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ROTEIRO "PODARMYS" – PROGRAMA N° 45 "GOLDEN"

podarmys
14 de set.
17 min de leitura

ROTEIRO "POD_ARMYS" – PROGRAMA N° 45 "GOLDEN"

Gravação no Streamyard (Sábado, 01/08)

Lançamento no Spotify 20h BRT

(29/08)



Host: Lunna Progenio (PA) || Co-Host: Elionai dos Santos (PA) 

Oradora: Eduarda Veríssimo (PA)


Convidados: Episódio sem convidados


Anfitrião: PODARMYS


Redação do Roteiro: Júlia Pimentel

Roteirista Responsável: Gabriela Lima

Apoio de roteiro: Mariana Azevedo

Supervisão: Maria Eduarda Avelino

Ajustes finais: Maria Eduarda Avelino e Sânia Maria

Revisão: Yasmin Menegussi



ROTEIRO


CHAMADA FIXA PARA O EP: Boa tarde, quase um boa noite! Sejam bem-vindos, ARMYs de todo o país e até do estrangeiro! Começa agora o programa feito de fã para fã, com muito amor e carinho. Que você se sinta acolhido e confortável para conhecer este projeto lindo que foi feito para você, que sempre desejou falar e saber mais sobre o BTS. Começa agora o PODARMYS! QUER FALAR ARMY? 


TÉCNICA – Colocar alguma frase dos meninos ou até mesmo um trecho de alguma música. Escolher a música de acordo com a temática do programa.



Host: Lunna

Co-Host: Elionai

Oradora: Eduarda

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Lunna: Sejam todos bem-vindos, ARMYs! E vamos dar boas-vindas a nossa co-host Elionai e a oradora Eduarda, que estarão comigo nesse episódio que será muito dourado e brilhante! É um prazer ter vocês aqui. // Agora, pergunto ao público, sabem o porquê desse brilho todo? //


Elionai: Eu vou me intrometer um pouquinho aqui, Lunna, porque eu tenho uma dica certeira: O brilho do ep de hoje envolve um maknae e um álbum! A propósito eu sou a Elionai, mas pode me chamar de Elly e realmente estou empolgada em apreciar a obra prima de hoje com vocês.


Eduarda: Eu sou a Eduarda e é um prazer estar aqui, e assim como todos os ARMYs presentes, eu também quero participar dessa charada muito difícil. // A minha dica é: Nasceu em 3 de novembro de 2023… //


Lunna: Meninas, com certeza todos já devem estar gritando “Golden! Golden!” (risos) // Se essa foi a sua resposta, parabéns, você acertou! // Pois foi com todo o seu brilho e talento que Jeon Jungkook impactou a indústria musical com o lançamento do seu primeiro álbum solo intitulado Golden. Para se ter uma noção, segundo a Luminate, este projeto estreou no topo da parada Top Album Sales da Billboard (de 18 de novembro), vendendo mais 164.800 mil cópias nos EUA na primeira semana. Ele simplesmente se tornou o álbum mais vendido da semana e, graças a isso, ocupou a 2ª posição da cobiçada parada da Billboard 200, um marco histórico para um artista solo sul-coreano. //


Eduarda: E, devo dizer, ainda é impressionante o quanto a recepção de Golden foi estrondosa. Era um álbum aguardado há muitos anos, me lembro de todo ano ter um boato sobre alguma mixtape do Jungkook. Eram teorias sem fim, o que, de certa forma, deu mais fome para o fandom. // E esse álbum surgiu justamente no momento de pausa nas atividades coletivas, foi através de Golden que o Jungkook nos mostrou inúmeras facetas, comprovando que era possível existir fora do BTS sem negar sua origem. Que era possível seguir novos gêneros e mergulhar em novos ritmos sem perder sua essência. Assim, tanto pra ele quanto pra nós, Golden foi e é mais do que apenas um álbum. //


Elionai: Na minha visão talvez por estarmos com essa gana há muito tempo, pela pausa coletiva ou pelo simples fato de Golden ser, de fato e inegavelmente, irresistível e bem elaborado, ele ocupa um lugar especial no coração fandom. // Mas, acima de tudo, ele é o retrato de um Jungkook mais maduro e consciente das suas escolhas. Um Jungkook que não vai se calar para agradar a mídia ou manter a imagem que as pessoas construíram dele, mas um homem que encontrou na música e que encontrou na cultura uma forma de questionar os padrões de uma sociedade assombrada pelo perfeccionismo. //


Lunna: Sejamos sinceras, nada melhor do que o amor para amolecer até o coração mais frio, né? // Nessa mesma linha pudemos ver ele desenvolver esse conceito do início ao fim da tracklist. Cada canção foi pensada para representar o capítulo de uma história de amor que, como muitas outras, passam por altos e baixos dos quais, ao final, conseguimos extrair muitos aprendizados. // De verdade? Não me surpreende que isso tenha vindo dele. // Namjoon já deixou claro há muito tempo: não há nada que o Jungkook não consiga fazer. Afinal, ele é o nosso ‘Golden Maknae’! //


Eduarda: Bem aquele meme: o meu, o seu, o nosso… (risos) // Ele é incrível. // De fato Jungkook é capaz de muitas coisas, e eu gosto que hoje em dia ele tenha consciência disso, ao mesmo tempo que é sincero com suas limitações. Ele é humano, com suas perfeições e imperfeições. Acho que, para um garoto que começou cedo, que sempre demonstrou se colocar muita pressão e ser extremamente perfeccionista com tudo o que faz, mostrar que sabe o que está fazendo, mas que entende suas restrições agora, é importante e eu gosto muito desse seu lado. //


Elionai: Concordo, Duda. É um marco vermos toda a evolução dele desde o começo da carreira até hoje. É um dos membros que a gente mais vê uma evolução marcante em diversos sentidos. // No entanto, antes de continuarmos, é importante que a gente explique para quem acabou de entrar no fandom e não sabe o que é golden maknae. 


Eduarda: Opa, é claro! Vamos lá. // Dentro do K-pop, quando nos referimos aos integrantes mais novos dos grupos, sempre é utilizado o termo coreano “maknae”, palavra que em português significa “caçula". Só que além de receberem esse “título”, eles também ganham apelidos compostos envolvendo o termo. Que, nesse caso, é golden. // Durante uma conversa com Suga no programa “Suchwita”, Jungkook explicou a origem por trás do apelido que é tão adorado por todos nós. // 


Elionai: Sobre os sonhos, né? Acho que tem a grande possibilidade de muitas ARMYs ainda não saberem sobre também, então não se preocupem, eu vou contar para vocês! // Segundo ele, o nome surgiu graças ao Namjoon (RM), líder do grupo, que começou a chamá-lo dessa forma devido a suas grandes habilidades. Pra vocês ficarem ainda mais por dentro, em um vídeo da época em que o BTS havia acabado de debutar, por volta de junho de 2013, podemos ver o Nam explicando o motivo dessa escolha. // Segundo ele, JK é um artista muito versátil, que consegue se destacar tanto no canto, como na dança e no rap, sendo alguém que consegue fazer tudo muito bem. Somado a isso, no showcase golden live on stage (2023), JK revelou que antes mesmo do seu nascimento sua mãe teve dois sonhos proféticos, ou como eles costumam chamar na Coreia, “sonhos de concepção”. //


Lunna: Eu me arrepio até hoje com isso, Elionai… lembro de ver ele falar disso algumas vezes, inclusive em suas lives. // Ele mencionou que sua mãe chegou a sonhar, na primeira vez, com gotas de chuva dourada caindo e que elas transformavam tudo o que tocavam em ouro. E… ok, essa é realmente incrível… No segundo, ela sonhou com alguns porquinhos. Isso mesmo que você ouviu. E nesse sonho, esses porquinhos estavam sendo alimentados por um porco maior. // Lembro do Jungkook rir refletindo na possibilidade dos porquinhos serem eles e o porco maior o Bang PD, representando a empresa, o grupo e etc. E eu meio que tô com a interpretação do Jungkook nessa. // Para fechar, a partir daí, tanto ele quanto os membros e o fandom, passaram a acreditar que esses sonhos foram premonições do sucesso que um dia ele iria alcançar. Bom, e cá estamos nós. Vendo e prestigiando, com muito orgulho, todas as suas conquistas. //


Elionai: Eu amo esses momentos que o BTS e o ARMY acabam se deparando com tópicos sobre destino. Os meninos nasceram para brilhar, não tem nem como ir contra essa ideia. //


Lunna: Realmente, se pararmos para pensar, temos muitas histórias dentro do fandom que trazem muito disso entre o ARMY e o BTS. // Agora que compreenderam a origem de Golden Maknae, vamos ao ‘momento de ouro' de Jungkook, que a própria Big Hit informou se tratar o álbum cujo ele se dedicou de corpo e alma à produção, selecionando pessoalmente todas as músicas que seriam incluídas no álbum. // Para terem uma noção, ele estava tão animado e motivado que planejou o showcase intitulado 'Golden Live On Stage' transmitido no dia 20 de novembro de 2023 na Jangchung Arena, em Seul, para comemorar o lançamento do álbum. //


Eduarda: E ele não parou por aí, né, Lu? // Pensando nos ARMYS que não puderam estar presentes, ele também promoveu uma transmissão ao vivo pelo Weverse. // Vale lembrar que tudo isso de forma gratuita, viu? Presencialmente, o showcase foi por meio de sorteio e pelo Weverse foi uma transmissão gratuita para todas as ARMYs. O que, não devo nem surpreender, foi um alvoroço. Todos estávamos no auge da ansiedade por essa apresentação. //


Lunna: Afinal, esse é o poder do Jungkook, né? Não é de hoje o fato de que ele brilha em tudo o que faz ao ponto de haver comoções mundiais. // O que nos leva a se perguntar: antes de todo esse holofote e reconhecimento, quem era JK? // 


Eduarda: Bom, ARMY, vamos voltar um pouco no tempo… // Jeon Jungkook, que nasceu em 1º de setembro de 1997, em Busan, na Coreia do Sul, foi descoberto depois de uma performance no programa Superstar K aos 13 anos de idade, em que após recusar inúmeras ofertas de diversas empresas se juntou à Big Hit Entertainment como trainee por, segundo ele, admirar o trabalho de um dos trainees que já estavam por lá. // Creio que já podem imaginar de quem estamos falando, certo? // Isso mesmo, se estiverem pensando no RM, vocês estão certos. Ele foi o verdadeiro responsável, o culpado, por esse garoto de ouro se alinhar com o seu destino. // 


Lunna: Mas, como nem tudo são flores, sua transformação também foi marcada por percursos difíceis e muitas vezes amargos. Que, para o nosso orgulho, ele conseguiu lidar com humildade, determinação e jogo de cintura. Alcançado, à longo prazo, uma jornada marcada por transformações impressionantes. // Ele deixou de ser um menino tímido, e sem grande experiência inicial com microfones, para se transformar em um dos maiores intérpretes, produtores e dançarinos da atualidade. E Golden só reafirma a potência do seu talento. Trazendo recortes do que marcaria sua personalidade artística nessa nova fase e, de certo modo, nos dando um spoiler - ainda que inconsciente - de que o BTS 2.0 estava mais próximo do que imaginávamos. // Um dos grandes exemplos dessa afirmação é o simples fato de Jungkook ter contado com a colaboração de grandes nomes do cenário musical global… //


Elionai: E com esse gancho, que tal falarmos sobre as músicas que compõem essa jornada? // Iniciamos com “Seven” em colaboração com a rapper Latto e com “3D”, parceria com Jack Harlow, dois grandes sucessos do álbum. Golden conta 11 faixas, das quais 8 são músicas inéditas e 4 são feats, incluindo nessa conta tanto a versão clean quanto a explícita de “Seven”. O álbum teve participação ativa do produtor e rapper francês DJ Snake na faixa “Please Don't Change”, enquanto o Major Lazer esteve presente em “Closer to You”. Além disso, os cantores Ed Sheeran e Shawn Mendes foram creditados como compositores de “Yes or No” e “Hate You”, respectivamente. O álbum, como já mencionado, também inclui novas faixas como “Somebody”, “Shot Glass of Tears” e “Too Sad to Dance”. // É importante destacar que todas as músicas foram gravadas em inglês. O que, à primeira vista, pode ter sido um grande desafio e, para algumas pessoas, soado confuso. // Afinal, qual o motivo dele ter decidido cantar todas as músicas num só idioma (e que ainda não é o dele)? //


Eduarda: Teorias não faltam, é fato. Mas, ao invés de dificultar, vamos simplificar? Se o objetivo era ganhar mais reconhecimento internacional, tudo faz mais sentido, certo? Ele não se escondeu atrás de uma máscara, ele decidiu que a única alternativa era sair da sua zona de conforto e se destacar. Isso lhe permitiu reconhecer que ainda tinha algumas limitações, claro, mas também se transformou numa espécie de gatilho, e num meio para superá-las. // 


Lunna: Bom, Duda, chega a ser uma matemática simples, sem necessidade de muitas teorias, inclusive pelo o que chegamos a ver e ouvir durante a produção de Arirang, que poderão estar assistindo no documentário da Netflix. // Mas vocês se enganam se acham que Jeon Jungkook deixou se afetar por tais críticas ou “teorias”, e pudemos ver isso em um determinado momento durante uma transmissão ao vivo, em que os ouvintes podiam enviar perguntas e comentários por meio de um chat em tempo real. Onde ele afirmou ser grato até mesmo pelos comentários maldosos, pois para ele isso significava que eles estavam dedicando tempo a ele e ao seu trabalho. “Se eles não tivessem absolutamente nenhum interesse em mim, não fariam isso. Então, agradeço pelo tempo deles”, acrescentou Jungkook. “Mas eu não gosto deles. Não preciso gostar, né? Claro que amo quem me ama. Não amaria pessoas que falam mal de mim. Trabalho para quem me apoia.” //


Elionai: Para terem uma noção, a sua estreia e promoção foi um sucesso tão grande que até veículos especializados no assunto como a NME reconheceram sua versatilidade, alcance e força afirmando coisas como: “Cada década tem seu rei do pop. Até então, a década de 2020 carecia de um grande astro solo masculino que reinasse sobre o mundo pop, mas, com Golden, Jungkook , do BTS , provou que está mais do que à altura desta tarefa”. // 


Eduarda: E ao decorrer desse episódio vocês irão perceber cada vez mais o quão a altura ele está destes comentários, ARMYs! // Com Golden mergulhamos em um mar de ousadia e ritmos distintos. Através de uma nova roupagem, ele nos mostrou uma forma diferente de falar sobre amor. // Amor? Sim, amor. // Ouso dizer que meio que senti a presença - em alguns momentos do álbum - daquele Jeon Jungkook de 2019 da era Love Yourself, e, para ser sincera, não me contive de tanta euforia. //


Lunna: É como se ele se abrisse verdadeiramente para todos nós para falar sobre fragmentos, momentos e experiências que passou, né? // Sobre quando amou muito, amou pouco ou até mesmo quando sequer foi correspondido. Quando se sentiu fraco, perdido, sozinho mas, ao mesmo tempo, certo do que sentia, do que queria e do que precisava. //


Eduarda: Exatamente, como se em alguns momentos ele se reconhecesse como alguém insuficiente mas, em seguida, reafirmasse que aquele “eu” também faz parte dele. E admitir essas dúvidas e incertezas só lapidaram ainda mais o diamante bruto que é o seu talento e o transformou em um homem ainda mais forte. // Não é de se espantar que ele tenha recebido a alcunha de camaleão. “Um camaleão musical que se transforma a cada novo som”, disse a NME. // O que foi facilmente confirmado ao longo de cada faixa. //


Elionai: Parte de toda essa emoção, ao meu ver, Duda, é por conta da história que esse álbum trouxe e você mencionou. // Na primeira parte dessa história, de uma forma animada e descontraída, JK compartilha histórias sobre se apaixonar e se manter firme em um relacionamento. A faixa de abertura “3D” , com participação de Jack Harlow , retrata um amor ao som do pop dos anos 2000, enquanto o primeiro single, “Seven”, transmite uma sensação romântica (na versão leve) e sensual (na versão explícita) com batidas de UK garage. // Olhando para trás, fica claro que “Seven” foi um indício das ideias e valores que nortearam a criação de Golden. A versão explícita existe para explorar as nuances que surgem do amor compartilhado entre duas pessoas. Apesar de ser uma história tão antiga quanto o tempo no mundo da música pop, a indústria musical sul-coreana, com raras exceções, de alguma forma sempre pareceu evitá-la até que essa música explodiu de uma forma estrondosa. //


Eduarda: Gente, era inevitável mencionar Jungkook sem associá-la à medida que era impossível comentar sobre a construção sonora sem mencionar a coreografia que compõe a performance. // Isso, meus amigos, é o que podemos chamar de genialidade. //


Elionai: Sim, é exatamente sobre isso! Até hoje é muito difícil “Seven” e Jungkook não estarem vinculados. // A questão aqui é que através de Golden ele só reafirmou algo que o ARMY já sabia: ele realmente é um artista completo. Seja por meio do canto, dança ou produção, ele sempre nos entrega qualidade e autenticidade. //


Lunna: E vamos ser sinceras? “Seven” não é só incrível em nível artístico, eu amo o fato que ela veio para quebrar de vez aquela imagem que muitas pessoas ainda pintavam Jungkook, mesmo que ele seja um homem adulto a muitos anos. // 


Eduarda: Concordo, muita gente ainda o colocava no papel de garoto inocente. // “Quantos anos eu tenho?”, disse ele. “Se você conseguiu perceber a maturidade, então isso é bom”, acrescentou em entrevista à GQ. // Essas foram suas palavras, e elas já dizem tudo. Ao meu ver, essa era uma das principais missões do álbum: quebrar de vez uma imagem que já não o pertencia há muito tempo. // 


Lunna: No entanto, como sabemos, a sua missão e destaques não param em “Seven”, certo? //


Eduarda: Sim, com certeza! Se analisarmos bem, as faixas de Golden seguem o curso emocional que um relacionamento percorre: as primeiras faíscas de amor em “Closer to You” e “Yes or No”, a confiança transbordante em “3D” e “Standing Next to You”, as profundezas do desespero em “Hate You” e um final devastador em “Too Sad to Dance” e “Shot Glass of Tears”. E isso é refletido de forma bem evidente nas performances. Seja pelo uso excessivo e proposital de peças mais escuras, pela disposição na qual os dançarinos ficam espalhados no palco ou pelo uso de diferentes lentes no MVs de “Seven”, “3D” e “Hate You”, cada detalhe conta uma história e tem um porquê. //


Elionai: Acho que é muito interessante deixarmos essa informação em evidência também: // Apesar de Jungkook não ser creditado como compositor ou produtor, ele se inspirou em seus gostos musicais para escolher boas músicas e, a partir daí, selecionar grandes produtores e compositores que contribuíram para a construção dessa obra atemporal. // Como mencionamos até aqui, já que o álbum é “dividido” em duas partes, agora nos cabe adentrar na segunda. Vamos lá? //


Lunna: Deixa comigo, Eli! // A segunda metade de Golden retrata sentimentos muito mais intensos, tipo aqueles que surgem após uma desilusão amorosa e a luta para superar um término. Seus destaques atemporais são “Hate You” – uma balada, ao piano, coescrita por Shawn Mendes na qual nos passa a impressão de que o narrador, representado por Jungkook, se força a odiar uma ex para tornar as coisas mais fáceis na hora de superar o fim do relacionamento. E, em “Too Sad To Dance”, por vezes, ela nos permite mergulhar num mar de letras clichês, o que faz parte da sua essência e, de forma proposital, tanto as melodias suaves como a interpretação de Jungkook, nos ambientam da história ali contada. // 


Elionai: O que torna tudo ainda melhor é que todo esse sofrimento e solidão que são transmitidos não ficam apenas nítidos mas se tornam palpáveis. No fim das contas, todos nós chegamos a uma certeza inquestionável: Golden captura a versatilidade de Jungkook, seus vocais carismáticos e seu irresistível apelo pop em 10 músicas fáceis de digerir, prontas para o sucesso comercial e, o mais importante, profundamente simbólicas. // Por isso, não é de se espantar que a NME reconheceu que “a década de 2020 encontrou seu rei do pop” e que esse foi o álbum que garantiu a ele esse trono. //


Lunna: Quanto a isso não se tem dúvidas, Eli! // Porém, como já era de se esperar, tivemos diversas reações ao álbum, sejam elas boas ou ruins, por N questões (como a dele cantar em inglês). O fato é que muitas pessoas gostaram de apreciar essa nova faceta do Golden Maknae. Afinal, ele é sempre comprometido com tudo que diz gostar, ele se esforçou num nível que chegou a encher o Namjoon de orgulho. Sim, ele agora speaks english very well, muito very well. //


Eduarda: Posso jogar algumas verdades na cara? // Muitos podem tentar e até conseguir cantar pop, K-pop, R&B, jazz, reggaeton. Mas, ter o poder de transitar com naturalidade entre esses e muitos outros gêneros sem deixar de lado sua essencial, é para poucos, então falem o que quiserem, mas Jungkook é um artista enorme e além do seu tempo. // Eu, particularmente, só conheço sete pessoas capazes de fazer isso - eles se autodenominam “Aliens”, será que vocês conhecem? //


Lunna: E já que estamos falando em desempenho, vamos falar de números, os charts! // Quando falamos em desempenho e alcance internacional, o BTS lidera. Afinal, são recordes atrás de recordes. Eles mesmo batem, aumentam o sarrafo e, pra variar, vão lá e se superam. Quando falamos em impacto comercial, sabemos que Golden entrou para a história como o álbum de estreia - de um artista solo masculino - mais vendido da década e permaneceu por mais de 130 semanas consecutivas no chart global semanal do Spotify. //


Elionai: E não para por aí. // Rhian Daly, da NME, os mesmos que o aclamaram rei do pop da geração, atribuiu nota 4 de 5 ao projeto. // A estrutura do álbum em si recebeu uma enxurrada de elogios. De forma geral, a crítica especializada elogiou a divisão da narrativa em duas partes: a primeira voltada para um amor mais romântico enquanto a segunda se detém a explorar baladas mais maduras, superações após términos e, num geral, sentimentos mais intensos. // 


Eduarda: Além disso, de acordo com a Hanteo Chart, um dos maiores rastreadores de vendas da Coreia do Sul, Golden vendeu mais de duas milhões de cópias em seu primeiro dia, estabelecendo um novo recorde para o maior número de vendas de primeiro dia por qualquer solista coreano na história. E, respirem… pois ainda não acabou. // O álbum entrou nas tabelas musicais de 14 países, alcançando o primeiro lugar na Coreia do Sul, Lituânia e Japão. Também atingiu o top dez na Austrália, Nova Zelândia, Irlanda, Itália, Escócia, Alemanha e Países Baixos. No Reino Unido, estreou no terceiro lugar, tornando-se a maior posição alcançada por um solista coreano na história. // Em resumo, o que se tem é um cenário onde Golden, vamos assim falar, preparou o terreno com avaliações favoráveis e marcos simbólicos para o que viria. Nesse sentido, não é de se espantar que seus dois singles promocionais atingiram, em pouquíssimo tempo, o topo da Billboard Global 200 e quebraram múltiplos recordes de streaming, simultaneamente. O sucesso tem nome e sobrenome: Jeon Jungkook. // 


Elionai: Devo dizer que fico muito feliz de ver Golden chegar tão longe, eu sei que quando falamos dos meninos o sucesso já é meio que esperado, afinal eles se entregam de corpo e alma, e eles são o BTS, sabe? // Mas, é interessante como ARMY, ver que neste álbum Jungkook pôde colaborar com criativos pop internacionais de renome, cantar músicas inteiramente em inglês para o mundo todo e, no fim, ser reconhecido como um artista que pode exibir seus gostos musicais sem medo de sofrer bloqueios criativos. Uma coisa é fato: o artista define seu próprio significado de sucesso e para Jungkook esse sucesso não deve ser determinado pela perspectiva, escolhas ou aprovações dos outros. Na entrevista para a Weverse Magazine ele disse querer: “Simplesmente experimentar satisfação pessoal, ser feliz, enfrentar dificuldades, sentir frustração — acho que em todos esses momentos, o 'sucesso' está sempre presente”. Assim, Golden não é apenas uma história de sucesso em si, mas o retrato de uma trajetória árdua e um vislumbre da satisfação, felicidade, dificuldades e frustrações que estão por vir. Afinal, a vida é isso. E, para ele, quando alguns acontecimentos se repetem de uma forma não planejada, está diante de uma aposta que não pode perder. //


Eduarda: E é assim, ARMYs, que Golden se consolida como a peça que faltava, ou melhor, o elemento principal que transformou a voz de rouxinol do nosso Golden Maknae num verdadeiro rubi que não teme o desgaste do tempo. // Muito pelo contrário, sua arte, força de vontade e talento se tornam ainda mais preciosos, raros e valiosos a cada dia. // E, se me permitem, assim como Golden, tivemos uma experiência similar com Arirang, que também trouxe uma profundidade e maturidade artística ao BTS, ou melhor o BTS 2.0. //


Lunna: E eles frisam isso, né? Realmente o que temos aqui, meus caros, é uma era em que o BTS se renovou como artistas. E eles querem que vocês saibam disso, que saibam que estão assistindo, apoiando e consumindo um BTS atualizado, melhorado, renovado, evoluído... Um BTS 2.0. //


Eduarda: Exato, Lu. // Enquanto o ouro simboliza o ápice da conquista individual e o reconhecimento global, a mística da canção folclórica representa o reencontro com a identidade, a resiliência coletiva e o retorno ao lar espiritual. Assim, a união dessas duas eras prova que o verdadeiro sucesso não reside apenas em tocar o topo do mundo, mas na capacidade de cruzar as montanhas da vida sem esquecer das próprias raízes. // E com essa mensagem chegamos ao fim do nosso episódio, foi um prazer imenso e brilhante ter vocês aqui comigo, meninas, assim como é um prazer ter vocês, ouvintes, nos acompanhando por mais uma episódio especial. //







ESPAÇO RESERVADO PARA OS ORADORES CONVIDADOS SE DESPEDIREM E AGRADECEREM.

ORDEM: 


FALA FINAL: Obrigada, mais uma vez, pelo episódio de hoje. Eu agradeço a cada um dos oradores e todos que participaram como ouvintes, vocês são incríveis. // Não se esqueçam de ouvir os trabalhos do grupo e também os individuais, afinal o BTS é um todo de SETE. // Dar stream em nossos favoritos não é obrigação, é prazer. Ouvir e sentir o que eles têm a nos dizer é extremamente prazeroso. // Bom, esse é o meu momento influencer do PODARMYS, ou seja, compartilhem a ep, favoritem e indiquem para mais armys. // Quero lembrar novamente que o pod é um lugar para você se sentir bem, lugar de conforto e encontro. // Então, se você tiver alguma sugestão ou gostaria que algum tema fosse abordado, ou simplesmente gostaria de ser ouvido, pode enviar mensagem na nossa DM, sinta-se em casa! // O pod foi feito de ARMY para ARMY e vocês sempre serão bem vindos. // Aguardamos vocês no próximo episódio.






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