E existe uma textura nostálgica e introspectiva que atravessa todas as faixas. // Uma sensação que cria unidade dentro do projeto e faz com que o álbum inteiro pareça caminhar dentro da mesma paisagem emocional.
Co-Host Anna: E sobre esse detalhe existe uma textura nostálgica e introspectiva que atravessa todas as faixas. // Uma sensação que cria unidade dentro do projeto e faz com que o álbum inteiro pareça caminhar dentro da mesma paisagem emocional. // Em entrevista para a Rolling Stone, o próprio Taehyung explicou um pouco dessa intenção artística. // Ele contou que sentia conforto ao ouvir jazz e música clássica e que queria criar músicas capazes de transmitir esse mesmo sentimento de consolo para quem escutasse o álbum. // E talvez isso ajude a explicar por que Layover soa tão diferente. // A escolha por uma produção minimalista não aconteceu por acaso. // O Taehyung passou cerca de três anos escrevendo e descartando músicas em busca de uma sonoridade que expressasse Kim Taehyung não apenas o idol no palco, mas também o artista e a pessoa. // E o resultado foi um álbum que parece respirar. // Existem espaços entre os instrumentos. Existem pausas intencionais. Existem silêncios que ajudam a construir emoção tanto quanto as próprias notas musicais.
Oradora Eduarda: A coesão estética do projeto também foi um dos pontos mais elogiados pela crítica especializada. // Abbie Aitken, da Clash Magazine, destacou que Layover realmente demonstra a identidade pessoal do artista, sua essência natural e seus gostos únicos, apontando justamente essa coerência interna como uma das maiores forças do trabalho. // E uma peça muito importante nessa construção foi a parceria com Min Hee-jin, para a produção executiva de Layover, Taehyung trabalhou ao lado da diretora criativa, então presidente da ADOR e reconhecida internacionalmente pelo trabalho desenvolvido na construção da identidade visual e sonora do NewJeans. // Segundo comunicado oficial da Big Hit Music, Min Hee-jin supervisionou todo o processo de produção do projeto incluindo música, coreografia, design e promoção e sempre seguindo a proposta artística apresentada pelo Taehyung. // E enquanto trabalhos anteriores dela exploravam referências mais ligadas aos anos 90, Layover mergulhou ainda mais fundo no tempo.
Host Julia: O álbum busca influências do soul e do jazz das décadas de 60 e 70 para construir essa identidade sonora. // E talvez seja justamente por isso que a nostalgia aparece como um elemento tão central dentro do projeto. // Porque Layover não usa a nostalgia apenas como estética. // Ela funciona quase como um posicionamento artístico. // E temos que pensar que em um mercado muitas vezes dominado por produções mais eletrônicas e ritmos acelerados, Taehyung escolheu outro caminho: suavidade, introspecção e referências sonoras que olham para décadas passadas. // E talvez seja justamente isso que faz Layover transmitir uma sensação tão específica para quem escuta. // O álbum não parece ter sido construído para causar impacto imediato ou acompanhar tendências do momento. // Ele convida o ouvinte a desacelerar. // A permanecer dentro da atmosfera que aquelas músicas criam. // Existe um sentimento de contemplação atravessando o projeto inteiro. // Uma nostalgia que não necessariamente fala sobre voltar ao passado, mas sobre criar conforto dentro das emoções mais silenciosas. // Da saudade, da solidão, da melancolia, da pausa. // E isso acabou sendo percebido também pela crítica especializada. // Mary Siroky, da Consequence of Sound, definiu Layover como uma adição perfeita ao universo dos álbuns de outono e especialmente para pessoas que gostam de ouvir músicas melancólicas e simplesmente se permitir sentir. // E talvez seja exatamente aí que está uma das maiores forças do projeto: transformar suavidade em identidade artística.
Co-Host Anna: E talvez o mais interessante sobre Layover seja justamente perceber que toda essa construção que a gente comentou até agora a nostalgia, a produção minimalista, as referências ao jazz, ao soul, ao R&B, essa proposta mais lenta e contemplativa não fica só no discurso ou na estética visual do álbum. // Tudo isso aparece de forma muito concreta dentro das músicas, na forma como elas são produzidas, cantadas e até sentidas. // Porque Layover funciona quase como um retrato emocional dividido em pequenos capítulos. // Cada faixa parece carregar uma sensação muito própria, um clima específico, quase como se o Taehyung estivesse mostrando versões diferentes da mesma emoção ao longo do álbum. // é curioso porque, mesmo com cada música tendo sua própria identidade, nenhuma delas parece deslocada dentro do projeto. // Existe uma unidade muito forte em Layover. Você consegue perceber que todas as faixas conversam entre si, seja pela atmosfera mais intimista, pelos instrumentais suaves ou pela maneira mais contida e emocional que ele escolhe interpretar. // Então ouvir o álbum do começo ao fim acaba virando quase uma experiência contínua. // Parece que você está atravessando um mesmo espaço emocional, só que observando esse espaço por ângulos diferentes. Em alguns momentos ele soa mais melancólico, em outros mais confortável, mais romântico, mais vazio… mas tudo permanece conectado.Oradora Eduarda: E talvez seja exatamente isso mesmo, não parece um álbum montado apenas para seguir tendência ou entregar performance vocal. // Ele soa como uma extensão muito direta da identidade artística do Taehyung, dos gostos musicais dele, das referências que ele sempre demonstrou ter e da forma mais calma e introspectiva como ele parece enxergar a música. // Então agora vale muito olhar para Layover faixa por faixa. // Entender como cada música ajuda a construir essa identidade artística que o Taehyung passou tantos anos procurando mostrar de maneira mais completa. // E essa jornada começa justamente com Rainy Days. // Faixa de abertura do álbum, Rainy Days talvez seja uma das músicas que melhor sintetizam a proposta central de Layover. // Quietude, contemplação e presença no momento. // Musicalmente, a faixa mergulha em um R&B suave, com influências lo-fi e ambiente, construindo uma atmosfera delicada e quase cotidiana. // Segundo a descrição oficial divulgada pela Big Hit Music, a proposta era justamente combinar a voz do Taehyung ao som da chuva e aos ruídos brancos do dia a dia, criando uma experiência capaz de tocar emocionalmente quem escuta. // E confesso que para mim particularmente quando chove, automaticamente toca Rainy Days na minha cabeça, eu já associo essa faixa a esse tipo de clima. // Os sons naturais se misturam à música de um jeito que quase dissolve a fronteira entre o que é composição e o que parece fazer parte do ambiente real de quem está ouvindo. // Lançada como pré-single em 11 de agosto de 2023, Rainy Days abre Layover já deixando muito claro qual caminho o álbum escolheu seguir.
Host Julia : É sobre isso Duda, não existe pressa, não existe excesso, existe atmosfera. // E talvez justamente por isso ela funcione tão bem como porta de entrada para o universo emocional que o álbum constrói. // E se Rainy Days trabalha a contemplação, a próxima faixa muda um pouco a energia mas sem abandonar a identidade do projeto. // Blue traz uma atmosfera mais ligada ao R&B old school e ao soul, com uma construção mais marcada pelo groove. // As linhas de baixo aparecem com mais presença, o andamento ganha um pouco mais de movimento, mas ainda existe aquela sensação de suavidade que atravessa Layover inteiro. // E o próprio título da música trabalha múltiplas leituras. // Blue pode remeter à cor. // Ao blues como referência musical. // E também à própria ideia de melancolia emocional. // Existe uma influência perceptível de artistas como Eric Benét e Ruben Studdard na construção da faixa, reforçando ainda mais essa aproximação com o R&B mais clássico. // Segundo a descrição oficial da Big Hit Music, Blue funciona como uma homenagem ao R&B antigo com um toque moderno uma combinação que dialoga diretamente com a proposta estética do álbum. // E o videoclipe foi lançado em 13 de setembro de 2023.Co-Host Anna: E com isso meninas a gente chega em uma das faixas mais imediatas e hipnotizantes de Layover: Love Me Again. // Lançada em 10 de agosto de 2023 como o primeiro pré-single do projeto, a música funciona quase como um portal para tudo aquilo que Taehyung pretendia construir dentro do álbum. // Antes mesmo do lançamento completo, Love Me Again já deixava claro o direcionamento sonoro de Layover: um R&B suave, nostálgico e extremamente atmosférico, sustentado por referências soul e por uma produção minimalista que prefere a sutileza ao excesso. // Existe algo muito específico na maneira como a faixa se apresenta. // Ela não tenta impressionar pelo impacto imediato ou por grandes explosões instrumentais. // Pelo contrário. Love Me Again cresce justamente na repetição, nos detalhes discretos, nas pausas e na sensação constante de proximidade. // É uma música que parece caminhar lentamente ao redor da própria melancolia. // Segundo a Big Hit Music, a faixa carrega uma vibração capaz de permanecer com o ouvinte por muito tempo. // E talvez isso aconteça porque grande parte da música gira em torno da própria presença vocal do Taehyung. // O barítono característico dele ocupa o centro da composição de maneira muito evidente. // Não apenas como uma escolha técnica, mas quase como elemento narrativo da faixa. // A voz grave, abafada e levemente rouca cria uma sensação de intimidade rara, como se a música estivesse acontecendo a poucos centímetros do ouvinte.
Oradora Eduarda: E vamos combinar né meninas, dentro de Layover, Love Me Again talvez seja uma das faixas de apelo mais imediato justamente porque traduz com clareza aquilo que o álbum faz de melhor: transformar conforto sonoro em identidade artística. // Rhian Daly, do NME, destacou exatamente como a música evidencia a compatibilidade entre Taehyung e a paleta musical escolhida para o projeto, descrevendo o resultado como sofisticado e quase mágico. // E faz sentido, porque existe uma naturalidade impressionante na forma como ele habita esse tipo de instrumental. // Nada parece forçado ou performático. // É como se ele finalmente estivesse cantando dentro de um espaço construído especificamente para a textura da própria voz. // E talvez exista algo muito simbólico nisso, porque quanto mais Layover avança, mas parece que Taehyung encontra exatamente o espaço sonoro onde sua identidade artística faz sentido. // Não apenas como idol, não apenas como integrante de um grupo gigantesco, mas como alguém que compreende profundamente a atmosfera que deseja transmitir.Host Julia Meninas, que delícia falar desse álbum, porque realmente parece que estamos falando de sentimentos. // E, se existe uma música que transmite isso de forma tão intensa e funciona como o verdadeiro coração conceitual de Layover, essa música provavelmente é Slow Dancing. // Escolhida como faixa principal do álbum, Slow Dancing mergulha diretamente em referências do soul romântico dos anos 70 e constrói uma atmosfera muito específica: mais retrô, cinematográfica, leve e quase contemplativa. // Desde os primeiros segundos, tudo na música parece pensado para desacelerar o ouvinte. // O instrumental é suave, os arranjos respiram com calma, e a própria interpretação do Taehyung evita qualquer excesso, nada aqui parece ter pressa. // Segundo a descrição oficial, a faixa foi criada justamente para transmitir uma sensação de leveza e descontração, algo que o próprio título já sugere. // E isso aparece não apenas na sonoridade, mas em toda a construção emocional da música. // Slow Dancing não tenta criar tensão o tempo inteiro, ela prefere permanecer confortável dentro da própria tranquilidade. // Mas existe também um significado muito importante dentro da narrativa de Layover. // Porque a ideia de “dançar devagar” parece sintetizar quase tudo aquilo que o álbum propõe desde o início: Desacelerar, permanecer no presente, resistir ao ritmo acelerado do mundo contemporâneo. // Layover inteiro parece funcionar como uma pausa emocional e Slow Dancing talvez seja o momento em que isso fica mais evidente. // Existe uma sensação constante de suspensão, como se Taehyung tentasse criar um espaço onde o tempo corre de forma diferente. // Um lugar mais silencioso, mais íntimo e menos ansioso e talvez seja exatamente por isso que a música ocupe um lugar tão central dentro do projeto. // Porque ela não representa apenas a estética sonora do álbum, mas também o estado emocional que ele tenta transmitir.
Oradora Eduarda: O próprio instrumental ajuda muito nessa construção. // A presença dos metais, das linhas suaves de baixo e da flauta no final da faixa reforçam ainda mais essa identidade vintage e orgânica, quase como uma homenagem ao soul e ao jazz mais clássico. // Ao mesmo tempo existe um equilíbrio muito interessante entre nostalgia e modernidade. // O videoclipe, lançado junto com o álbum em 8 de setembro de 2023, amplia ainda mais essa proposta estética. // Nele, Taehyung aparece viajando com amigos em cenários abertos, praias, estradas e momentos cotidianos que parecem capturados de forma espontânea. // A fotografia aposta em tons mais quentes, iluminação natural e enquadramentos que lembram filmes adolescentes dos anos 70, reforçando essa sensação constante de liberdade e memória afetiva.
Co-Host Anna: E talvez uma das coisas mais interessantes sobre Slow Dancing, seja justamente como ela consegue soar simples sem ser vazia. // Existe muito cuidado em cada detalhe, mas tudo é apresentado de forma extremamente natural. // A música também ganhou outras leituras dentro do próprio álbum, incluindo uma versão remix e a versão em piano que encerra o projeto como faixa bônus. // E isso acaba sendo simbólico, porque mostra como Slow Dancing funciona quase como uma extensão da própria identidade de Layover. // Mesmo quando muda de formato, a essência da música continua intacta. // No fim, Slow Dancing parece menos preocupada em impressionar e mais interessada em permanecer. // E talvez seja exatamente isso que faz dela uma das faixas mais importantes da carreira solo do Taehyung até agora. // Que coisa linda, hein, meninas? // Parece que a gente entra em outra dimensão. Falar de Layover é quase entrar em um estado de sentimento, como se o álbum inteiro abraçasse você de um jeito muito calmo, íntimo e emocional.
Host Julia: E depois de toda a atmosfera envolvente e contemplativa de Slow Dancing, Layover começa a entrar em um espaço mais silencioso e vulnerável. // Surge uma sensação sutil de despedida, e é justamente aí que aparece For Us, carregando o peso emocional do encerramento do álbum. // Dentro do álbum, a faixa funciona quase como um exalar depois de tudo o que veio antes. // Se Slow Dancing representa o coração conceitual do projeto, For Us parece ocupar o espaço da despedida silenciosa. // Não uma despedida dramática ou grandiosa, mas aquela sensação calma que fica quando uma experiência termina e você ainda permanece alguns minutos dentro dela antes de voltar para a realidade. // Musicalmente, a faixa mergulha em um pop R&B mais introspectivo e melancólico, mantendo a identidade suave do álbum, mas com uma atmosfera ainda mais contemplativa. // Existe algo muito delicado na forma como a música se constrói. // Os instrumentais continuam minimalistas, a produção evita excessos e tudo parece pensado para deixar espaço para a interpretação vocal do Taehyung respirar. // Segundo a descrição oficial da Big Hit Music, For Us foi criada justamente para deixar uma impressão duradoura ao longo do álbum, despertando emoções profundas através dos vocais e das letras. // E talvez seja exatamente isso que ela faz. // Porque For Us não parece preocupada em impactar imediatamente. // Ela funciona de maneira mais silenciosa é o tipo de música que cresce aos poucos, quase sem perceber, até se transformar naquela sensação residual que permanece mesmo depois do álbum acabar.Oradora Eduarda: E talvez seja justamente a palavra “epílogo” que melhor define o papel dela dentro de Layover. // Porque For Us não soa como uma faixa que tenta abrir novos caminhos. // Ela parece olhar para trás. // Como alguém revisitando memórias depois que tudo já aconteceu. // Como quem respira fundo depois que a jornada termina. // Existe uma sensação constante de reflexão, quase como se o álbum inteiro estivesse passando diante dos olhos pela última vez antes das luzes se apagarem. // E isso conversa muito com a própria estrutura emocional de Layover. // Ao longo do projeto, Taehyung constrói um universo sonoro marcado pela pausa, pela nostalgia e pela contemplação. // For Us pega todos esses sentimentos e transforma em encerramento. // O videoclipe reforça ainda mais essa sensação íntima. // Descrito como um diário visual, ele abandona qualquer ideia de narrativa grandiosa para focar justamente nos pequenos momentos. // Bastidores de gravação, registros espontâneos com a equipe, cenas mais simples do cotidiano e aparições do Yeontan, o Tan, cachorro do Taehyung, que já vinha aparecendo em outros materiais ligados ao projeto. // E talvez isso torne tudo ainda mais pessoal. // Porque o clipe passa menos a sensação de “produto final” e mais a de memória compartilhada. // Como se Taehyung estivesse permitindo que o público enxergasse os espaços entre as performances, entre os ensaios, entre os momentos cuidadosamente produzidos e existe algo muito humano nisso. // Até a participação do Yeontan acaba carregando um significado emocional importante, porque ele já fazia parte da imagem afetiva construída em torno de Layover desde os teasers e materiais promocionais. // A presença dele no encerramento quase reforça essa ideia de conforto, lar e intimidade que o álbum inteiro tenta transmitir e talvez seja por isso que For Us funcione tão bem como fechamento emocional do projeto. // Porque ela não tenta terminar Layover com intensidade, ela prefere permanecer por alguns segundos a mais. // Como alguém que ainda não quer sair completamente daquele espaço.
Host Julia: E então Layover se encerra da forma mais silenciosa possível. // Depois de um álbum inteiro construído sobre atmosferas suaves, memórias afetivas e uma sensação constante de pausa, Taehyung escolhe finalizar tudo voltando para Slow Dancing. // Mas dessa vez, de uma maneira completamente diferente. // A faixa retorna em sua versão piano e talvez seja justamente aí que esteja um dos momentos mais bonitos de todo o projeto. // Porque sem os metais, sem os arranjos mais orgânicos, sem a produção mais sofisticada da versão original, restam apenas dois elementos centrais: a voz e o piano. // E o resultado acaba se tornando talvez o momento mais íntimo de todo o álbum. // Existe algo muito vulnerável nessa escolha. // A música perde parte da leveza ensolarada da versão original e ganha uma sensação mais melancólica, mais contemplativa, quase como se Layover estivesse se despedindo lentamente de quem está ouvindo. // Segundo a descrição oficial, a proposta da faixa era justamente oferecer um fascínio diferente para Slow Dancing. // E ela realmente faz isso, porque a mesma composição passa a carregar outro peso emocional quando apresentada de forma tão minimalista. // Mas dentro da experiência completa do álbum, a música parece funcionar como algo ainda maior. // Quase um segundo encerramento, mais despojado, mais pessoal, mais próximo. // Como se depois de toda a construção estética e conceitual de Layover, Taehyung decidisse retirar camada por camada até restar apenas a essência do projeto.
Co-Host Anna: E talvez exista algo muito simbólico nisso, porque durante todo o álbum, Layover parece propor uma experiência marcada pela desaceleração. // Um espaço onde o silêncio importa, onde as pausas fazem parte da música e onde a atmosfera vale tanto quanto a melodia. // E terminar com uma versão tão reduzida de Slow Dancing reforça exatamente essa proposta. // O encerramento não busca impacto, nem um clímax emocional exagerado, pelo contrário. // A sensação é quase a de alguém diminuindo lentamente o volume da própria presença antes de sair do ambiente. // E isso conversa muito com a identidade artística que Taehyung constrói ao longo do álbum inteiro. // E, de certa forma, talvez seja exatamente assim que Layover queria permanecer na memória. // Deixando uma sensação tão específica depois da última faixa. // Não parece exatamente um final definitivo. // Parece mais aquele instante quieto que fica depois que uma conversa importante termina e ninguém sente necessidade de falar imediatamente.
Oradora Eduarda: E eu acho muito interessante Anna, que essa sensação não termina só na música, sabe? // Porque quando a gente começa a olhar para Layover como um projeto completo, dá pra perceber que tudo nele parece conversar entre si o tempo inteiro. // Não é um álbum onde a música vai por um lado e o visual vai por outro. // Tudo parece fazer parte da mesma emoção. // A atmosfera que aparece nas músicas também aparece nas imagens, nos clipes, na fotografia, na escolha das cores, na direção artística… // É como se o Taehyung tivesse tentado transformar sentimento em estética visual. // E isso fica muito evidente porque aquela delicadeza que existe na produção sonora também aparece na forma como Layover é apresentado visualmente. // Os cenários mais vazios, a iluminação suave, os enquadramentos mais silenciosos, a sensação de cotidiano, tudo reforça essa ideia de pausa, contemplação e intimidade que atravessa o álbum inteiro.
Host Julia: Oh Duda e eu acho que isso ajuda muito a explicar por que Layover passa uma sensação tão confortável e ao mesmo tempo tão melancólica. // Porque você não escuta o álbum só pela música. // Você praticamente entra dentro daquele universo visual e emocional que ele criou. // Porque dá pra sentir que existe uma intenção muito pessoal em cada detalhe do projeto.
Host Julia: Não tem aquela necessidade de criar imagens extremamente extravagantes o tempo inteiro para causar impacto. // Os videoclipes, os photobooks e toda a construção estética do álbum apostam muito em situações comuns. // Uma viagem sem pressa. // Uma tarde sozinho em casa. // Um passeio pelas ruas. // Uma taça de vinho numa Sexta-feira em paz. // Pequenos momentos que, normalmente, poderiam passar despercebidos. // E existe uma sensação muito constante de proximidade, né? // Como se o álbum tentasse aproximar o público do Taehyung não pela performance, mas pela intimidade.
Co-Host Anna: Total, Ju! // E isso conversa muito com coisas que ele já demonstrava gostar fora dos palcos há anos. // A fotografia, por exemplo, sempre ocupou um espaço importante na vida dele. // Durante muito tempo ele publicou registros fotográficos usando o pseudônimo Vante, que mistura o nome artístico dele, V, com o sobrenome do fotógrafo Ante Badzim, que ele já comentou admirar bastante. // E quando você olha para Layover, dá pra perceber claramente essa influência mais artística e contemplativa da fotografia. // Não parece um projeto preocupado em parecer perfeito o tempo inteiro. // Parece mais preocupado em transmitir sensação. // Além disso, o Taehyung sempre demonstrou interesse por filmes antigos, ambientes mais silenciosos, jazz, arte visual e essa observação mais calma do cotidiano. // Então muita coisa que aparece em Layover acaba parecendo uma extensão muito natural da personalidade dele. // Existe intenção nos silêncios visuais. // Nos momentos aparentemente comuns. // Nos detalhes pequenos.
Oradora Eduarda: E dentro dessa construção existe também uma presença muito simbólica e especial né meninas? // O Yeontan ele aparece em momentos visuais do projeto e especialmente no videoclipe de For Us e sua participação vai além de um elemento decorativo. // A presença dele reforça algo que Layover constrói do começo ao fim: proximidade. // Afeto, conforto e companheirismo. // Ao incluir Yeontan dentro dessa narrativa visual, Taehyung aproxima ainda mais o projeto daquilo que parece ser uma das intenções centrais do álbum. // Não criar uma versão idealizada do artista. // Mas abrir espaço para algo mais íntimo, mais humano. // Mais próximo do mundo real de Kim Taehyung.
Host Julia: Essa proposta também aparece na estética visual escolhida para os videoclipes e para o próprio álbum físico. // Layover trabalha referências visuais que dialogam com décadas passadas, especialmente com elementos dos anos 80 e 90. // Cores mais quentes, leve granulação nas imagens, composições que remetem a fotografias antigas, revistas de época e cadernos pessoais. // Existe uma sensação constante de memória atravessando toda a identidade visual do projeto. // E isso também aparece nos detalhes físicos do álbum. // Layover foi lançado em três versões físicas diferentes, trazendo photobooks construídos no formato de revistas e livros antigos, cartões postais, photocards inspirados em tickets e até uma carta manuscrita escrita pelo próprio Taehyung. // Existe quase uma intenção de transformar o álbum em algo que parece guardado no tempo. // Como um objeto pessoal mesmo ou algo preservado com cuidado. // E talvez um dos detalhes mais simbólicos dessa construção esteja justamente na embalagem externa do álbum. // A outbox foi desenvolvida no formato de uma pequena caixa de correios e dentro dessa proposta visual aparecem fotografias do Taehyung e do Yeontan estilizadas como selos postais. // Um detalhe pequeno, mas muito alinhado com o conceito construído ao longo de Layover. // Algo íntimo, guardado com carinho e enviado cuidadosamente para quem está do outro lado.
Co-Host Anna: O coração chega fica quentinho, porque saber que cada detalhe foi pensado e repensado para os fãs faz toda diferença. // E toda essa proposta visual ganha ainda mais força quando a gente olha para os videoclipes e teasers do projeto. // Cada música parece funcionar quase como um capítulo visual independente, mas todos pertencendo ao mesmo universo emocional. // Existe uma sensação muito clara de continuidade. // Os videoclipes foram construídos quase como cenas de um filme independente. // Tomadas mais longas, movimentos suaves, pouca pressa e ausência de cortes abruptos. // Tudo parece pensado para reforçar aquilo que o álbum inteiro já vinha propondo desde o início. // Desacelerar, observar e permanecer dentro do momento. // E talvez seja justamente por isso que Layover funciona não apenas como um álbum musical, mas também como uma experiência visual construída para ser sentida no mesmo ritmo que suas músicas pedem para existir.
Oradora Eduarda: E quando um projeto artístico faz escolhas tão específicas quanto Layover fez, existe uma pergunta que surge quase naturalmente depois disso: // como o público recebeu esse álbum? Como as pessoas reagiram a uma proposta tão diferente dentro do cenário atual? // O álbum aposta no silêncio, na atmosfera, na contemplação, em emoções mais sutis. // E isso faz com que muita gente não apenas escute Layover, mas sinta o álbum de uma forma muito particular. // Então talvez a pergunta mais interessante nem seja só se o público gostou ou não. // Mas entender qual sensação Layover deixou nas pessoas. // Que tipo de conexão emocional esse projeto conseguiu criar justamente por escolher ser tão íntimo, tão calmo e tão pessoal. // Eu confesso: Eu amo Layover, e foi meu primeiro álbum comprado. // É muito doido porque ele virou quase uma companhia emocional pra certos momentos do meu dia. // Quando começa a chover, automaticamente eu já penso em postar alguma coisa com Rainy Days tocando ao fundo. // E na sexta-feira então? // Parece obrigatório abrir um vinho e deixar o álbum acompanhando o ambiente. // Porque Layover tem muito essa sensação de experiência, sabe? // Não parece só um álbum pra ouvir aleatoriamente, parece um álbum pra sentir junto com o momento.
Host Julia: Duda, é como se fosse menos excesso e mais silêncio. // Menos velocidade e mais contemplação. // Menos impacto imediato e mais atmosfera. // E talvez justamente por isso Layover tenha chamado tanta atenção quando finalmente chegou ao público. // Porque a recepção ao álbum acabou reforçando algo que a própria construção artística do projeto já sugeria desde o início. // Existe espaço para autenticidade , para identidade artística e para trabalhos que escolhem seguir o próprio ritmo. // A recepção crítica de Layover foi amplamente positiva, e alguns pontos apareceram de forma recorrente entre diferentes análises: autenticidade, coerência estética e a interpretação vocal do Taehyung. // Uma das críticas que mais destacou esse aspecto veio de Rhian Daly, da NME. // Ela descreveu a compatibilidade entre o Taehyung e a paleta musical escolhida para o álbum como algo capaz de criar magia, afirmando que Layover transmite sofisticação desde os primeiros momentos. // Dentro dessa análise, Love Me Again e For Us aparecem como destaques importantes do projeto. // E essa ideia da coerência entre identidade artística e construção sonora também apareceu em outras avaliações. // Mary Siroky, da Consequence of Sound, definiu Layover como uma adição perfeita ao universo dos chamados álbuns de outono. // Especialmente para pessoas que gostam de músicas mais melancólicas. // Mais contemplativas. // E emocionalmente silenciosas.
Co-Host Anna: Pois é Ju, isso é uma definição que conversa diretamente com aquilo que o próprio Taehyung comentou sobre buscar conforto emocional através da música. // Lembrando que a Abbie Aitken, da Clash Magazine, destacou justamente aquilo que Layover parece perseguir desde o início: identidade. // Segundo ela, o álbum realmente apresenta a identidade pessoal do Taehyung, sua essência mais natural e seus gostos artísticos únicos. // E mais uma vez aparece um elemento que acompanhou praticamente toda a recepção crítica do projeto: a forte coesão estética construída ao longo do EP. // Mas além da resposta crítica, Layover também apresentou resultados muito expressivos em números. // No Hanteo Chart, principal sistema de monitoramento de vendas físicas da Coreia do Sul, Layover ultrapassou 1 milhão e 670 mil cópias vendidas apenas no primeiro dia de lançamento. // O resultado estabeleceu o recorde de maiores vendas no primeiro dia para um artista solo de K-pop na história do chart naquele momento. // Nossa é um feito incrível, imagina como deve ter sido pro Taehyung receber todo esse carinho.
Oradora Eduarda: E não parou por aí. // No Japão, o desempenho também foi extremamente forte. // Layover vendeu mais de 221 mil cópias logo no primeiro dia e alcançou o primeiro lugar no ranking diário de álbuns da Oricon. // Além disso, o álbum estreou na segunda posição do Billboard Japan Hot Albums. // Sem falar que globalmente, o alcance também ficou evidente nas plataformas digitais. // Layover chegou ao primeiro lugar do iTunes Top Albums Charts em sessenta e cinco regiões diferentes ao redor do mundo. // Um resultado que reforça não apenas o tamanho da base global construída pelo Taehyung, mas também a capacidade do álbum de atravessar mercados diferentes mantendo sua proposta artística intacta.
Host Julia: E um dos números mais simbólicos veio justamente do mercado norte-americano. // Layover estreou na segunda posição da Billboard 200, principal parada de álbuns dos Estados Unidos. // Na primeira semana, encerrada em 14 de setembro de 2023, o projeto registrou cem mil unidades equivalentes de álbum. // Desse total, oitenta e oito mil vieram de vendas puras. // Nove mil de equivalência por streaming, somando quase treze milhões de reproduções on demand. // E três mil unidades equivalentes derivadas de vendas individuais de faixas. // Com esse desempenho, Taehyung empatou com Jimin e Suga como artistas solo coreanos com melhor colocação histórica na Billboard 200 naquele período. // Imagina você lançar um albúm e receber números em forma de carinho. // E os resultados não pararam ali. // Segundo o IFPI Global Music Report de 2023, Layover terminou o ano como o décimo álbum mais vendido do mundo. // Foram cerca de dois milhões e duzentas mil unidades comercializadas globalmente, considerando vendas físicas, downloads e consumo via streaming. // Mas talvez o impacto mais importante de Layover não apareça apenas nos números.
Co-Host Anna: Nunca se tratou somente dos números e muito menos do que esses números representam. // Porque ao escolher referências vintage, produção minimalista, ausência de elementos eletrônicos dominantes e uma construção estética muito particular, Taehyung tomou decisões que caminhavam na contramão de tendências muito fortes do mercado atual. // E ainda assim o projeto encontrou público, encontrou identificação, encontrou espaço. // Layover consolidou Taehyung como um artista com identidade musical própria dentro do K-pop, mas também para além dele. // E talvez exista algo muito significativo nisso, porque o álbum parece provar uma ideia que acompanhou toda a trajetória desse projeto desde o começo. // Existe público para autenticidade e existe espaço para uma visão artística construída com confiança. // E talvez esse seja justamente o legado mais duradouro que Layover deixa até hoje.
Oradora Eduarda: E olhando para os números, para a recepção crítica e para tudo o que Layover conquistou, de um modo geral. // Exista uma pergunta que fica. // O que esse álbum realmente representa dentro da trajetória do Taehyung? // Porque quanto mais a gente observa o projeto como um todo, mais fica claro que Layover nunca pareceu ter sido construído apenas como uma estreia solo. // Existe algo maior organizando todas essas escolhas. // O ritmo das músicas, a construção, o visual, até mesmo os silêncios e as pausas. // E talvez a resposta estivesse ali desde o começo, no próprio nome do álbum. // Layover. // Uma escala. // Uma parada entre voos. // E no caso do Taehyung, esse título não funciona apenas como metáfora. // Ele se transforma praticamente no princípio que organiza todo o projeto. // Em entrevista à Rolling Stone, o próprio Taehyung explicou que o nome surgiu enquanto ele refletia sobre qual seria seu destino final na vida e na carreira e sobre o caminho necessário para chegar até ele.
Host Julia: Imagina você estar bem tranquilo, perdido nos próprios pensamentos, e simplesmente ter esse insight, surreal. // E nessa mesma entrevista, ele explica que escolheu chamar seu primeiro álbum solo de Layover porque queria representar um ponto de partida. // Como alguém que está apenas começando a construir, nas palavras dele, o quadro que é Kim Taehyung. // E talvez exista algo muito importante nessa escolha. // Porque Layover nunca se apresenta como um ponto de chegada. // Ele se apresenta como começo, como processo, como espaço entre capítulos. // Ao longo do álbum inteiro existe essa sensação de deslocamento consciente. // Não de alguém perdido, mas de alguém que escolheu parar por um momento antes de continuar seguindo em frente. // E o próprio Taehyung aprofundou essa ideia quando falou sobre perceber que ainda existe um caminho muito longo até aquilo que considera seu destino final. // Segundo ele, existem muitas maneiras diferentes de chegar até esse lugar. // E por isso surgiu uma pergunta pessoal importante. // Por que não dar a si mesmo tempo para descansar? // Tempo para olhar para trás? // Tempo para criar novos objetivos? // Existe algo muito interessante nessa visão de carreira. // Principalmente dentro de uma indústria que costuma funcionar em velocidade máxima, uma indústria que frequentemente valoriza constância absoluta, produtividade contínua e resultados imediatos.
Co-Host Anna: Layover parece propor outra lógica. // Nem toda pausa representa interrupção. // Às vezes pausa também é movimento, parar faz parte de continuar, e talvez isso ajude a explicar por que o álbum funciona de forma tão diferente emocionalmente. // Layover não constrói grandes explosões sonoras. e não trabalha com mudanças bruscas. // Não busca impacto através de excessos, ele existe em outro registro. // Na sutileza, na vulnerabilidade, no silêncio. // E fazer isso exige confiança artística. // Especialmente para alguém estreando oficialmente como artista solo diante de expectativas tão grandes. // Ao escolher esse caminho, Taehyung parece comunicar algo muito específico. // A identidade artística dele não depende de acompanhar tendências para existir. // Ela não depende de validação externa para se sustentar. // Layover não parece tentar convencer o público, ele simplesmente apresenta um olhar particular sobre música, tempo, memória e emoção. // E convida quem escuta a caminhar por esse espaço junto com ele.
Oradora Eduarda: Talvez por isso uma das falas mais importantes sobre o álbum tenha vindo do próprio Taehyung. // Ainda na entrevista para a Rolling Stone, ele disse que espera que as pessoas aproveitem Layover como uma oportunidade para refletir sobre a própria vida. // Pensar sobre objetivos, olhar para o próprio caminho e permitir a si mesmos momentos de descanso quando precisarem. // E talvez essa seja a grande força de Layover, não apenas mostrar quem Kim Taehyung é artisticamente. // Mas criar espaço para que quem escuta também olhe para si. // Porque no fim, Layover parece lembrar algo que muitas vezes a rotina faz a gente esquecer. // Nem toda pausa significa atraso, às vezes ela é exatamente o que permite seguir em frente. // Deve ser por isso que esse álbum me faz um bem gigantesco, eu posso dizer que é meu álbum conforto!
Host Julia: O que esse álbum realmente deixou? // Porque alguns projetos marcam um momento específico na carreira de um artista. // Outros ajudam a definir quem aquele artista é. // E no caso do Taehyung, Layover parece ocupar justamente esse segundo lugar. // Não apenas como um primeiro álbum solo, mas como uma apresentação mais completa de quem Kim Taehyung escolheu ser artisticamente. // Layover chegou em um momento muito específico da trajetória do Taehyung dentro BTS. // Um período de transição, com os integrantes explorando caminhos individuais, também existia entre os fãs um processo de adaptação, a curiosidade e a expectativa do novo. // No entanto, a vontade de explorar esse caminho também fez parte e naturalmente também a ansiedade sobre como cada membro escolheria se apresentar artisticamente fora da dinâmica do grupo. // E no caso do Taehyung, a resposta veio de uma forma muito clara. // Sem concessões evidentes às tendências mais dominantes do mercado, sem abandonar referências pessoais para buscar validação imediata. // Mas construindo um projeto sustentado por escolhas muito definidas de acordo com seus gostos pessoais.
Co-Host Anna: Uma identidade sonora consistente, uma direção visual cuidadosa. // E uma visão artística que se manteve coerente do primeiro minuto ao último. // Taehyung não oscilou, e talvez justamente por isso Layover tenha significado algo tão particular para o ARMY. // Porque mais do que apresentar músicas novas, o álbum parece ter aproximado o público de aspectos do Taehyung que antes apareciam apenas em fragmentos. // O interesse pela fotografia, as referências vintage, a preferência por ambientes silenciosos, e seu olhar contemplativo para o cotidiano. // A relação com a música foi construída não pelo excesso, mas pela atmosfera, e Layover não parece apenas mostrar um artista criando um trabalho solo. // Parece mostrar alguém construindo um espaço próprio e deixando que os outros acessem esse espaço e conheçam melhor o seu intimo. Uaaaaaaal!! // Nas camadas que aparecem aos poucos. // É um álbum que quase pede tempo, e talvez por isso revele mais a cada nova escuta. // Quanto mais atenção você entrega, mais ele devolve.
Oradora Eduarda: Eu to extasiada meninas, foi marcante ver Layover com esse olhar profundo. // Isso só prova que a autenticidade artística, e sucesso comercial não precisam existir em lados opostos. // Nesse projeto, Taehyung conseguiu construir os dois ao mesmo tempo. // E fez isso sem abrir mão da própria identidade. // Talvez seja por isso que Layover permaneça tão marcante. // Não apenas pelos resultados, mas pelo que ele escolheu defender artisticamente. // A ideia de que existe força na delicadeza, espaço para silêncio e beleza no simples. // E existe valor em seguir o próprio caminho mesmo quando ele parece diferente da rota que todo mundo espera. // E talvez essa seja a melhor forma de terminar esse episódio. // Porque Layover nunca pareceu um destino final. // Desde o começo, ele se apresentou como uma pausa, uma escala, um espaço entre etapas. // E se o próprio Taehyung descreveu esse álbum como o início da construção do quadro que é Kim Taehyung… // Talvez o mais bonito seja perceber que a gente ainda está vendo essa pintura acontecer.
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ESPAÇO RESERVADO PARA OS ORADORES CONVIDADOS SE DESPEDIREM E AGRADECEREM.
ORDEM: Júlia Pimentel, Anna Lua Major, Eduarda Verissimo
FALA FINAL: Obrigada, mais uma vez, pelo episódio de hoje. Eu agradeço a cada um dos oradores e todos que participaram como ouvintes, vocês são incríveis. // Não se esqueçam de ouvir os trabalhos do grupo e também os individuais, afinal o BTS é um todo de SETE. // Dar stream em nossos favoritos não é obrigação, é prazer. Ouvir e sentir o que eles têm a nos dizer é extremamente prazeroso. // Bom, esse é o meu momento influencer do PODARMYS, ou seja, compartilhem a ep, favoritem e indiquem para mais armys. // Quero lembrar novamente que o pod é um lugar para você se sentir bem, lugar de conforto e encontro. // Então, se você tiver alguma sugestão ou gostaria que algum tema fosse abordado, ou simplesmente gostaria de ser ouvido, pode enviar mensagem na nossa DM, sinta-se em casa! // O pod foi feito de army para army e vocês sempre serão bem vindos. // Aguardamos vocês no próximo episódio.




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