ROTEIRO | EP38: MIXTAPE MONO.
- podarmys
- 1 de dez. de 2025
- 17 min de leitura
Atualizado: 2 de dez. de 2025
ROTEIRO "POD_ARMYS" – PROGRAMA N° 38 “Mixtape Mono.”
Gravação no Streamyard (Sábado, 11/10)
Lançamento no Spotify 20h BRT
(25/10)
Host: Beatriz (PA) || Co-Host: Lunna (PA)
Oradora: Karen (PA)
Convidados: Não há convidados neste episódio.
Anfitrião: PODARMYS
Roteirista Responsável: Gabriela Cândida
Apoio de roteiro: Sânia Penha
Supervisão: Beatriz Nery
Ajustes finais: Beatriz Nery
Revisão: Anna Nascimento / Karen Fernandes

ROTEIRO
CHAMADA FIXA PARA O EP: Boa tarde, quase um boa noite! Sejam bem vindos, ARMYs de todo o país e até do estrangeiro! Começa agora o programa feito de fã para fã, com muito amor e carinho. Que você se sinta acolhido e confortável para conhecer este projeto lindo que foi feito para você, que sempre desejou falar e saber mais sobre o BTS. Começa agora o PODARMYS! QUER FALAR ARMY?
TÉCNICA – Colocar alguma frase dos meninos ou até mesmo um trecho de alguma música. Escolher a música de acordo com a temática do programa.
Host: Beatriz Nery
Co-Host: Lunna
Oradora: Karen
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Beatriz: Hey, ARMYs, como vocês estão? Esperamos que bem, mas se não, que tal viajarmos através de um tema realmente inspirador e revelador para dar uma melhorada nisso? // Eu sou a Beatriz Nery, sua host desse episódio incrível, e hoje te levarei para outubro de 2018, o dia em que RM surpreendeu o público ao lançar Mono., seu segundo trabalho solo. //
Lunna: Será que não tem espaço para mais uma ARMY nessa máquina do tempo, Bea? //
Beatriz: É claro que sim, Lu! // E, se me permitem apresentar… aqui comigo temos a Lunna e a Karen, ambas do PODARMYS, duas das nossas companheiras de viagem nesse episódio incrível. Então, por favor, sejam bem-vindas! //
Lunna: Muitíssimo obrigada!! Vai ser um prazer estar aqui como a co host neste tópico tão incrível! //
Karen: Nem me fale! Eu me sinto realmente animada para relembrar todo o trabalho incrível que o nosso líder fez!! //
Beatriz: E coloca incrível nisso, Karen! // Mono. foi uma mixtape que veio para dar uma guinada no estilo artístico do Namjoon. // Diferente de RM, sua primeira mixtape, que tinha um tom agressivo e visceral, Mono. surgiu como uma obra muito mais introspectiva, minimalista e emocional, que refletia um período revolucionário na sua vida e carreira. // Para vocês terem uma noção, Mono. se destacou pela sua autenticidade assim que foi lançada gratuitamente no SoundCloud. //
Lunna: Ao meu ver, foi um grande momento para o mundo, sabe? Quer dizer, finalmente todos estavam conhecendo quem realmente era RM: uma lenda prestes a explodir a mente de todos (e os corações também). // O próprio título já tem presença. Ele remete a diferentes sensações, evoca uma ideia de algo monocromático por conta da sua estética visual simples e limpa, além de carregar o significado de “solidão”, e esse é um sentimento que permeia toda a obra. //
Beatriz: E o fato de termos um ponto final no título, simboliza algo definitivo, como se fosse uma declaração clara de um estado de espírito. //
Lunna: É exatamente sobre isso, Bea! // Esse lançamento realmente marcou uma fase de novos ciclos, e eu vejo isso tudo como um grande e corajoso ato artístico. // Foi em novembro de 2017 que Namjoon mostrou desejar se reformular como artista pela primeira vez, transmutando seu nome artístico RM, que antes era ‘Rap Monster’, para o que hoje conhecemos como ‘Real Me’, meu verdadeiro eu… // Seguindo esses passos, em outubro de 2018, em algumas declarações sobre Mono., ele mesmo admitiu sentir medo de ser julgado ao experimentar cantar mais do que apenas rimar, afastando-se do estilo dele como rapper que os fãs conheciam. Ao mesmo tempo, esse salto representou coragem e a busca por um espaço criativo próprio, onde pudesse expressar sua vulnerabilidade sem filtros. // E claro, a importância de Mono. na discografia solo do RM e na influência do BTS não pode ser subestimada. //
Karen: Sem contar que, ali, o Nam teve a chance de mostrar um lado mais humano, calmo e reflexivo, em contraste com a grandiosidade e intensidade da carreira do grupo naquele momento. // Para os fãs, foi a prova de que Namjoon era um rapper brilhante e o líder carismático do BTS, mas que também possuía outras facetas que foram mostradas e adicionadas a essa genialidade. // É, ARMY, ele realmente se mostrou um artista sensível que tinha muito a compartilhar sobre solidão, esperança e a busca por consolo em meio ao caos. // Aqui vemos um pouco daquele jovem sonhador que olhava para o céu prometendo a si mesmo que iria ser alguém nessa vida... e me dá orgulho dizer que ele conseguiu fazer isso brilhantemente. // Mono. se tornou um ponto de conexão emocional com o público e é um trabalho que lembra uma sessão de terapia: a gente sabe que as respostas não virão fáceis, mas que é nesse ambiente que criaremos um espaço seguro para refletir sobre fragilidades universais. E quem escuta a mixtape é convidado a mergulhar junto a Kim Namjoon nessa jornada de autoconhecimento. //
Beatriz: Caramba, 2018 parece que foi ontem, né?! Fico me perguntando se vocês já eram ARMYs nessa época… // Quem já os acompanhavam deve lembrar que quando Mono. nasceu, o BTS vivia uma fase de crescimento sem precedentes. Nessa época, o grupo estava consolidando sua posição como fenômeno global, quebrando barreiras linguísticas e culturais no K-pop. // Era o momento do grande auge da era “Love Yourself”, ou seja, o amor-próprio e a mensagens de força e aceitação eram o que ressoavam no mundo inteiro por meio das letras e vozes dos meninos. // Mas, ao mesmo tempo em que o BTS ganhava cada vez mais visibilidade e reconhecimento, como já podem imaginar, os membros também enfrentavam a pressão esmagadora que acompanha o sucesso. // E o Namjoon, por ser o líder, sentia esse peso de forma ainda mais intensa. Ele era jovem, tinha apenas 24 anos e carregava suas próprias inseguranças, principalmente já possuindo toda a responsabilidade de representar o grupo diante do mundo. //
Karen: É uma situação em que precisamos nos colocar no lugar dele, né, ARMY? Realmente era uma grande responsabilidade nos ombros. // Ainda nessa época, a imagem do Namjoon estava muito associada a sua força intelectual, àquele rapper agressivo e porta-voz do BTS. Porém, por trás dessa persona pública, ele estava lidando com o medo de não corresponder às expectativas e a solidão que muitas das vezes vem com a fama. // É de conhecimento público que o tom do debut deles já era algo mais “agressivo”, em busca de se adaptar ao gênero mais em alta do kpop em 2013. O que consequentemente marcou o RM. // Foi nesse contexto que surgiu o desejo de criar algo diferente, algo que refletisse mais do que os holofotes mostravam. // Enquanto o BTS falava para milhões de jovens sobre autoestima e esperança, Namjoon queria abrir espaço para compartilhar suas próprias fragilidades. E foi isso que ele fez! //
Lunna: De fato Namjoon mostrou um grande desejo de que as pessoas se conectassem com esse seu eu, até então atual, mais sincero e que refletia muito na fase do próprio BTS. Creio que ele buscava desvincular essa ideia de que ele possuía só um tom específico de voz, quando na verdade ele conseguia evoluir, ser versátil e poético também. // Mono. sendo um projeto minimalista, quase que íntimo, permitiu que ele explorasse sentimentos de deslocamento, nostalgia, dor e busca por consolo. // A própria decisão de chamar o trabalho de “playlist” já apontava para esse momento de transição artística. Ouso dizer que, talvez, reflita um pouco das suas inseguranças também. Tanto que muitas ARMYs se surpreenderam por ele chamar Mono. de playlist, ao invés de mixtape. // Ao mesmo tempo que é um ponto interessante o fato de que “playlist” de fato torne tudo mais íntimo, atualmente, de certa forma, todos temos as nossas próprias playlists, alguns criam playlists pra tudo. O nome acaba se tornando algo mais pessoal. //
Beatriz: Preciso concordar com isso, Lu. // Mono. não seguiu a fórmula tradicional de uma mixtape cheia de batidas pesadas e raps explosivos, Namjoon escolheu uma estética mais calma e contemplativa, influenciado por gêneros como o lo-fi hip-hop e pela cena indie, colaborando com artistas como HONNE, Nell e eAeon. // Esse movimento mostrava a necessidade de se reconectar consigo mesmo e com um espaço artístico mais livre, distante das cobranças da indústria e da imagem pública. // Por isso, acredito que podemos dizer que Mono. é como um retrato do estado de espírito do Namjoon em 2018. // Como um artista dividido entre a imensidão do palco mundial e o vazio que às vezes sentia em sua vida pessoal. //
Karen: Com toda certeza, Bea! // Ele encontrou na música um caminho para traduzir essa dualidade, transformando vulnerabilidade em arte. // Falar sobre esse lado emocional de Mono. e a conexão do seu criador com todas essas facetas da sua alma, não te faz se imaginar em meio a uma exposição de arte? Porque eu me sinto assim. //
Lunna: A verdade é que essa é a vibe do Nam, não é atoa que o vemos em diversas exposições! Mono. acaba sendo uma de suas várias exposições como artista. // Podemos dizer que sua primeira exposição, RM - mixtape lançada em 2015 - explorava batidas fortes de hip-hop e mostrava o lado mais explosivo e agressivo dele como rapper, e Mono. seguiu um caminho completamente oposto. // Namjoon mergulhou em sonoridades suaves, introspectivas e atmosféricas, criando o que muitos críticos chamaram de “uma trilha sonora para a solidão”. // É por isso que eu vejo Mono. como um diário sonoro, pois, em cada faixa, traz um fragmento da mente do Namjoon. // As músicas são interligadas por um fio de melancolia e calma, resultando em uma narrativa musical que conversam muito bem entre si, o que deu à playlist um caráter meditativo, quase como se fosse feita para acompanhar em uma caminhada solitária ou em um momento de contemplação em silêncio. //
Beatriz: De fato Mono. tem essa vibe, né? É realmente como ler um diário (e de bônus recebemos uma sessão de terapia). // Vou usar desse gancho para destacar um outro ponto muito essencial que é o lo-fi hip-hop, gênero que na época já ganhava destaque como trilha de relaxamento e estudo, e que Mono. usou e abusou dessa influência perfeitamente. // Vocês devem conhecer a “lo-fi girl” que fica lá estudando sem parar nos vídeos de estudo ou relaxamento, certo? Então! Namjoon aproveitou essa atmosfera para construir paisagens sonoras que trazem aconchego a quem ouve. É uma escolha que reflete o desejo de se afastar do espetáculo e se aproximar de algo mais humano e cotidiano. // Podemos ver um pouco disso no clipe de "forever rain", com a sua animação mais minimalista, intercalando cenas de ruas, de nuvens e da chuva caindo em câmera lenta que, ao meu ver, não transmite apenas a melancolia daquele momento retratado, mas também essa sensação de conforto através de algo comum e simples. // Nesse caso, a chuva foi usada como uma metáfora para purificação de suas emoções e experiências. //
Karen: Essa música é realmente perfeita para uma playlist de relaxamento, meninas! Inclusive, deve ser um consenso entre o fandom que essa playlist é perfeita para se ouvir estudando, relaxando ou para dormir. // Preciso pontuar outra questão que eu acho bem legal, que é o fato do Nam ter tido um cuidado especial até nos feats, o que trouxe uma harmonia incrível em cada uma das músicas. // O duo britânico HONNE em seoul imprime uma sensibilidade urbana e etérea, e o Nell e eAeon, artistas conhecidos no cenário indie coreano, contribuíram perfeitamente para as faixas everythingoes e badbye, adicionando camadas melódicas que tornam o trabalho ainda mais intimista. // Cada faixa cumpre um papel específico na narrativa, como vemos em tokyo, que já prepara o ouvinte para o clima contemplativo do projeto, e a transição até forever rain cria um arco que mistura nostalgia, isolamento e aceitação. // Eu sinto que o álbum, embora simples na produção, é rico em emoções. //
Lunna: E não é de surpreender. // O Nam optou por rimas menos complexas do que nas suas produções de rap anteriores, mas essa simplicidade é justamente o que dá força ao trabalho. // A mensagem é direta, honesta e sem adornos. Assim como o lyric video de "Seoul (prod. HONNE)”, que parece um diário de viagem! // Ele nos leva por várias partes da cidade, mostrando ruas, trens, letreiros e a vida de pessoas comuns. // O mv joga com os contrastes de Seoul propositadamente, capturando tanto a sua beleza quanto a sua frieza, o que reflete a letra ambígua da música, que se traduzirmos livremente fica “Eu te amo Seul, eu te odeio Seul”. //
Beatriz: É, parece que Seoul é um longo caso de amor e ódio mesmo. // A sensação que fica é de um amor e cansaço profundo por morar em um lugar tão intenso, né? Apesar de ser um lyric video, a vibe é muito marcante. //
Lunna: Sim, exatamente. // A coisa toda é intencionalmente contrastante, justamente para representar essa coisa do amor e do ódio pela capital. // Ver o lyric video me faz perceber que tudo nele soa como se estivéssemos viajando através das ruas de Seoul junto ao Namjoon, enquanto ele compartilha seus sentimentos sobre essa relação complicada: a cidade é sufocante, mas ele simplesmente não consegue viver sem ela. // O visual é simples, mas carrega uma carga emocional enorme, e nos faz sentir essa dualidade de estar preso a um lugar, mas ao mesmo tempo encontrar um certo conforto nele. // E o que nos conecta muito aqui é o fato de que muitos de nós já nos sentimos assim, principalmente morando em cidades grandes. Até mesmo para quem era de uma cidade menor, isso passa a ser aquele tipo de transição que muita gente vai ter na vida, sabe? // O que torna essa mixtape um grande exemplo de como a música pode ser tanto um refúgio quanto um espelho para sentimentos universais de solidão e busca por significado. //
Karen: E se vocês perceberem, a abertura com tokyo já estabelece o tom da playlist. // É uma canção em que Namjoon fala sobre se sentir perdido e deslocado mesmo em meio à grandiosidade de uma cidade. //
Beatriz: Uhum, e ainda pode ver que a escolha de Tóquio como cenário reforça a sensação de alienação: um espaço cheio de movimento, mas que pode acentuar ainda mais a solidão de quem o habita. // É uma música que traz um turbilhão de emoções, e a falta de um clipe a torna ainda mais poderosa. //
Karen: Então, vou seguir nessa vibe de melancolia, meninas, porque temos a badbye, em colaboração com eAeon, que mergulha em uma atmosfera experimental e sombria. // A música é marcada por repetições e frases curtas, quase como um mantra, que reforçam a ideia de despedida dolorosa e inevitável. //
Beatriz: De fato essa é a música mais dolorosa do álbum. // A voz do RM é quase um sussurro e, quando o eAeon entra, a voz dele soa tão fantasmagórica que a gente sente o peso da tristeza na pele. //
Karen: Nossa, sim, ela te transporta para um quarto escuro, onde você ouve as últimas palavras de uma pessoa amada, com uma atmosfera tão pesada que dá calafrios. //
Lunna: E é por isso que, em meio a tanta solidão e melancolia, eu acredito que uhgood talvez seja uma das faixas mais confessionais do projeto. // Nela, Namjoon fala sobre a discrepância entre quem ele é de verdade e a imagem que o público tem dele. // Chega a ser uma ironia a música se chamar assim, e isso é muito RM da parte dele! // Somos atingidos por uma reflexão honesta sobre identidade e expectativas que ecoam na luta constante de artistas que vivem sob o olhar público. // O instrumental simples e suave reforça o caráter íntimo da letra, onde justamente se encontra a força de "uhgood". // Ali o Namjoon quer que você olhe para dentro de si e se identifique com a luta dele sem a distração de imagens. // E funcionou… //
Karen: Até demais, Lu. Quando digo que o Nam é um garoto poeta, não estou brincando. Se Mono. fosse um livro, everythingoes, com participação da banda Nell, seria o seu grande clímax final. // Ela carrega uma mensagem universal: tudo passa. A música é um lembrete melódico e delicado de que tanto os momentos bons quanto os ruins são transitórios, e que essa impermanência é parte essencial da vida. // A voz do Namjoon se mistura à melodia etérea da banda para criar um efeito quase terapêutico. O "clipe" dessa música somos nós mesmos, ouvindo-a e sentindo o peso das nossas vidas sendo lentamente removido. A faixa não te dá um final visual, mas sim um final emocional. //
Beatriz: Acho que no fim, ARMYs, Mono. é uma grande montanha russa de emoções! //
Lunna: E em meio a essa montanha russa, sempre temos um fim mais tranquilo, né? Depois que todo aquele pico de adrenalina começa a passar, a faixa certa de Mono. seria forever rain, que encerra a mixtape de forma magistral. Podemos ver essa faixa não apenas como uma despedida melancólica, mas também um abraço silencioso para aqueles que carregam suas próprias dores, certo? //
Beatriz: Com certeza, Lu... // Juntas, essas sete faixas trazem uma conversa pessoal na playlist, quase como um percurso emocional. // Mas, deixando um pouco de lado os bastidores, que tal falarmos sobre números? // Karen, como Mono. foi recebido pelo público na época?
Karen: Embora o Namjoon tenha comentado sobre o seu nervosismo com o que o público acharia da sua playlist, Mono. foi recebida com uma intensidade sem igual! // Diferente de um álbum tradicional, a playlist foi disponibilizada gratuitamente em plataformas como SoundCloud e Mediafire, mas mesmo assim conquistou números impressionantes e se espalhou rapidamente entre o ARMY e os ouvintes casuais. //
Lunna: Eu me lembro que, em poucas horas, Mono. já estava entre os projetos mais comentados no Twitter, né? //
Karen: Estava mesmo, Lu. // Além disso, Mono. alcançou o topo do iTunes em mais de 120 países, tornando-se o álbum de um artista coreano com maior número de primeiros lugares na época, superando até recordes do próprio BTS. //
Beatriz: Aquele tipo de marco que só os meninos conseguem fazer: superar suas próprias conquistas! Sinceramente, nem sei como ainda me surpreendo, isso é incrível! //
Karen: O melhor disso é que, dos números, o impacto mais profundo de Mono. esteve na forma como ressoou emocionalmente com o público. //
Lunna: Uhum, verdade, muitos ouvintes descrevem a playlist como um refúgio, um lugar seguro para acolher sentimentos de tristeza, solidão e introspecção. // As músicas não são feitas para explodir em palcos ou se tornarem hinos de festa, elas foram criadas para serem escutadas em silêncio, com fones de ouvido, quase como uma conversa íntima entre RM e quem ouve. É essa atmosfera terapêutica que fez do projeto uma obra tão marcante, mesmo anos após seu lançamento. //
Beatriz: Fora que a crítica especializada também destacou a originalidade e a coragem da mixtape. //
Karen: De fato, veículos como a MTV e o Seoulbeats rasgaram elogios ao Namjoon. Sério, eles chegaram a se questionar, impressionados, como o RM havia conseguido criar uma obra coesa e profundamente pessoal sem se prender às expectativas do mercado ou dos hits comerciais. //
Lunna: É que ele foi contra tudo isso e ainda abraçou a sua vulnerabilidade, né? Criando uma estética minimalista e melancólica que contrasta com a grandiosidade do BTS no mesmo período. // Para muitos críticos, Mono. mostrou uma faceta do Namjoon que confirmava sua versatilidade não apenas como rapper, mas como um verdadeiro artista e poeta contemporâneo. //
Beatriz: Um jovem poeta contemporâneo... // Isso soa realmente bem, não acham? //
Lunna: Cai perfeitamente bem nele, Bea… // Apesar dos elogios e dos números incríveis, tenho a sensação que entre os fãs o impacto foi ainda mais visceral. //
Karen: Não é só sensação, não, você está certíssima! // Diversos relatos nas redes sociais descrevem a mixtape como um “amigo silencioso” em tempos de dor ou isolamento. // Moonchild e everythingoes foram especialmente citadas como músicas de conforto, enquanto forever rain se tornou um dos trabalhos mais simbólicos da carreira solo do Namjoon, sendo interpretada como um retrato honesto da sua sensibilidade. // O que significa que RM conseguiu algo raro com Mono.: criou uma obra que, ao mesmo tempo, reforçou sua relevância como artista individual e se transformou em um espaço de acolhimento para milhões de ouvintes ao redor do mundo. //
Lunna: Acredito que, se olharmos para Mono. anos depois do seu lançamento, é impossível não perceber o quanto essa playlist se mantém atual e relevante, tanto para a carreira do Nam quanto para os fãs que a acompanham desde 2018. // O que antes podia ser visto apenas como um projeto introspectivo e experimental agora é reconhecido como um marco na trajetória do artista, revelando a profundidade da sua visão musical e poética. //
Beatriz: Eu sinto que hoje podemos observar como Mono. funcionou como um ponto de transição na carreira de Namjoon. // É a ponte entre o RM que era parte do BTS e o RM como indivíduo, capaz de se expor sem filtros, de transformar sentimentos complexos em arte. //
Karen: Segue a mesma linha de quando ele desejou mostrar ao público que não se via mais como Rap Monster e passou a abraçar o seu verdadeiro e atual eu com carinho. Acho até que esse foi o ponto de partida para tudo o que vemos hoje. //
Beatriz: Esse momento é realmente incrível, né? Diz muito sobre a pessoa que ele deseja ser e é. //
Lunna: É interessante que o minimalismo da playlist, a estética monocromática e a escolha de temas como solidão, amor-próprio, e autoaceitação - juntos - mostrem um artista que estava construindo uma linguagem própria através da música. //
Beatriz: É verdade… // Ao revisitar faixas como seoul, moonchild e forever rain, hoje em dia, percebemos que elas continuam a tocar o ouvinte de um forma intensa e muitas vezes de uma forma ainda mais significativa. //
Karen: Creio que elas se conectam ainda mais quando ouvidas no momento certo, Bea. Muitas ARMYs levam essas melodias como um tipo de consolo em momentos difíceis. // O conceito de “playlist-terapia”, de usar a música como um espaço de reflexão e conforto, consolidou-se e hoje é citado por novos artistas e críticos como uma referência importante de autenticidade na música contemporânea. //
Lunna: Além disso, Mono. influenciou o modo como os fãs e o público geral passaram a enxergar o papel da mixtape na carreira de artistas mainstream. // RM mostrou que é possível criar um projeto comercialmente acessível sem perder a identidade e a sinceridade artística, abrindo caminho para que outros músicos explorem a vulnerabilidade e introspecção em seus trabalhos. //
Beatriz: E, querendo ou não, hoje em dia esse é um tema em alta e está, de fato, sendo refletido em muitas obras. Por causa disso que Mono. segue sendo referência na indústria e com o público, porque ainda conecta e funciona muito bem. //
Karen: Contra fatos não há argumentos, Bea!! // Ao olhar para Mono. hoje, percebemos também o impacto cultural que a mixtape teve: a estética visual, o uso do lo-fi, a narrativa introspectiva, tudo isso se conecta a um público global que busca não apenas entretenimento mas conexão emocional que, como você disse, passou a estar em alta atualmente. // Ou seja, é de fato um projeto que continua a ser estudado, discutido e apreciado, mostrando que o valor de uma obra não se mede apenas por charts, mas pela forma como toca vidas e inspira novos artistas. //
Beatriz: Bom, meninas, agora que voltamos para 2025 estamos chegando ao fim deste episódio sobre Mono. e fica claro o quanto essa playlist representa mais do que apenas música. // Ela é uma janela para a mente e o coração do Namjoon, mostrando seu processo de criação, suas dúvidas, suas descobertas e, acima de tudo, sua coragem de se expor como artista. //
Lunna: Essa viagem foi realmente incrível, sério. Eu preciso dizer que cada faixa, cada escolha estética, cada detalhe da narrativa visual ou sonora é parte de uma construção narrativa incrível, muito bem feita e emocionalmente refletida ao decorrer de cada faixa de Mono. //
Karen: Acho que vou querer viajar mais vezes nessa máquina do tempo roxinha. // A questão que fica sobre o que aprendemos aqui é nada mais, nada menos do que o fato de que essa mixtape nos lembra que arte é feita de experiências e sentimentos, e que a vulnerabilidade de um artista pode se tornar fonte de conexão e inspiração. // RM transformou sua própria jornada em algo que ressoa com qualquer pessoa que já tenha enfrentado inseguranças ou buscado por seu lugar no mundo. //
Lunna: É, ARMYs, por isso Mono. segue relevante: pela sua capacidade de tocar diferentes gerações, mostrando que a sinceridade e a autenticidade nunca saem de moda. //
Beatriz: E é com toda essa reflexão e gratidão que encerramos este episódio com um convite: ouça Mono. como uma experiência completa, como uma conversa íntima com RM, que nos lembra da importância de olhar para dentro, de aceitar nossos sentimentos e de encontrar conforto no que nos faz bem. É uma mixtape que se abre para quem quer se abrir para ela, um espaço onde cada ouvinte pode se reconhecer e se emocionar. //
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ESPAÇO RESERVADO PARA OS ORADORES CONVIDADOS SE DESPEDIREM E AGRADECEREM.
ORDEM: Karen, Lunna
FALA FINAL: Obrigada, mais uma vez, pelo episódio de hoje. Eu agradeço a cada um dos oradores e todos que participaram como ouvintes, vocês são incríveis. // Não se esqueçam de ouvir os trabalhos do grupo e também os individuais, afinal o BTS é um todo de SETE. // Dar stream em nossos favoritos não é obrigação, é prazer. Ouvir e sentir o que eles têm a nos dizer é extremamente prazeroso. // Bom, esse é o meu momento influencer do PODARMYS, ou seja, compartilhem a call, favoritem e indiquem para mais armys. // Quero lembrar novamente que o pod é um lugar para você se sentir bem, lugar de conforto e encontro. // Então, se você tiver alguma sugestão ou gostaria que algum tema fosse abordado, ou simplesmente gostaria de ser ouvido, pode enviar mensagem na nossa DM, sinta-se em casa! // O pod foi feito de army para army e vocês sempre serão bem vindos. // Aguardamos vocês no próximo episódio.




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