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ROTEIRO "PODARMYS" – PROGRAMA N° 46 "HOTS VOL.1"

podarmys
20 de out.
18 min de leitura

ROTEIRO "POD_ARMYS" – PROGRAMA N° 46 "HOPE ON THE STREET"

Gravação no Streamyard (Sábado, 29/08)

Lançamento no Spotify 20h BRT

(19/09)



Host: Elionai dos Santos (PA) || Co-Host: Lunna Progenio (PA) 

Oradora: Anna Lua Major (PA)


Convidados: 


Anfitrião: PODARMYS


Redação do Roteiro: Julia Pimentel

Roteirista Responsável: Elionai dos Santos

Apoio de roteiro: Juliana Souza

Supervisão: Maria Eduarda Avelino

Ajustes finais: Maria Eduarda Avelino 

Revisão: Ana Lua Major




ROTEIRO


CHAMADA FIXA PARA O EP: Boa tarde, quase um boa noite! Sejam bem vindos, ARMYs de todo o país e até do estrangeiro! Começa agora o programa feito de fã para fã, com muito amor e carinho. Que você se sinta acolhido e confortável para conhecer este projeto lindo que foi feito para você, que sempre desejou falar e saber mais sobre o BTS. Começa agora o PODARMYS! QUER FALAR ARMY? 


TÉCNICA – Colocar alguma frase dos meninos ou até mesmo um trecho de alguma música. Escolher a música de acordo com a temática do programa.



Elionai: Olá ARMYS, é um prazer imenso estar aqui mais uma vez com vocês, para compartilhar o amor, a admiração e informações, tendo como foco central, o BTS. // Pra quem não me conhece eu sou Elionai dos Santos, mas pode me chamar de Elly do POD haha e estou aqui hoje, em família, com a Eduarda e a Anna Lua Major para apreciar, detalhar e exaltar mais uma obra de arte solo do nosso J-Hope. Sejam bem-vindas, meninas!


Lunna: Obrigada Elly! Oi ARMYS, como vocês estão? Espero que estejam animadas assim como eu para  acompanhar nosso solzinho em uma caminhada maravilhosa. // Eu sou a Lunna e serei, assim como as meninas, guias nesse caminho repleto de nostalgias e experiências significantes da vida do J-Hope e consequentemente nossas.


Lua: Olá Armys e meninas, é uma honra estar aqui mais uma vez e claro que já calcei meu tênis, coloquei uma roupa confortável e meu fone de ouvido com “Every time I look, Every time I love, Every time I hope, As always, for us” de fundo, para participar dessa experiência incrível. // Pegue suas coisas e, por favor, nos acompanhe. Let's go!


Elionai: Estamos em uma  rua, um caminho pelo qual nos locomovemos para diferentes locais e conforme repetimos o trajeto, nossos rastros mudam as coordenadas dessa rota. // Chegamos em Hope On The Street Vol. 1 e essa rua retrata o palco onde Jung Hoseok começou a dançar, também é possível vê a fase de transição entre o trabalho que faz como integrante do BTS e seu debut na era solo, em sequência,  o ingresso no exército e sua jornada contínua como artista. // Podemos ver as inúmeras nuances do J-Hope e todas são símbolos da arte, não é DUDA?


Duda:  Sim, é tudo tão surpreendente, incrível e maravilhoso. //  Meus passos chegaram a 18 de fevereiro de 2024, e, embora Jung Hoseok

estivesse no meio do cumprimento de seu serviço militar, revelou que havia preparado uma surpresa para o ARMY. // Vocês lembram? Do  jeito bem descontraído e mais J-Hope possível, ele nos surpreendeu não uma, mas duas vezes? // Foi através desse anúncio que descobrimos que ganharíamos, tanto um álbum, como uma docusérie para apreciar e matar a saudade durante o período de hiato. // Foi um presente muito precioso mesmo, ainda sinto o abraço quentinho que foi esse albúm.


Lua: Sim, Duda, acho que toda ARMY, J-Hope Utt sentiu um conforto e alívio de saudade com esse presente. // É admirável imaginar que mesmo em meio à todo o caos do alistamento obrigatório, ele ainda reservou um tempo para demonstrar seu carinho ao fandom,  compartilhando músicas que contextualizam sua origem e explicam sua conexão inabalável com o mundo da dança. // Lançado em 29 de março de 2024 em todas as plataformas digitais, Hope On The Street Vol.1, inclui músicas novas e versões repaginadas de canções já conhecidas, como a versão solo de "on the street" e um remix bem contagiante de "what if...", que eu simplesmente amo.


Elionai:  Eu vejo esse álbum quase como a biografia do J-Hope, eu sinto a alma dele, a essência e toda a construção da carreira e do artista que ele se tornou, me inspirando com a proximidade que a música dele traz. // Como nós sabemos, Jung Hoseok começou na arte através da dança e isso é bem representado nos versos de "Chicken Noodle Soup". // Não é de se espantar que durante o ensino fundamental, mesmo tão jovem, tenha conquistado reconhecimento em várias competições locais. // Em outras palavras, apesar da pouca idade, ele já era considerado um verdadeiro Ás - um dançarino nato e especialista em todo e qualquer gênero que se propusesse a aprender. // Um gênio habilidosíssimo. 


Lunna: Sim, é admirável a forma que ele aprende, cria e produz arte em toda a carreira dele. // E seja em faixas mais antigas como "Hip Hop Phile" (do álbum Dark & Wild) ou recentes como “on the street”, é perceptível, a gratidão e amor que o Jung Hoseok tem pelo hip hop old school. // Ele não cansa de enaltecer o gênero  que o acompanhou desde a infância e, de certo modo, abriu às portas para o sunshine que conhecemos através do BTS. //  Uma coisa é fato: ele absorve cada canção de uma forma tão única que elas se enraízam em cada canto da sua mente e estão presentes em cada centímetro do seu corpo. 


Lua: Realmente Duda, ele é a própria música, dança e ritmo.  // Mas, para compreendermos quem é J-Hope, precisamos saber quem foi o menino Jung Hoseok. // Antes de entrar para a Big Hit, ele morava em Gwangju, estudava na Academia de Música local e participava do cenário underground como o membro mais novo do Neuron Crew - uma equipe de dança focada no street dance. // J-Hope construiu uma reputação por suas habilidades únicas em popping, locking e b-boying, e isso o levou a fazer um teste para a Big Hit, onde foi aceito e, posteriormente, inserido no programa de treinamento. // E ainda bem, né Elly? 


Elionai:  Com certeza, não consigo imaginar um BTS sem J-Hope, ele é parte fundamental da energia do grupo e até do ARMY. // A Big Hit sabia o que estava fazendo quando trouxe um dançarino disciplinado e dedicado para a equipe. // Smile Hoya, nickname usado pelo mesmo nas competições de rua, tinha a dança como seu foco principal, no entanto,  com o tempo, ele também começou a desenvolver habilidades vocais e o resultado vocês já sabem: // ele saiu da condição de um trainee que não sabia por onde começar e se consagrou como rapper, compositor, dançarino e produtor musical. // Uma verdadeira inspiração.


Lunna: Realmente Elly, afinal, ele não só inspira os fãs como também inspira muitos novos artistas da indústria musical. // J-Hope também foi inspirado por artistas de hip hop e pelo cenário underground coreano, ele usou essas inspirações para construir sua persona artística, e com o tempo, essas escolhas foram atribuindo mais ritmo e fluidez ao seu senso musical. // Portanto, ao analisar um pouco, percebemos que, tanto o álbum como a série documental, são como cartas de amor à cultura street dance e representam um mergulho ou, talvez até mesmo, um retorno às suas origens. 


Lua: Verdade Duda, até porque, durante cada um dos seis episódios da docusérie Hope on the Street, que estreou em 28 de março de 2024 na Prime Video, ele celebra a dança de rua como seu primeiro amor, sua primeira paixão artística, o alicerce de sua carreira e um meio universal de se conectar com pessoas e sentimentos. // E no álbum Hope on the Street Vol. 1, lançado junto com a produção audiovisual, essa sinergia é confirmada. // 


Elionai: Inclusive, a Hybe, em um comunicado à imprensa, informou exatamente isso, ela afirmou que o álbum realmente explora as raízes criativas de J-Hope. // E como falamos anteriormente,  antes de estrear com o BTS, Jung Hoseok foi membro do grupo underground de street dance chamado Neuron. // Sua colaboração com Gaeko e Yoon Mirae, na faixa homônima do álbum, presta homenagem àquela época de sua vida. // E a partir disso,  conseguimos notar que a natureza colaborativa do projeto reflete a origem daquele menino que fez da dança seu lar e usa a arte, diariamente, como ferramenta de transformação. //


Lunna: Nesse contexto, chegamos a duas conclusões que se correlacionam: a docusérie pode ser interpretada como um prenúncio do que já veríamos no álbum ou o próprio álbum já seria uma extensão do que fora retratado no documentário. // No entanto, independente de quais conclusões adotemos, uma coisa é fato: através desses projetos ele pode visitar vários locais, explorar inúmeras cidades e se inspirar nos dançarinos de rua que ocupam esses espaços. // E ele foi muito feliz nessa produção, é perceptível. //


Lua:  Sim, ele parece feliz e nostálgico enquanto produz, dança e canta cada faixa, vocês não acham? . // E sobre a arquitetura sonora do álbum, nas palavras de Kang Ilkwon para a Weverse Magazine, Hope on the Street Vol. 1 “é uma aula magistral de como equilibrar o apelo de massa com uma exploração mais profunda de gêneros específicos. // Nele, as ambições que J-Hope transmite são simples e podemos ouvir o quanto ele é genuíno sobre: seu amor eterno por suas raízes artísticas na dança de rua, orgulho por si mesmo como dançarino, respeito e dedicação ao rap/hip hop, e dedicação sincera aos fãs que o apoiaram em cada passo e em cada nota de cada música”. //

Elionai: De fato, em Hope On The Street Vol.1, Jung Hoseok relembra onde começou, abre o coração e fala sobre os sentimentos vivenciados durante a jornada que trilhou tanto pré quanto pós debut, // fazendo planos para o caminho que está prestes a trilhar enquanto explora gêneros como o hip hop old school, boom bap, funk e R&B para criar uma atmosfera nostálgica que conecta passado e presente. // Mas antes de mais nada, preciso destacar que as composições, dentro e fora do BTS, possuem estruturas rítmicas fortes, ideais para coreografia. // 


Lunna: E isso só é possível, graças a visão macro dele, pois J-Hope constrói  cada arranjo para se encaixar perfeitamente nos conceitos da dança explorada. // E, isso não é de hoje, em canções como “Boy Meets Evil” e “Outro: Ego” já conseguimos identificar essa tendência. // E embora Arirang integre a discografia do BTS nesta nova fase, pós dispensa militar, também podemos afirmar que durante a era solo é possível notar indícios do que viria a dar origem ao que vemos hoje. //  Em canções como “on the street”,  “I wonder” e “I don’t know” conseguimos identificar a pegada pop, R&B e funk que servem como laboratório para a consolidação de novas sonoridades dentro do BTS. //


Lua:  Por isso, é possível afirmar que esse lado mais maduro e experimental,  do J-Hope, influenciou diretamente a gestão criativa do grupo, fortalecendo tanto a concepção das canções quanto a escolha dos conceitos explorados nesta nova era. // E a maior prova disso é a faixa “they don’t know ‘bout us”, co-escrita por ele em conjunto com RM, Suga e Jimin, que expande a temática das músicas de amor e abre espaço para a vulnerabilidade que já vinha sendo desenvolvida em projetos anteriores. // Mas deixando Arirang um pouco de lado, vamos analisar as faixas de Hope On The Street Vol. 1?


Elionai: Let´s Go! A primeira música que chama a atenção da maioria dos ouvintes que  abrem a playlist pela primeira vez é "NEURON". // Grafada em caixa alta, a sexta e última faixa conta com a colaboração dos artistas coreanos, Gaeko e Yoon Mirae, que adicionam uma camada tentadora de rap ao projeto. // J-Hope abre a faixa com versos roucos que prende o ouvinte imediatamente, enquanto Gaeko pontua a música com seu fluxo afiado e denso, e Yoon Mirae encerra tudo com um rap eufórico. // Fazendo jus a magnitude da canção, seu  título é um trocadilho triplo, aludindo a célula principal do sistema nervoso, ao nome do ex grupo e às palavras "New run", que significam um novo começo. //


Lunna: E não para por aí, as camadas que constroem a faixa tem semelhanças superficiais com "on the street", porém seu arranjo mais complexo a faz se destacar naturalmente. // Ao combinar o som boom bap, predominante do hip hop da Costa Leste, com um rap pop melódico e incluir um som geralmente visto no hip hop da Costa Oeste  no refrão, torna “NEURON”, uma infinidade de compassos diversos e cativantes. // Como disse Kang Ilkwon da weverse Magazine, “o single é uma carta de amor incomparável de J-Hope ao hip hop”. // Com isso, já conseguimos entender um pouco do que  Jung Hoseok buscava explorar neste projeto. //


Lua:  E é só o começo da análise, meninas. Em "I wonder...", ele constrói uma fusão habilidosa de funk e electro pop impulsionada por uma produção sonora brilhante com o apoio dos vocais precisos de Jungkook.  // Essa combinação é o reflexo de seu amor incondicional pelos fãs, assim como, seus sentimentos um pelo outro.  // Em seguida, temos "lock / unlock" - colaboração com Benny Blanco e Nile Rodgers - onde ele enfatiza as bases compartilhadas de funk das duas faixas anteriores. // Embora a faixa seja mais dançável e a mais próxima das definições padrão do funk, a textura das seções rítmicas das faixas anteriores é comparável, dando a impressão de duas partes da mesma música. //


Elionai: Como se ele estivesse expressando humores distintos em tempos diferentes, é fascinante Lua. // A combinação do vocal de Benny Blanco à guitarra de Nile Rodgers complementam os vocais de J-Hope, tornando a faixa cheia de adrenalina. // E gradativamente aumenta o ritmo do álbum, culminando na faixa, "I don't know", colaboração com Huh Yunjin, vocalista do LE SSERAFIM. // O estilo deep house brilhante, composto por batidas suaves, linhas de baixo profundas, melodias complexas e uma atmosfera introspectiva e sofisticada, quando unido a performance do J-Hope e o monólogo e vocais em francês da Huh Yunjin criam uma atmosfera encantadora e absolutamente requintada. //


Lunna: E não podemos, no entanto, encerrar essa análise sem destacar as versões recém-mixadas de músicas de projetos anteriores que fizeram muito sucesso como "On the street" e "What if...". // A versão solo de "On the street", por exemplo, mostra J-Hope como um artista preenchendo o espaço onde J. Cole já se apresentava, com versos e raps cheios de letras novas e inteligentes. // Segundo a Weverse Magazine, essa faixa é uma homenagem ao street dance, representando suas raízes, os lugares por onde passou, a inspiração que o impulsiona ao próximo nível e uma forma de enaltecer o local que continua lhe dando grandes lições de vida até hoje. //


Lua:  E se pararmos pra refletir, tudo isso envolto nessa versão, nos proporciona uma segunda chance de experimentar uma música pela qual já somos apaixonados. // Inclusive, a frase mais marcante do álbum vem desses novos versos, pois ao mencionar que há uma diferença entre conhecer o caminho e trilhá-lo, Jung Hoseok joga luz sobre um tema que muitas vezes temos dificuldade em falar. // No MV seu personagem assume o papel de um indivíduo que admite que, às vezes, na vida, achamos que já sabemos exatamente como alcançar o que queremos, mas, na realidade, colocar esse plano em prática é uma questão completamente diferente. //


Elionai: E por último, porém não menos importante, temos a queridinha de boa parte dos fãs, "What if...". // A canção foi apresentada no álbum Jack In The Box (2022), inclusive já falamos dela aqui no EP 40, e é trazida agora como uma mixagem de dança, sampleando a icônica "Shimmy Shimmy Ya" do falecido Ol' Dirty Bastard. // Segundo a Weverse Magazine, “em um vai e vem exagerado entre hip hop nova-iorquino e eletrônico, sem perder o controle do original de alta octanagem”. // A novidade neste remix são as contribuições do cantor, compositor e produtor JINBO, cujas adições tanto apoiam a visão de Jung Hoseok quanto proporcionam uma pausa refrescante própria. //


Lunna: E para entender de que forma JINBO contribui, vou guiar vocês, por um breve segundo, a profundidade do seu trabalho. // Ele é um dos poucos artistas na Coreia que compreendeu completamente o neo soul e o hip hop soul, os utilizando em uma carreira que está sempre oscilando entre hip hop, R&B e K-pop. // Como consequência, seus vocais suaves e cheios de alma são o equilíbrio perfeito que contrastam com os raps profundos e incrivelmente rápidos do Jung Hoseok, transmitindo uma sensação de leveza ao final da canção. // No fim, Hope on the Street Vol.1 é uma carta de amor a tudo que o transformou em quem ele é e a prova de que ele nunca vai esquecer isso. O que de certa forma é muito bonito de se ver. //


Lua:  Com certeza, Duda e eu amo a forma como o J-Hope tornou uma ode musical à dança, com faixas vibrantes e diversas cheias de habilidade, em algo maravilhosamente profundo e expandido musicalmente. // E se voltarmos o olhar para a docusérie, é perceptível sua história de amor pela dança e em paralelo temos o início de uma nova jornada. // Em uma entrevista ao BTS Japan Fanclub (2013), ele disse que a escola onde eu frequentava tinha aula de dança de 30 minutos pela manhã, eles exibiam um vídeo de dança, e os alunos copiavam como exercício, e que os amigos dele sempre o elogiavam, dizendo que ele era muito bom. //


Elionai: E meninas, compreender esse processo de formação e amadurecimento musical, analisar desde o início da trilha,  nos ajuda a entender, com mais detalhes, como esses treinos no recreio se tornaram uma paixão e possibilitaram o quadro completo de impacto global da cultura street dance através do projeto visual do J-Hope. // Fazendo uma retrospectiva rápida, ele começou a praticar movimentos em casa e improvisar em shows de talentos locais. // No sexto ano, ele disse aos pais que estava levando isso a sério e foi matriculado na Academia de Dança local. // Enquanto estava na Academia, entrou para o Neuron, construindo uma reputação sob o nome "Smile Hoya". //


Lunna: E Elly, embora ele não faça mais parte do Neuron, ele insiste em reconhecer aquela célula como uma das partes mais influentes de sua carreira. // E por causa disso homenageou sua antiga equipe tanto na faixa final do álbum quanto no capítulo final da docusérie ao “retornar” para Gwangju e dançar lado a lado com eles. // J-Hope nunca perdeu sua mentalidade dedicada e isso se acentuou ainda mais na época de trainee. // Mas, como revelado na docussérie Burn the Stage (2018), o treinamento e a dieta se tornaram desgastantes emocional e fisicamente, levando-o, em um dado momento, a cogitar deixar o grupo. //



Lua: Verdade Duda, lembro que ele revelou durante um segmento do You Quiz on the Block (2021), que não conseguia fazer as coisas que queria fazer, pois para ser honesto, ele queria jogar, sair com os meninos e ficar com a família e foi difícil abrir mão de muitas coisas nessa perspectiva. // O que é totalmente compreensível, e ele ficou intensamente estressado que comprou uma passagem só de ida para Gwangju. // Mas, no fim das contas, a irmandade e o amor pela música lhe deram coragem para continuar. // E após quase 10 projetos com o BTS, ele lançou sua mixtape de estreia, Hope World, em março de 2018. // O POD fala sobre ela no EP 37, vocês ouviram, né?


Elionai: Se não ouviram, assim que possível, corre lá no spotify para ouvir. // Em uma entrevista para à revista Time, após o lançamento da mixtape, J-Hope fala que sua fantasia sempre foi fazer um videoclipe e se apresentar com a  própria criação musical. //  Ele queria colocar a própria história na música e compartilhá-la com o mundo e finalmente conseguiu. // Antes não foi possível, porque embora quisesse se aprofundar em sua arte sentia uma certa dificuldade, mas aos poucos, foi conseguindo desenvolver seu som e depois de passar por faixas como "Outro: Ego", ele estava pronto para lançar sua história. // E ele assim o fez, com Jack in the Box e Hope on the Street Vol. 1. //


Duda: E a história do J-Hope é lançada com várias nuances. Em Hope World ele destaca um universo mais colorido, um retrato da sua alegria dentro do BTS. // Em Jack in the Box, ele traz temas mais complexos e mostra que performar alegria é uma escolha diária, mas assim como nós, ele também tem camadas sombrias e que merecem ser exploradas. // Já em Hope on the Street Vol. 1 ele pinta a imagem completa do fenômeno J-Hope: parte músico, parte dançarino. // Mas, para entendermos como ele estruturou esse projeto, precisamos compreender quais são suas referências no meio musical, certo?


Lua: Sim, uma das primeiras influências musicais de Jung Hoseok foi, é claro, J. Cole. // O rapper inspirou o título de sua mixtape e, em 2022, foi homenageado novamente em "Born Singer", canção presente em Proof (2022). Em entrevista à Variety (2023), ele afirmou “Ele é meu ídolo".  // Assim, um encontro era necessário e quando ambos estavam programados para se apresentar no Lollapalooza, Jung Hoseok aproveitou a oportunidade. // Desde que se conheceram, J-Hope não conseguia parar de pensar em como seria ótimo se pudessem fazer música juntos e foi a partir desse desejo que a maravilhosa “On the street” nasceu. //


Elionai: Como mencionado em entrevista à Variety, o conceito de "street" tornou-se uma metáfora para a vida, pois a rua é onde as pessoas podem realmente encontrar e sentir vidas reais de pessoas. // É o lugar onde J-Hope aprendeu a dançar, onde desenvolveu um amor pela música e construiu uma admiração genuína por artistas como J. Cole. // On the street é o empurrão para a produção de Hope on the Street Vol.1. // No final de 2023, cada um dos membros do BTS havia se alistado no serviço militar obrigatório. // Mas mesmo durante a pausa do grupo, Jung Hoseok conseguiu oferecer um anúncio surpresa de Hope on the Street através de uma montagem de vídeos de dança. //


Lunna: Como já mencionado, a série documental e o álbum acompanham a jornada de autodescoberta do J-Hope junto ao seu ex-instrutor e amigo, Boogaloo Kin, enquanto dançam pelas ruas de Osaka, Seul, Paris, Nova York e sua cidade natal, conhecendo outros dançarinos. //  Depois de anos quebrando recordes e fazendo história como membro do BTS, foi uma chance de olhar para trás e compartilhar sua história, e como ele mesmo disse, a resposta sempre esteve na canção e na dança. // O álbum nas paradas da Billboard, não representa apenas um sucesso comercial, é, sobretudo, um retorno simbólico às raízes que moldaram sua trajetória artística. //


Lua: É necessário destacar, Lunna, que ambos os lançamentos estão conectados, e isso, por si só, já justifica o fato de que os nomes de cada episódio da série documental são os mesmos das faixas presentes no álbum. // Durante cada um dos episódios, ele relembra o passado, fala sobre seu presente e vislumbra planos para o futuro, dança suas músicas, faz freestyles, conversa com dançarinos profissionais e experimenta novas técnicas. // E a crítica afirmou que, aqueles que foram apresentados a seus trabalhos anteriores, sejam fãs ou não, conseguem identificar características típicas dele à medida que são apresentados a uma nova face do J-Hope. //


Elionai: Seguindo essa lógica, Lua, ouso acrescentar que a palavra-chave deste projeto é reinvenção. // É essa capacidade de se reinventar, entregando projetos com perspectivas e conceitos diferentes, enquanto mantém seus pontos característicos, que o ajuda a construir sua autobiografia através de cada verso e em cada coreografia. // O resultado disso é obviamente positivo, Jung Hoseok enfrentou uma enxurrada de comentários que o incentivou a explorar com mais intensidade essa nova pegada e mergulhar em outros gêneros ainda não experimentados. // 


Lunna: Chego a conclusão, Elly, que Hope on the Street Vol. 1 consolida J-Hope como um artista em constante evolução, alguém que não apenas revisita suas origens, mas as transforma em combustível para novas criações. // A recepção calorosa do público e da crítica confirma que sua busca por autenticidade e inovação encontrou eco e abrigo entre os ouvintes. // O projeto transcende o formato de álbum e série documental, se consagrando como um manifesto artístico sobre movimento, identidade e autodescoberta. // Ao unir passado, presente e futuro em uma narrativa dançada e cantada, ele reafirma que sua arte é, acima de tudo, uma celebração da reinvenção. //


Lua: Verdade, Lunna, o projeto reafirma a conexão do J-Hope com a cultura do street dance e com o ambiente que o formou antes mesmo do BTS, funcionando como uma celebração da essência que o impulsionou a se tornar quem é. // Ao revisitar onde tudo começou, ele não apenas revive o início de sua jornada, mas também reforça a mensagem de continuidade e seu legado dentro da dança e da música. // O impacto do relançamento em vinil, que gerou um aumento de 1.771% nas vendas, mostra como o público reconhece e valoriza essa volta às origens. //


Elionai: Em outras palavras, Hope on the Street Vol. 1 simboliza o reencontro de Jung Hoseok com o espaço onde tudo começou: a rua, o ritmo, o movimento. // É um lembrete de que, mesmo após anos de evolução e conquistas, ele continua fiel às bases que o inspiraram. // No fim, essa retomada às origens não apenas reforça sua autenticidade, mas também prepara o terreno para uma reflexão mais ampla sobre o impacto e o significado deste projeto dentro de sua trajetória artística. // Ao compreendermos o álbum como um elo entre passado e presente, é possível discutir a consolidação de sua identidade, marcando um novo capítulo de carreira e se consagrando como o futuro J-Hope em Arirang. //


Lunna: Exatamente, porque como foi dito anteriormente, Hope on the Street Vol. 1 é um marco na trajetória artística de J-Hope, não apenas pelo sucesso comercial mas pelo significado profundo que carrega em sua narrativa pessoal. // E esse elo entre passado, presente e comunidade realmente existe no projeto. // Pois ao revisitar suas origens na dança de rua, Jung Hoseok reafirma a importância da cultura que o formou e a coloca no centro de sua obra, celebrando-a como parte inseparável de sua identidade. // 


Lua: E isso é surpreendente, lindo e profundo, pois mais do que um registro musical, o álbum e sua série documental revelam um artista que nunca se afastou de suas raízes. // No final, cada faixa e cada episódio são construídos como capítulos de uma autobiografia em movimento, onde a dança e a música se tornam ferramentas de memória, continuidade e legado. // 

 

Elionai: E isso é realmente artístico, poético e inspirador. // Estamos chegando ao fim da trilha de hoje,  percebendo que Jung Hoseok mostra que sua arte não é só sobre inovação. // É também sobre manter viva a chama que o impulsionou desde o início e compartilhá-la com uma comunidade que cresce junto com ele. // E para mim, é sempre uma honra crescer junto, e estar aqui também compartilhando informações com vocês. //


Lunna: Conversamos muito sobre Hope on the Street Vol. 1, foi um diálogo enriquecedor não só para mim, mas para o ARMY que está ouvindo a  gente. // Passeamos por uma rua longa, bonita, nostálgica e inspiradora e foi muito divertido revisitar o passado com o J-Hope nesse álbum. // Trouxe reflexões importantes que também podemos fazer com nós mesmos e nos inspirar a continuar trilhando nosso caminho. // Muito obrigada e até a próxima. //


Lua: Obrigada POD pelo espaço que temos aqui. // Hoje reafirmamos que o formato de álbum do J-Hope transcende e se consolida como um manifesto de autenticidade, reinvenção e a prova mais cabal de que J-Hope permanece fiel às suas raízes. // Então que possamos sair daqui inspiradas a ser autênticas e disciplinadas para nosso próprio benefício. // Assim como os sonhos do J-Hope dependiam dele, os nossos dependem de nós. Fighting! // 


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ESPAÇO RESERVADO PARA OS ORADORES CONVIDADOS SE DESPEDIREM E AGRADECEREM.


FALA FINAL: Obrigada, mais uma vez, pelo episódio de hoje. Eu agradeço a cada um dos oradores e todos que participaram como ouvintes, vocês são incríveis. // Não se esqueçam de ouvir os trabalhos do grupo e também os individuais, afinal o BTS é um todo de SETE. // Dar stream em nossos favoritos não é obrigação, é prazer. Ouvir e sentir o que eles têm a nos dizer é extremamente prazeroso. // Bom, esse é o meu momento influencer do PODARMYS, ou seja, compartilhem a ep, favoritem e indiquem para mais armys. // Quero lembrar novamente que o pod é um lugar para você se sentir bem, lugar de conforto e encontro. // Então, se você tiver alguma sugestão ou gostaria que algum tema fosse abordado, ou simplesmente gostaria de ser ouvido, pode enviar mensagem na nossa DM, sinta-se em casa! // O pod foi feito de army para army e vocês sempre serão bem vindos. // Aguardamos vocês no próximo episódio.



 
 
 

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