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ROTEIRO | EP39: MIXTAPE D-2

  • podarmys
  • 2 de fev.
  • 38 min de leitura

ROTEIRO "POD_ARMYS" – PROGRAMA N° 39 "D-2"

Gravação no Streamyard (Sábado, 06/12)

Lançamento no Spotify 20h BRT (31/01)


Host: Beatriz (PA) Co-Host: Lunna (PA) 

Oradora: Thy Souza (PA)


Convidados: Não há convidados neste episódio.

Anfitrião: PODARMYS


Roteirista Responsável: Maria Eduarda Avelino

Apoio de roteiro: Eduarda Veríssimo

Supervisão: Beatriz Nery

Ajustes finais: Beatriz Nery

Revisão: Mônica Santos / Karen Fernandes




ROTEIRO



CHAMADA FIXA PARA O EP: Olá! Sejam bem vindos, ARMYs de todo o país e até do estrangeiro! Começa agora o podcast feito de fã para fã, com muito amor e carinho. Que você se sinta acolhido e confortável para conhecer este projeto lindo que foi feito para você, que sempre desejou saber mais sobre o BTS. Começa agora o PODARMYS!


TÉCNICA – Colocar alguma frase dos meninos ou até mesmo um trecho de alguma música. Escolher a música de acordo com a temática do programa.


____________________________


Host Beatriz: Hey, ARMYs, como vocês estão? // Que prazer recepcioná-los em mais um episódio especial! // Eu sou a Beatriz Nery e, juntos, vamos adentrar o incrível universo do Agust D. // Mas antes de dar início ao nosso episódio, peço que todos peguem os lencinhos porque começaremos nossa jornada por uma história real, um pouco dolorosa e intensa de um dos membros mais sensíveis do BTS, // não é Lunna? Seja bem-vinda ao episódio de hoje!

 

Host Lunna: É sempre um prazer estar aqui para falar sobre essas mixtapes incríveis. Olá, Bea e um caloroso cumprimento a todos os ARMYs nos acompanhando hoje, eu sou a Lunna! // Sobre o Yoongi, com certeza, Bea, quando se trata dele sabemos que será intenso!

 

Host Beatriz: Antes de começarmos a contar uma história de aceitação e libertação através da mixtape "D-2" do Agust D, convido a Thy para contribuir com o nosso bate-papo de hoje. Seja bem-vinda, Thy!

 

Host Lunna: Bem-vinda!!

 

Host Thy: Olá, meninas, e olá para todos os ARMYs nos ouvindo! Será um prazer apresentar e destrinchar esta mixtape maravilhosa com vocês, hoje.

 

Host Beatriz: Estou ansiosa para saber aonde esse papo nos levará, mas antes vamos apresentá-la formalmente, certo?

 

Host Lunna: Claro, Bea. A “D-2” é a segunda mixtape solo do Yoongi, sob seu alterego Agust D, lançada em 22 de maio de 2020 pela Big Hit no soundcloud e Youtube, quase quatro anos após o lançamento da sua mixtape homônima em 2016. Ela consiste em dez faixas, com músicas em coreano e inglês, incluindo colaborações com músicos como Kim Jong Wan do grupo NELL, NiiHWA, o artista americano MAX e o próprio RM do BTS.

 

Host Beatriz: O título da mixtape significa Dia-D menos 2. E pra quem não lembra ou não estava no fandom ainda, foi feita uma contagem regressiva para o lançamento. // No dia 17 de maio de 2020, a Big Hit postou uma foto borrada com as palavras "D-7" escritas na rede social oficial do BTS, despertando a curiosidade dos fãs. // Foi uma comoção e tanto, certo, Thy?

 

Host Thy: Sim, Bea, eu me lembro bem dessa contagem. Depois disso, o número caiu para D-6, D-5 todos os dias, e no dia 24, que é o DIA D, houve especulações de que um dos membros do BTS lançaria uma mixtape ou uma música em colaboração com um artista estrangeiro. // No entanto, antes disso, no D-2, dia 22 de maio, Yoongi lançou sua segunda mixtape intitulada "D-2".

 

Host Beatriz: Se eu me recordo bem, Thy, o Yoongi mencionou em uma entrevista à Billboard que ele próprio criou a promoção de lançamento e como ele não queria lançar no D-Day e também não estava satisfeito apenas com “Agust D-2”, ele resolveu lançar no dia D-2 para surpreender as pessoas que estavam esperando pelo lançamento no D-Day que seria no dia 24 de maio.

 

Host Lunna: E percebam que aqui já vemos uma grande diferença de uma mixtape para um álbum de estúdio, isso porque enquanto um álbum de estúdio do BTS segue uma campanha promocional estruturada, com expectativas comerciais, conceitos de grupo e um planejamento de mercado complexo, uma mixtape é um território de liberdade artística desde a produção e lançamento. // É um espaço onde o artista pode experimentar sem as pressões da indústria, explorar sons mais direcionados a um nicho específico e abordar temas mais pessoais.

 

Host Thy: Foi exatamente isso que eu pensei e que temos em "D-2", uma visão pessoal e interior de Suga, sem filtros, sem medo de falar o que sente, como uma declaração artística profunda e sincera para seu público.

 

Host Beatriz: Exatamente, meninas. A mixtape é mais que uma coleção de músicas, é um diário sonoro e pessoal, que mostram de onde ele saiu e onde ele está no momento, o que conquistou e quem se tornou durante esse tempo, mas também mostra os gatilhos e bloqueios que ainda habitam sua psique.

 

Host Lunna: Talvez seja por esse mesmo motivo, que a "D-2" se estabeleceu como uma obra crucial, não só na carreira de Suga, mas no cenário do hip-hop coreano, // uma vez que ao mesmo tempo que traz letras afiadas em uma produção impecável própria de Suga, também possui uma profundidade emocional que ressoa muito além do universo do K-pop, o que acaba juntando esses dois mundos que ele faz parte; o underground e o kpop.

 

Host Thy: Isso! E para que possamos entender porque a "D-2" foi tão marcante, é essencial olhar para o momento de Suga e do BTS em 2020. Em 2020, o BTS estava vivendo o maior auge do sucesso global até aquele momento. // Eles já haviam quebrado inúmeras barreiras do mundo do kpop e se consolidado como um fenômeno mundial.

 

Host Lunna: Tanto que o Suga já era reconhecido como um dos produtores e compositores com créditos impressionantes em trabalhos do grupo e nos seus próprios, como em sua primeira mixtape. // No entanto, esse sucesso veio com seu próprio conjunto de pressões, expectativas e algumas perdas.


Host Beatriz: Foi neste contexto, de sucesso e fama, mas também de alienação e questionamentos interiores, que Suga lançou a "D-2", como um reflexo desses dois lados de ser quem ele é. O que é incrível e corajoso da parte deles, não é? O que nos leva a pensar: Quem era Yoongi no momento de lançamento dessa mixtape?

 

Host Thy: Bem, para mim ele era um homem de 28 anos, na idade coreana, no ápice de seu poder criativo artístico, usando a persona mais crua que possui para fazer um balanço íntimo de sua própria jornada paradoxal, Agust D.

 

Host Lunna: Eu concordo com a Thy. Em 2020, a figura de Min Yoongi era um complexo mosaico de duas identidades artísticas distintas, e "D-2" é o ponto onde elas convergem e dialogam.

 

Host Beatriz: Sim, havia mesmo essa dicotomia entre Suga e o Agust D. Por um lado, o Suga integrante do BTS, membro de um dos grupos mais famosos do planeta, a persona pública, o produtor genial por trás de hits mundiais do grupo, e também o membro mais reservado deles. // Por outro, o Agust D que se apresentou ao mundo em 2016 através da mixtape homônima, que nos mostrou o Min Yoongi nascido nas ruas de Daegu.

 

Host Thy: Inclusive, Bea, esse alter ego que era a válvula de escape para a raiva, a ambição, a frustração e a dor dele, a dor de um jovem que lutava contra a pobreza, as expectativas sociais e o sistema da indústria musical. // Era simplesmente agressivo, confrontante e visceral!

 

Host Lunna: Vale lembrar que o Agust D de 2020, no momento do lançamento de "D-2", era diferente do de 2016, ao mesmo tempo em que sua essência permanecia a mesma, sabe? // Nela, não vemos a substituição de uma identidade pela outra, mas uma convergência de identidades. É o Suga com a língua afiada de Agust D. É a consciência do ídolo global usando a liberdade do rapper underground. // Isso mostra que ele não precisa mais gritar para provar seu valor; agora, ele reflete, analisa e constrói narrativas a partir do lugar único, o pódio que conquistou com muito esforço e trabalho duro.

 

Host Beatriz: Exatamente, entre "Agust D" e "D-2", está acontecendo um amadurecimento artístico e pessoal de Yoongi, que é visível em todos os aspectos da mixtape exatamente como você explicou. // Em "Agust D" temos o tom agressivo de um jovem revoltado e defensivo, repleto de uma energia contra o mundo. // Exemplo disso é a faixa "Agust D" que conta todo o seu passado e a luta para se tornar um idol, onde ele fala sobre dificuldades financeiras, o transtorno mental, não diagnosticado, mencionado de forma mais profunda em "The Last", e o desprezo pelo sistema.

 

Host Thy: Conseguimos perceber que essa produção é mais crua, pesada, focada no boom-bap e no trap agressivo, espelhando sua turbulência interior. Enquanto em "D-2" vemos um tom mais contemplativo, filosófico e, por vezes, nostálgico. // No entanto, eu acredito que a fúria não desapareceu, mas foi moldada pela experiência, nela temos a voz da aceitação, não mais da revolta presente em "Agust D" onde o vemos lidando com o presente e suas complexidades de se tornar um idol.

 

Host Lunna: Ele estava lidando com o sucesso, com a solidão no topo, a perda de amizades e a busca por um eu autêntico no meio do turbilhão causado pelo sucesso, é bem difícil, né? // Esse amadurecimento emocional também refletiu em seu amadurecimento profissional, não acham?

 

Host Beatriz: Com toda certeza! A produção se tornou mais diversificada e sofisticada, mesclando por exemplo, o trap de "Daechwita" com a melancolia orquestral de "Dear my friend" e o R&B suave de "People". Isso demonstra não só um amadurecimento na forma como ele compõe e canta, mas também mostra um produtor com um controle maior de sua paleta sonora.

 

Host Thy: Isso tudo se torna ainda mais significativo quando nos voltamos para o tempo entre uma mixtape e outra.

 

Host Lunna: É de quase quatro anos, não é?

 

Host Thy: Sim! E essa jornada é a de um homem que saiu de um lugar desconhecido para o centro do palco mundial. // Se o primeiro Agust D queria conquistar seu lugar no mundo, ser visto e reconhecido pelo seu trabalho, o segundo Agust D de "D-2" está avaliando o lugar que conquistou, o que perdeu e o que o momento presente lhe permite fazer.

 

Host Beatriz: A luta dele contra o mundo exterior se transformou em uma reconciliação com seu mundo interior. A mixtape é o resultado disso, uma documentação dele mesmo aos 28 anos, uma coleção de emoções, ideias e sons criados pelo que ele viveu, refletiu e aprendeu nesse tempo.


Host Lunna: Se em "Agust D" ele mostrou o rapper enfrentando seus demônios, em "D-2" vemos ele aceitando a realidade, embora ainda com seu ceticismo característico mas com uma coragem gigantesca de contar o que ele sente e o que pensa de maneira honesta através de suas letras. Admiro muito isso nele.

 

Host Beatriz: Todas nós admiramos. Por isso, ela é, acima de tudo, sobre as dualidades Suga e Agust D, o idol e o rapper. Essa é uma dicotomia que o acompanha desde o debut, o que também é uma contradição.

 

Host Thy: Ainda mais quando temos em mente que o mundo do rapper underground frequentemente desdenha dos ídolos, que são vistos como fabricados e em "D-2", // ele simplesmente explode esses limites quando usa um gênero musical tradicional coreano usado para reis enquanto canta "Eu sou um rei... Nascido como um ídolo, mas eu morro como um rapper", em "Daechwita".

 

Host Lunna: De certa forma, é uma declaração de pertencimento, mesmo que ele não escolha um lado; aqui ele declara que é os dois, usando o poder e o alcance de idol para entregar a autenticidade crua de um rapper.

 

Host Beatriz: E isso também é visto na forma como ele mostra o lado mais vulnerável, ele não tem medo de mostrar que o rei no trono ainda carrega cicatrizes e dores, o que é natural para qualquer ser humano, mas comumente é mascarado pelo sucesso e a fama de idol. // Mas enquanto o mundo celebra seu sucesso, ele revela o custo humano por trás disso, é como se fosse o preço de se tornar quem ele é e tudo que a fama trouxe, os relacionamentos superficiais, a perda de pessoas que ele amava, o ódio sem explicação, a solidão, a luta para manter seu eu autêntico.

 

Host Thy: Exato, a mixtape é a prova de que o sucesso e a solidão podem ser duas faces da mesma moeda, o mesmo homem que canta para multidões é o mesmo que se sente sozinho e ainda lida com conflitos pessoais como a perda de pessoas que ficaram para trás.

 

Host Lunna: Com certeza, Thy. O Yoongi amadureceu e percebeu o custo de ser uma figura pública famosa em escala global. E essa percepção influi diretamente em sua identidade sonora como artista, nada mais justo do que falarmos agora sobre ela, não? Visto que em "D-2", Agust D não apenas retorna, mas evolui.

 

Host Beatriz: Ótimo ponto, Lunna! Sabemos que a paleta sonora da mixtape dele é um dos seus aspectos mais aclamados e funciona como um campo de experimentação audaciosa, uma vez que foi produzida majoritariamente por ele mesmo, com a colaboração de Pdogg e outros produtores como El Capitxn, a obra navega livremente entre gêneros. // A base é o Hip Hop e o Trap com suas batidas 808 pesadas e linhas de baixo agressivas, evidentes em faixas como "Daechwita".

 

Host Thy: Eu concordo, mas o que verdadeiramente define o som de "D-2" é a forma com que ele incorpora elementos coreanos tradicionais ao moderno, não de maneira meramente decorativa, mas estrutural na música, nos trajes e no nome da música como é o caso de "Daechwita". Você mesma pontuou, ela leva o nome de um gênero musical militar coreano, enquanto a faixa é construída em torno de uma amostra de kkaenggwari (꽹과리), um pequeno latão, plano e com uma borda, usado na música tradicional coreana, e ritmos marciais, criando um contraste genial entre o histórico e o moderno.

 

Host Beatriz: Siiim, essa fusão simboliza a luta de poder e identidade que a música explora. Que fascinante!

 

Host Lunna: Mudando o foco para uma música que eu gosto muito, meninas, em "Strange" também vemos uma sensibilidade melódica que dialoga com o trot, um gênero musical popular coreano antigo. // Eu percebo que a produção como um todo prioriza a atmosfera e a textura sobre a fórmula, usando samples criativos, distorções e espaços vazios para criar um impacto emocional mais profundo.

 

Host Beatriz: E o uso dessa experimentação sonora solidifica a identidade artística de Agust D, como alguém que permanece enraizado em sua cultura, usando-a não como um adereço exótico em seu trabalho, mas como uma linguagem única para expressar o que sente. No entanto, sem dúvidas, a base de "D-2" é formada pelo Hip Hop, mas por um que recusa fronteiras.

 

Host Thy: Falando em hip hop, Bea, é impossível não pensar em "What do you think?" e suas as batidas de trap, que são brutais e diretas. Eu as interpreto como um movimento de desafio lírico, porque – ao mesmo tempo – ele também abandona a agressividade em algumas faixas para explorar territórios mais sensíveis como pelo R&B melancólico em "Dear my friend", pelo Jazz suave em "People" e por texturas quase experimentais em "Interlude: Set me free".

 

Host Lunna: E o mais incrível é que essa diversidade não faz com que a mixtape seja caótica, muito pelo contrário, ela constrói uma jornada sonora orquestrada que espelha a complexidade dos temas abordados, fazendo com que a obra seja muito rica, por conta de sua diversidade de sons em geral e estilo lírico.

 

Host Beatriz: Com certeza, mas em resumo, de uma forma mais técnica, a "D-2" é um projeto em três camadas principais, cada uma mais introspectiva que a anterior tanto de crítica social quanto da indústria. Ele usa metáforas e escancara a corrupção, a arrogância do poder e a natureza vazia da fama, // tudo isso enquanto também faz um ataque direto e desafiador aos seus críticos e haters, questionando o sistema e expondo as hipocrisias que vê ao seu redor. Mas não vamos limitar a mixtape a isso, né, meninas?

 

Host Thy: Nunca, pois para além disso, a mixtape é marcada pelas reflexões existenciais que mostram uma camada que evidencia o amadurecimento pessoal dele como artista e como homem também.

 

Host Lunna: Sim, e esse amadurecimento se torna predominante em "D-2", quando o seu lado mais suave e reflexivo emerge para falar de assuntos como a natureza fugaz da vida, a relatividade da felicidade e a pressão constante do tempo, // com letras que ressoam em qualquer ouvinte, com questionamentos como o que significa ser humano em um mundo tão acelerado? // Qual o preço da fama e o que fica escondido nos bastidores que não conhecemos?

 

Host Thy: E ele faz isso de uma forma tão profunda e sensível, com confissões pessoais que mostram sua vulnerabilidade enquanto remove toda a armadura, revelando o homem por trás do artista, // aquele que criou uma conexão íntima com os fãs que se identificam com suas dores e história pessoal, é impossível não se identificar com alguma de suas músicas.

 

Host Beatriz: E eu posso dizer por nós três que é isso que nos toca e conforta enquanto ARMYs, o fato de que suas letras vão contar também nossas histórias e se tornar nosso aconchego através dessa compreensão que surge ao ouvi-lo cantar sobre situações e problemas que nós também vivemos.

 

Host Lunna: Sim, e a beleza da "D-2" reside exatamente nessa dualidade, a mixtape é completa de contrastes, um equilíbrio entre a fúria externa e a vulnerabilidade interna. // Agust D é um mestre em fazer a transição do grito de guerra para o sussurro confessional, e a sequência das faixas é fundamental para essa experiência, formando não uma contradição de pensamentos, mas uma síntese do que ele busca transmitir com a mixtape.

 

Host Thy: Ela mostra que o mesmo homem, que luta contra o mundo, também luta contra seus próprios demônios; enquanto a agressividade é sua armadura pública, a introspecção é seu diário privado. // Ele nos convida a ver ambos como uma obra profundamente humana, complexa que solidifica seu legado não apenas como um idol famoso e rapper, mas também como o homem por trás disso, o Yoongi que tanto amamos e admiramos.

 

Host Beatriz: Aproveitando o gancho da Thy acerca da sequência das faixas, sinto que é o momento ideal para introduzi-las ao nosso diálogo, o que acham meninas?

 

Host Thy: Claro, eu adoro analisar as composições dele!

 

Host Lunna: Eu estava ansiosa por esse momento! Nós vamos provar que essa mixtape foi pensada até nos mínimos detalhes, como a ordem das faixas e sua importância para a compreensão da mensagem que o Agust D quer passar para os seus fãs. Thy, quer fazer as honras?

 

Host Thy: Será um prazer! A primeira faixa de "D-2" é "Moonlight". Ela é curtinha e não chega nem aos três minutos de duração, tem um ar nostálgico de old school, não está num flow muito agressivo, é um rap mais leve e descontraído. // A letra explora uma batalha contínua consigo mesmo e a mudança pela qual ele passou desde que começou sua carreira musical. Ah, um detalhe que eu adoro é que a faixa começa com arranhões de vinil, que soam old school, uma vez que ele está refletindo e nos levando em uma jornada.

 

Host Lunna: Os arranhões de vinil old school se encaixam muito bem. E, se me permite interromper brevemente, a letra é bem perspicaz e reflexiva para os fãs e ouvintes. // Temos um vislumbre do cérebro de Yoongi e seus sentimentos, mesmo tendo se tornado uma estrela global, ele nos lembra que começou esse caminho simplesmente porque gostava de música, mas que todo esse mundo da fama e o peso que isso carrega às vezes pode ser demais.

 

Host Beatriz: Tanto que ele já fez a seguinte afirmação anteriormente: "Ser chamado de imortal é muito opressor, comecei apenas porque gostava de música, mas os adjetivos que atribuem ao meu nome parecem demais às vezes."

 

Host Thy: Boa recordação, Bea! Eu falaria sobre essa música por horas, mas em resumo, a letra de  "Moonlight" é – sobretudo – um grande questionamento dele sobre as escolhas de sua vida, reflexão sobre seu crescimento profissional e financeiro, // além de abordar a questão de ambição e desejo pessoal, onde ele fala que, mesmo agora que tem tudo, ainda se sente vazio.

 

Host Lunna: Nela, ele também questiona tudo em sua vida, seu talento, suas conquistas e mostra que não é aquele cara bad boy que muitos armys imaginam. // E ele termina falando que, independente disso tudo, ele apenas continuará seguindo em frente. É uma ótima introdução à mixtape.

 

Host Beatriz: Eu concordo com a Lunna, ele não poderia ter escolhido melhor! Seguindo para a faixa-título, temos "Daechwita". Essa palavra se refere a um gênero de música tradicional coreana da dinastia joseon, que geralmente consiste em música militar tocada por instrumentos de sopro e percussão. // É tipicamente tocada durante uma marcha. A faixa "Daechwita" é um mosh pit intercultural de música tradicional coreana e trap, realçado pelas rimas ágeis e cânticos explosivos.

 

Host Thy: O videoclipe se passa na Dinastia Joseon e Suga utiliza elementos dessa época em sua letra, como frases que fazem referência à história do príncipe Gwanghaegun (광해군), que foi o décimo quinto rei da dinastia Joseon.

 

Host Lunna: Essencialmente, a faixa conta aos ouvintes como Suga passou da miséria à riqueza e como eles deveriam tocar "Daechwita" onde quer que ele vá, para que todos aqueles que o odeiam saibam que ele é rei. // Aqueles que continuarem a espalhar ódio serão executados, como visto no MV.

 

Host Thy: Assim como a própria letra profere: "Todos sabem meu nome, esses bastardos que só falam, cortem a cabeça dele imediatamente, "Daechwita, Daechwita, ei, toque alto, Daechwita...". // "Nascido escravo, mas agora rei/Nascido em uma vala, mas se levanta como um dragão", o que no fundo é sobre sua luta na indústria do rap underground para onde ele está agora, como um idol de kpop global. // "Para me conter, este país ainda é pequeno", isso é sobre a tentativa de se libertar do molde e dos estereótipos e expectativas tradicionais que são colocados sobre ele como coreano.

 

Host Beatriz: Conclui-se, portanto, que há muitas complexidades e mensagens subjacentes nesta faixa, e o MV também conta uma história por si só. Ouso dizer que, não importa quantas vezes você ouça e leia a letra, você encontrará algo novo em "Daechwita"!

 

Host Lunna: É uma música bem diferente do que a indústria está acostumada, o impacto de "Daechwita" nunca será esquecido! Partindo agora para a terceira faixa, sendo ela "What do you think?", voltamos às origens de Agust D, pois é uma música bem mais pesada e sombria.

 

Host Beatriz: Nela, o Suga está de volta com um flow mais agressivo e rápido, despejando palavras de críticas onde é possível sentir antes mesmo de ver a tradução.

 

Host Thy: Fica claro que "What do you think" é uma faixa para os haters, né, Bea? Ele não mede suas palavras e ostenta o seu sucesso e dinheiro. // Ele fala sobre as pessoas que culpam o sucesso dele e do BTS para justificarem o fato de não conseguirem chegar onde querem, que é mais fácil jogar a culpa em outra pessoa do que assumir o seu próprio fracasso.

 

Host Lunna: Ele não economizou suas críticas nessa, tanto que ele menciona a Billboard nesta música e fala que o próximo prêmio é o Grammy. // Esta faixa é um aplauso para os haters, ele pergunta: "O que você acha do número 1 na parada da Billboard, em seguida, um Grammy, o que você acha, o que quer que você pense, me desculpe, mas eu não me importo nem um pouco".

 

Host Beatriz: E, bem, essa é provavelmente a pior coisa que um hater do BTS quer ouvir. Qualquer hate que se relacione com os membros não os afeta porque eles não se importam. // Então ele completa: "Os dez zeros na minha conta bancária, é o dinheiro que emprestei com minha juventude como garantia", // é uma letra agridoce, pois embora ele seja bem-sucedido, foi às custas de sua juventude, que ele menciona em sua primeira mixtape na faixa, "The Last". // Voltando a citar os meninos, temos a quarta faixa que não é nada mais do que um feat maravilhoso com o Namjoon!

 

Host Lunna: Exato, Bea, é uma faixa incrível que abre com uma melodia suave e bela de piano antes da transição para a voz de Suga. // A dicotomia do baixo profundo em conjunto com os sons delicados de fundo e as letras contundentes, mas frágeis, que eles estão cantando combinam bem com a batida. Também é possível ouvir um instrumento de cordas sendo dedilhado ao fundo.

 

Host Thy: Apesar de todos os diferentes elementos presentes na faixa, a poesia dessa música é de outro mundo. // Vemos paralelos nos versos de RM e Suga; eles mostram diferentes atitudes e perspectivas em relação ao mesmo problema, e é quase como se estivessem tendo uma conversa, né?

 

Host Lunna: Sim, sim! A letra de "Strange" aborda vários pontos de reflexão do Suga de uma maneira bem profunda. Creio que, nessa faixa, podemos ter um pedaço de sentimentos e questionamentos bem pessoais dele.

 

Host Beatriz: Em "Strange", ele fala sobre como as coisas andam "estranhas", em como os valores estão invertidos e em como o que realmente importa na vida está perdendo seu sentido e está – simplesmente – estranho, mas ninguém parece notar. // O estranho se tornou normal e o que deveria ser normal é estranho.

 

Host Thy: Esse álbum é tão bom que já estamos na quinta faixa da mixtape, o tempo voa! O nome dela é "28", ela é uma música mais calma, com um flow menos agressivo e mais leve, e possui uma pegada levemente R&B. // O som crepitante no início desta faixa, a harmonização de NiiHWA e os estalos de dedos são simplesmente tudo!

 

Host Lunna: Sinceramente, Thy, eu não queria que essa faixa acabasse, mas nada dura para sempre. // E é exatamente sobre isso a letra de "28": crescer, deixar para trás um pouco do que conhecemos e gostamos. // Na vida, crescemos, nos tornamos adultos e seguimos com nossas vidas. Seja intencional ou não, a brevidade da faixa me faz pensar em quão rápido cada ano de nossas vidas passa e como de repente já estamos no próximo.

 

Host Beatriz: Vale ressaltar também que "28" era a idade dele na Coreia do Sul no momento de lançamento da mixtape, e Suga aproveitou para questionar o que significa estar ficando mais velho, mais perto dos trinta anos. // Ele olha para trás, para o presente e para o futuro, abordando cada um desses momentos. A letra fala que ele achava que, após fazer vinte anos, sentiria uma grande mudança de pensamentos e sentimentos, mas isso não aconteceu. // Então o que esperar ao final dessa década? Quando tiver trinta anos, algo mudará? É uma música tocante e reflexiva.

 

Host Thy: Além de reflexiva, Bea, "28" também mostra a desmotivação de Suga com a vida no geral, em como ele já nem lembra mais dos seus sonhos antigos e agora só vive um dia de cada vez. // Ele diz: "Talvez eu esteja gradualmente me tornando um adulto. Não consigo me lembrar, quais são as coisas que eu esperava. Agora estou com medo, para onde foram os fragmentos do meu sonho?"

 

Host Lunna: Thy, é até estranho que ela seja a faixa mais curta da mixtape, ela é tão filosófica que, independentemente da idade, você pode se identificar com o significado. // Apesar da vibração hip-hop mesclada com R&B da faixa, ela é mais lenta em comparação às outras faixas, deixando os ouvintes realmente refletindo sobre suas vidas.

 

Host Beatriz: "28" é muito boa mesmo, mas cortando um pouco da vibe dela, temos agora "Burn it", que é a sexta faixa da mixtape. Ela é uma música mais sombria e com uma sonoridade que até lembra um pouco de rock, né? O Suga retorna com um flow mais agressivo apesar de não estar tão rápido.

 

Host Lunna: E "Burn it" conta com a participação do cantor e compositor americano MAX, confesso que o início da faixa me surpreendeu, pois tinha elementos de drill, // mas então MAX entra com sua voz suave, porém sensual, que se mescla ao rap pesado e rouco de Suga o que traz para a faixa uma sensação assombrosa, mas única que é impossível não gostar.

 

Host Thy: De fato, Lunna! A instrumentação desta música é de outro mundo, o baixo é insano e o acompanhamento da guitarra elétrica adicionam um tipo diferente de profundidade a essa faixa.

 

Host Lunna: É perceptível que nessa música ele mostra bastante raiva e mágoa por coisas que passou antes de alcançar a fama. // Ele ainda vê as cinzas do ressentimento de certas coisas dentro dele, mesmo após queimá-las, por isso ele fala que quer queimar todos esses sentimentos e memórias ruins dentro dele, // que não faz bem nenhum reviver essas coisas e por mais que seja difícil, ele precisa continuar tentando acender o fogo que queimará tudo isso dentro de si.

 

Host Beatriz: Ainda sobre isso, ele fala que a escolha é sempre nossa, mas que devemos escolher entre deixar isso nos consumir ou seguir em frente. // E, sinceramente, quem nunca passou por isso? Uma frase que ele diz no final que encerra perfeitamente a faixa é ''espero que você não se esqueça que desistir também é um ato de coragem'', afinal deixar coisas que nos marcam para trás, não é fácil mas é necessário. 

 

Host Thy: Finalmente nós chegamos em "People"! Ela é a sétima faixa da mixtape e também uma das minhas três favoritas!

 

Host Beatriz: E eu te compreendo completamente, Thy! Ela é muito boa e traz novamente uma vibe mais melancólica e reflexiva, a música não exprime agressividade nenhuma, mas sim uma delicadeza extrema.

 

Host Thy: Apesar de deixar uma sensação triste, ela passa um sentimento de renovação e esperança. A letra é sensacional e o mais incrível é que ele quase não repete nenhuma linha, ou seja, são três minutos de um monólogo que nos faz parar e refletir sobre a vida.

 

Host Lunna: Assim como  "Moonlight", em "People" o Suga nos mostra um pedacinho de sentimentos e pensamentos muito pessoais dele. Conseguimos sentir a conexão das palavras com ele, é impossível não se emocionar ouvindo.

 

Host Thy: Ele fala de coisas tão simples, mas ao mesmo tempo tão complexas. Há tantas frases marcantes como ''o seu comum é o meu extraordinário, o seu extraordinário é o meu comum'', por exemplo.

 

Host Beatriz: A melodia da faixa fluindo para o rap de Suga traz uma sensação tão boa que deixa o ouvinte se sentindo reconfortado e esperançoso. // Os vocais de apoio da produtora, cantora e compositora, Adora – nossa diva –, com o rap e os vocais de Suga se misturam muito bem.

 

Host Thy: Frases como "As pessoas mudam, como eu, vivendo uma vida no mundo, não há nada que dure para sempre, tudo é apenas um acontecimento que passa." marcam a mensagem e ideia central da mixtape. // Em suma, "People" é uma faixa sobre reflexão, aceitação e progresso acerca das mudanças que passamos em nossas vidas.

 

Host Lunna: Meninas, agora estamos caminhando para o final da mixtape com a oitava faixa, que se chama "Honsool", que relembra as origens de Agust D assim como a faixa "What do you think?".

 

Host Beatriz: Só pela batida da música, já dá pra sentir como ela é dark e séria, mas essa faixa possui pouco instrumental e batida de fundo, é mais focada no rap. // Eu diria que "Honsool" é a b-side mais pesada da mixtape, em termos de melancolia e letra séria.

 

Host Lunna: Antes de continuarmos, um breve adendo: o termo "Honsool" significa “beber sozinho” e surgiu na Coreia para representar o crescimento do individualismo em uma cultura coletivista. // A ideia do "Honsool" é beber sozinho, sem se importar com o olhar dos outros porque, através do "Honsool", você consegue recarregar as energias e relaxar.

 

Host Thy: Isso mesmo, a distorção no início da faixa pode ser vista como o álcool fazendo efeito sobre si mesmo, os sintetizadores ecoantes na faixa trazem o ouvinte de volta à ideia de estar sozinho. 

 

Host Beatriz: Quando alguém está sozinho, neste caso, é inevitável que haja ecos, pois é apenas você e seus pensamentos presentes. A instrumentação na faixa é configurada de tal forma que, em vez de se concentrar tanto no som da faixa, você se deleita com a letra.

 

Host Thy: Exatamente, e essa letra se concentra bastante na tristeza que ele sente, o vazio, a melancolia dos dias iguais – um atrás do outro, sobre sua relação com o álcool, onde não considera que exagera mas acaba sendo um conforto nas horas mais difíceis.

 

Host Lunna: Ele também menciona sua fobia social, que já abordou em sua primeira mixtape, sobre a dificuldade de encarar multidões em shows e a vontade de, às vezes, apenas fugir. // Ele cita sobre a realidade dura de ser um idol, também, afirmando que ele costumava achar que era uma vida fácil mas que é bem diferente do que idealizava.

 

Host Beatriz: A música termina assim, deixando claro como ele se sente inerte em meio a tudo isso, o que nos deixa com sentimentos agridoces… Agora, uma curiosidade, meninas.

 

Host Lunna: Que curiosidade?

 

Host Thy: Acho que eu sei!

 

Host Beatriz: A batida dessa faixa foi produzida por Yoongi em 2017, durante uma turnê. E o mais hilário é o título: "Chile, estou com fome".

 

Host Lunna: Meu Deus, sério?

 

Host Thy: Eu amo como qualquer sentimento ou sensação cotidianos se transformam em inspiração para composições e produções deles.

 

Host Lunna: Sim! Ele simplesmente teve fome e pensou "Hum, vou produzir um beat".

 

Host Beatriz: Eles são simplesmente incríveis mesmo! Voltando aqui, meninas, chegamos finalmente à análise do interlúdio. A faixa “Set me free” é a nona do álbum, não possui nem três minutos de duração, mas mesmo curta é triste e bonita ao mesmo tempo.

 

Host Lunna: O Suga canta mais do que faz rap, usando um tom arrastado que combina com a sonoridade e vibe da faixa, trazendo um sentimento de melancolia e nostalgia. É uma música que, com certeza, não decepciona!

 

Host Thy: Não decepciona meeeesmo! Embora curta em duração, tudo o que eu preciso ouvir e entender está presente. A faixa tem uma vibração melancólica, mas também calmante, cheia de emoções pesadas e cruas, mesmo que não muito explícitas.

 

Host Lunna: Ouvir a faixa nos deixa emocionados, pois embora ouçamos o som dos pássaros cantando, ouvimos ele dizer constantemente "Liberte-me", sendo ela uma aceitação pesada tendo em mente o que está por vir depois.

 

Host Beatriz: Neste trecho: "Liberte-me, sabendo que não vai ser do jeito que eu quero, liberte-me, sabendo que não é o que eu quero", sentimos o peso disso, é tão triste que dá pra entender como um desabafo dele. 

 

Host Thy: Inicialmente, pensamos que liberdade e ser libertado, para ele, teriam conotações positivas mas, nesta faixa, embora não haja conotações negativas, parece ser de contentamento neutro. // A faixa deixa o ouvinte se sentindo em paz, apesar de não ter a sensação de contentamento verdadeiro e absoluto. Nossa, como eu amo interlúdios!

 

Host Beatriz: Eu também adoro, Thy!

 

Host Lunna: Chegamos ao fim, com a décima e última faixa de D2, denominada "Dear my friend", que tem quase cinco minutos de duração e é a faixa mais longa do álbum.

 

Host Beatriz: Mais outra intro de piano para a conta, depois de “Strange”! É simplesmente perfeito! Acho que não tem sequer uma pessoa do ARMY que não tenha chorado pelo menos uma vez ouvindo essa música, certo, Thy?

 

Host Thy: Impossível, Bea, parece tão sincero! Eu consigo sentir sua sinceridade através de sua voz e rap, e a voz de Kim Jong Wan também é perfeita, os vocais dele soam surreais. // Ele foi uma escolha de voz muito boa para o refrão, parece um final muito adequado para uma mixtape. E, trazendo mais uma curiosidade para o episódio de hoje: a tradução direta do título coreano é "Como teria sido?".

 

Host Lunna: Obrigada pela contribuição, Thy! "Dear my friend" é profundamente pessoal, pois a faixa é como uma carta de despedida para um antigo amigo que ele perdeu, e ele reflete como teria sido se os dois tivessem continuado amigos. // A letra é sobretudo dolorosa, pois é uma canção de despedida, mas também de perdão e de reconciliação com o que aconteceu no passado. Essa música possui uma sonoridade melancólica e nostálgica que combina perfeitamente com a mensagem dela.

 

Host Beatriz: Trazendo para a discussão um pouco da história que acontece na letra de "Dear my friend", // Suga fala sobre um amigo muito próximo. Ambos compartilhavam a cidade natal, mas que ele perdeu o contato depois que se tornou um idol. // Em um determinado dia, os pais do amigo ligam para ele e o avisam que o amigo tinha sido preso. // Suga conta como foi visitá-lo até o dia de seu julgamento, do qual ele foi absolvido, porém quando esse amigo saiu da cadeia, ele havia se transformado em alguém muito diferente.

 

Host Thy: Dá pra notar o ressentimento de Suga e ele fala claramente que odeia que tudo mudou, inclusive os dois mudaram bastante, mas que apesar disso ele ainda sente a falta do amigo.

 

Host Lunna: E, novamente, quem nunca passou por isso? Na vida, perdemos amizades e, às vezes, você pode sentir que, se tivesse feito algo diferente, talvez as coisas não tivessem acontecido daquela forma.

 

Host Thy: No entanto, Yoongi nos mostra através dessa faixa que, não importa o quanto você tente, às vezes não é para ser, às vezes não dá pra salvar alguém que não quer ser salvo.

 

Host Lunna: A música termina com a frase "Como poderia ter sido?". // Embora Suga tenha aceitado o que aconteceu, ele sempre lamentará a perda dessa amizade.

 

Host Beatriz: Uau, essa mixtape é intensa! Cada faixa é tão única e a sonoridade é incrível, mas será que a mixtape teria todo esse impacto sem uma estética visual e uma narrativa conceitual bem feitas? Sabemos que a mixtape D-2 não é apenas uma coleção de músicas, mas um projeto audiovisual coeso, onde a estética e a narrativa se entrelaçam para contar uma história sobre identidade, conflito interno e crescimento pessoal. // Agust D utiliza uma paleta visual que mistura o tradicional e o moderno, refletindo a dualidade presente em suas letras.

 

Host Lunna: Aliás, Bea, um dos destaques mais marcantes na mixtape é o MV de "Daechwita" com sua simbologia do passado mesclando com o moderno. // Além disso, também vemos outros aspectos como as cores, o ambiente e a atmosfera; a paleta é dominada por tons terrosos, sépia e contrastes dramáticos entre claro e escuro, simbolizando a luta entre passado e presente, pureza e corrupção.

 

Host Beatriz: Eu concordo e acrescento que a narrativa conceitual também é muito importante para essa construção, uma vez que a mixtape gira em torno do autoconfronto, ele não foge de suas contradições; // em vez disso, ele as encara, questionando seu sucesso, sua arte e seu lugar no mundo.

 

Host Thy: Concordo completamente com vocês, meninas. O MV de "Daechwita" é a peça central da mixtape, ele é uma obra-prima completa que reconta a história do Rei Yeonsangun (연산군) da Dinastia Joseon, mas com uma reviravolta moderna. // O MV apresenta dois Agust D; o Rei tirano que representa o ego, a ambição cega e a alienação trazida pelo sucesso e o Min Yoongi, o artista que permanece conectado as suas raízes, que tem suas fraquezas, com uma história inspiradora e tão humana quanto a nossa.

 

Host Lunna: Uma coisa importante de se perceber nesse MV são as vestimentas. o Rei Tirano usa roupas reais extravagantes, coroa, maquiagem pesada e está em um trono isolado, // ele representa a armadura do sucesso, é a persona pública, o idol que se sente preso à sua própria fama, cercado por desconhecidos e desconectado da realidade, é a ambição que se tornou solidão. // Enquanto o homem simples usa roupas comuns, um hanbok simples, possui uma postura relaxada.

 

Host Beatriz: Exato, esse é o Min Yoongi de Daegu, o produtor, o garoto sonhador que começou do nada. Ele representa a autenticidade, as raízes e a consciência crítica, é a voz na cabeça de SUGA que o lembra de onde ele veio.

 

Host Lunna: Isso mesmo. É importante compreender que a batalha entre eles não é sobre qual é real, mas sobre o equilíbrio necessário para se manter são em meio ao caos da fama.

 

Host Thy: Entre as muitas cenas marcantes do MV, a mais simbólica é a cena em que o homem simples, Yoongi, desafia e executa o Rei Agust D. Essa é a metáfora central, é o antigo “eu” sendo eliminado, enquanto a cena final, com os dois tomando soju juntos mostra uma conciliação, não apenas uma destruição. // Eles são, no fundo, a mesma pessoa aprendendo a coexistir, é sobretudo um processo de amadurecimento.

 

Host Beatriz: Como já discutimos aqui, "Daechwita", é um gênero musical tradicional coreano tocado para a realeza durante procissões. Ao samplear esse som e colocar uma batida de trap pesada, Suga faz uma declaração ousada, ele está redefinindo o poder e a autoridade em seus próprios termos.

 

Host Thy: Embora Yeonsangun tenha sido uma figura histórica complexa, muitas vezes lembrado como um tirano paranoico, ao se comparar a ele, Suga explora os perigos do poder absoluto e do isolamento, traçando um paralelo com a solidão que pode vir com a posição de idol de kpop. // A subida ao trono com o seu sucesso mundial seguida pela pressão, críticas, perda de privacidade são sentimentos universais que ele mostra através da cultura coreana.

 

Host Lunna: Isso prova que cada detalhe da mixtape foi planejado para complementar a música, há as fotos do concept que mostram Suga em ambientes que variam de estúdios de gravação a paisagens coreanas, o que reflete a dualidade entre o idol no palco mundial e o artista no seu espaço criativo.

 

Host Thy: E em relação ao figurino, a alternância entre hanboks tradicionais e streetwear moderno como no MV de “Strange” expressa o tema central da mixtape, a fusão do passado com o presente, // do Agust D raivoso da primeira mixtape com o Suga introspectivo do momento em que a mixtape foi lançada.

 

Host Beatriz: Por isso, o visual não é apenas bonito, é também parte da narrativa. A mesma pessoa que aparece com uma coroa é a que aparece dirigindo um carro comum, em fuga ou reflexão, o que mostra uma jornada de autodescoberta e reconciliação. Ou seja, “D-2” é muito mais que uma mixtape, é também uma confissão cinematográfica de um artista em guerra e em paz consigo mesmo.

 

Host Lunna: Desta forma, através de uma estética visual complementar a sua narrativa, ele usa a história coreana para falar de conflitos universais e constrói uma narrativa poderosa sobre identidade. // No fim, o visual de “D-2” é uma extensão essencial que nos permite ver a dualidade de Min Yoongi e Agust D.

 

Host Thy: Exato, e diferentemente de sua primeira mixtape, que é mais crua e voltada para sua luta pessoal, “D-2” chegou com uma produção polida e uma temática mais ampla, refletindo sobre fama, sucesso, solidão e críticas sociais, então o impacto foi imediato. Que tal adentramos nesse tópico?

 

Host Beatriz: Claro, a repercussão da “D-2” foi estrondosa! Tanto que ela dominou as paradas do iTunes em 77 países logo nas primeiras 24 horas, e o single principal "Daechwita" acumulou milhões de visualizações em poucas horas, tornando-se um viral.

 

Host Lunna: O MV, com sua estética cinematográfica e referências à história coreana, foi amplamente elogiado pela criatividade e ousadia, era quase impossível não viralizar! // Internacionalmente, a imprensa musical não tratou a mixtape como um projeto paralelo de um ídolo do K-pop, mas como uma obra artística séria e autoral.

 

Host Beatriz: Eu me recordo que ela quebrou completamente a bolha do kpop e alcançou ouvintes de hip-hop e rap que talvez nem acompanhassem o BTS, o que solidificou a carreira de Suga no cenário global também.

 

Host Thy: “D-2” foi amplamente debatida e aplaudida por números e análises críticas, a mixtape debutou no 7º lugar da Billboard 200, a mais alta posição para uma mixtape de um artista coreano na história. Ele é demais!

 

Host Lunna: E outra, Thy, todas as 10 faixas entraram na parada World Digital Song Sales da Billboard. Além disso, "Daechwita" entrou na parada global do Spotify e se manteve por várias semanas, um feito raro para uma música coreana que não era um single oficial de um grupo.

 

Host Thy: Que incrível, Lunna! “D-2” foi realmente o momento em 2020.

 

Host Beatriz: Inclusive, meninas, várias revistas opinaram acerca da mixtape. A revista NME, por exemplo, concedeu 4 de 5 estrelas à mixtape, descrevendo-a como "uma coleção de faixas que mostra Suga no seu pico de confiança criativa, como uma jornada fascinante pela mente de um dos artistas mais talentosos de sua geração." // Já a Rolling Stone incluiu "Daechwita" em sua lista de melhores músicas de 2020, elogiando sua energia feroz e a habilidade de Yoongi em entrelaçar o tradicional com o moderno. // A Forbes, que não ficou de fora, destacou a profundidade lírica, afirmando que Suga "usa sua plataforma para questionar e refletir, tornando ‘D-2’ mais do que apenas uma mixtape, mas um documento de seu crescimento."

 

Host Lunna: Quantos elogios e críticas positivas! O Yoongi deve ter ficado muito feliz, né? Embora já estivesse claro que a recepção do Army seria de profunda admiração, tanto pela maturidade artística, quanto pela honestidade brutal e maestria na produção.

 

Host Thy: E, sobretudo, a identificação geral do ARMY com as letras, que se tornaram um espaço de conforto e reflexão. // A mixtape foi como um marco que colocou Agust D no cenário da música com uma identidade artística completa, distinta e honesta.

 

Host Lunna: Foi uma virada de chave, sem sombra de dúvidas. Enquanto Suga do BTS está dentro de um contexto de grupo, harmonizando sua arte com os demais membros em uma diversidade de gêneros, // Agust D se tornou seu espaço para a liberdade criativa, onde ele conseguiu expor, sem filtros, suas sombras, contradições, críticas sociais e suas raízes no hip-hop underground.

 

Host Beatriz: A segunda mixtape realmente demonstrou essa separação com clareza, Lunna, porque enquanto a primeira era um grito de raiva e superação, “D-2” é uma reflexão complexa sobre as consequências de ter superado aquela luta. // Ele lida com a solidão do topo, o vazio que pode acompanhar a realização de um sonho e a pressão contínua para se reinventar.

 

Host Thy: A mixtape provou que ele pode ser um dos compositores principais do maior grupo do mundo e também um respeitado produtor e rapper solo, com uma voz única no cenário musical contemporâneo. A “D-2” foi a expositora das suas mais diversas facetas, revelando muito sobre o Yoongi.

 

Host Lunna: Com ela foi possível confirmar que como artista e ser humano, o maior charme de Suga reside em sua honestidade, ele não se embeleza, não usa rodeios nem usa linguagem pedante para esconder seus verdadeiros sentimentos. // Acima de tudo, ele é um músico que confronta e revela sua própria escuridão com uma honestidade absurda. // Ele reconhece a ansiedade e a escuridão que o dominam, mas nunca desiste da esperança no amanhã e isso é o que me faz acreditar no futuro também e me inspirar nele para superar meus momentos difíceis e enfrentar minha própria escuridão.

 

Host Beatriz: E se o BTS é um grupo que fala das ansiedades e esperanças da juventude, não há dúvida de que Suga é o membro que personifica esse sentimento mais profundamente em suas letras, não é?

 

Host Thy: Sim! Sentimos alívio quando ouvimos suas músicas, ele tem uma voz forte, capaz de pronunciar palavras que geralmente não conseguimos expressar com precisão e uma atitude confiante. // Ele é um rapper que tem a perspicácia para me fazer pensar "eu também me sinto assim, mas não conseguia me expressar dessa maneira".

 

Host Beatriz: Eu também penso assim, o vocabulário e as expressões que ele utiliza me fazem pensar "é só isso que eu precisava dizer?". // Acima de tudo, ele possui uma atitude crua, inabalável em suas palavras e é assim que sua música reflete a forma humana. “D-2” mostra esse lado honesto dele, refletindo as mudanças que ele passou nesse intervalo de tempo entre o lançamento das duas mixtapes.

 

Host Lunna: Meninas, percebe-se então que, em termos de letras e emoções, os temas mais importantes que dominam este álbum são, surpreendentemente, resignação e reflexão, certo?

 

Host Beatriz: Certíssimo.

 

Host Lunna: Eu compreendo que o fardo de ser uma estrela de classe mundial parece tê-lo moldado em uma pessoa mais reflexiva, mais consciente do mundo exterior, // enquanto em sua primeira mixtape ele queria se tornar conhecido, refletindo sobre o caminho que havia trilhado. Vocês concordam?

 

Host Beatriz: Concordo super! Porém, agora ele está mais consciente de si mesmo, do mundo e das pessoas ao seu redor e de seu eu interior.

 

Host Thy: Sim, o seu espectro musical, significativamente mais amplo do que seus trabalhos anteriores, e sua abordagem mais flexível à música demonstram claramente sua musicalidade evoluída.

 

Host Beatriz: Lembrei de algo aqui. A mixtape abre com as palavras "Eu não sei quantas músicas lançar", olhando para "aquela luz da lua". Estaria ele se referindo a um "eu" que não consegue se livrar da dúvida, mas a abraça como uma parte natural de si mesmo?

 

Host Lunna: Bem, a transformação de Agust D é evidente mesmo nos momentos mais agressivos do álbum. // Ele pergunta repetidamente "O que você acha?" em um tom curto mas, dentro dele, não existe mais o "eu" que abraça argumentos inúteis ou tenta forçar algo sobre aqueles que não acreditam nele.

 

Host Thy: Em vez disso, Lunna, um cinismo e uma resignação, um questionamento da futilidade de tais esforços, são sentidos, // um reflexo da vida adulta de Suga, do amadurecimento trazido pelos anos e experiências tanto como idol como em sua vida pessoal.

 

Host Lunna: Exato. Em vez de raiva do mundo incompreensível, ele pergunta repetidamente: "Isso não é estranho?". // Ele anseia por uma vida diferente, mas se repreende por ter se tornado um adulto semelhante. // Ele chegou aos 28 anos, a idade mais vulnerável para um músico, e em vez de se ressentir das pessoas que mudaram, ele se resigna ao fato de que elas são, em última análise, iguais a ele.

 

Host Thy: Por isso, de certa forma, ele enfrenta a solidão extrema enquanto "bebe sozinho" e, finalmente, libera o último resquício de arrependimento e culpa que o prendiam, em uma confissão em sua última carta ao amigo em "Dear my friend", fechando um ciclo também.

 

Host Beatriz: Uau, isso tudo que vocês falaram… é muito real. // É muito visível a evolução dele como músico, compositor e pessoa, o que também pode ser observado em “D-day” lançado em 2023, três anos depois de “D-2”, // onde vemos um Yoongi maduro, resiliente e corajoso nos contando que, mesmo com seu amadurecimento e crescimento pessoal, ele ainda luta com os monstros internos.

 

Host Thy: Mesmo assim, é importante lembrar do peso de “D-2” como um marco na vida dele em termos profissionais e pessoais. // Enquanto “Agust D”, sua primeira mixtape, ecoava os sentimentos de sofrimento que ele nutria desde jovem, “D-2” vem de um lugar mais maduro, tanto emocional quanto sonoro.

 

Host Lunna: No entanto, Thy, os temas com que ele lida, a luta de seu eu interior contra quem ele é no palco, a perda de um velho amigo para o caminho errado na vida e aqueles ainda mais íntimos do que parecem, são tão reais quanto eram antes, talvez até mais.

 

Host Beatriz: "Daechwita" em particular, é uma ferida palpável a tal ponto de ser evidente em sua cicatriz facial no MV e, finalmente, curada. // Agust D do passado, com feridas da humilhação, comentários maliciosos de haters e falta de apoio é defensivo e reage violentamente à oposição, enquanto para o Agust D do presente, essas cicatrizes desaparecem, deixando para trás uma pessoa mais madura.

 

Host Thy: Uhum, mas para chegar a esse momento, ele teve que rejeitar partes de si mesmo, teve que lutar contra sua escuridão e as dores causadas pelo mundo o sufocaram, // isso é algo que, inclusive, ainda vemos em “D-Day”, principalmente em “Amygdala”.


Host Lunna: E, sinceramente, acredito que essa luta dele é o que o aproxima de muitos armys que se identificam e vivem isso também. // Tanto que, cinco anos depois do lançamento de “D-2”, a mixtape continua sendo uma referência e um marco na vida do Yoongi e do Army, tanto daqueles que acompanharam o lançamento quanto daqueles que conheceram o BTS depois.

 

Host Beatriz: A trilogia de trabalhos solos do Yoongi é algo tão, mas tão grandioso em todos os aspectos que reflete o artista completo que ele é. // Quando “D-2” foi lançada, em maio de 2020, o mundo estava no auge da incerteza do futuro, envolvido pela desesperança da pandemia. // E para o ARMY, a mixtape chegou não como mais um lançamento, mas como uma âncora e um presente em um momento de isolamento e ansiedade.

 

Host Thy: E hoje, o seu significado evoluiu, ela é vista como um marco de maturidade artística na carreira de Yoongi. // Se “Agust D” em 2016 era um grito de raiva e rebeldia contra o sistema e as lutas pessoais, “D-2” em 2020 é a reflexão complexa que se segue ao sucesso global, do Yoongi tão gentil e educado que amamos.

 

Host Beatriz: Eu lembro que em uma entrevista para a Weverse Magazine em 2020, SUGA falou sobre o processo criativo de “D-2”: "Dessa vez, eu não queria fazer algo que fosse apenas 'fogo'. Eu queria fazer algo que fosse mais como a minha vida real... Há coisas que você só pode dizer através de Agust D."

 

Host Lunna: E isso mostra que ela permanece com sua mensagem. Cada vez que a ouvimos, algo se renova em nossos corações. // Que orgulho desse trabalho dele! O orgulho, o amor e admiração que sentimos ao ouvir “D-2” agora e perceber que ele cresceu e evoluiu ainda mais nesses anos é incomparável!

 

Host Thy: E ele é capaz disso tudo ao mesmo tempo que nos leva a pensar sobre outras coisas, como as questões que o fandom enfrenta atualmente, até sobre a nossa própria realidade e a vida como um todo.

 

Host Lunna: A mixtape ainda é um grito por liberdade e paz, ainda é encontro consigo mesmo, é reflexão e autoconhecimento. Em um mundo como o do Kpop, onde os fãs são constantemente bombardeados com a narrativa do sucesso perfeito dos idols, “D-2” é um lembrete potente de que os ídolos no topo lutam com dúvidas, pressão e a busca por um senso autêntico e honesto.


Host Thy: E a D-2 com suas questões universais e atemporais como ambição, burnout, autoaceitação e o peso do passado continua tão relevante hoje quanto em 2020, // servindo como um ponto de referência para o Army em suas próprias fases de crescimento e amadurecimento.

 

Host Beatriz: Infelizmente nosso episódio está chegando ao fim, não fiquem tristes pois nosso encontro do mês que vem já está marcado! Seguiremos apresentando nossas considerações finais acerca do Yoongi, da mixtape e do trabalho dos meninos. Obrigada por nos acompanhar, ARMY!

 

Host Thy: Bem, as impressões da mixtape que ficam no final, são os aprendizados e questionamentos que as letras dela causam em nós. Acredito que a genialidade de “D-2” está em sua capacidade de não dar respostas fáceis, mas sim de lançar perguntas ao vento, para que cada ouvinte as capture e responda por si mesmo.

 

Host Beatriz: Eu concordo! E o peso disso pode ser sentido em "People", acho que o que fica dessa letra é o questionamento sobre o que realmente nos define. // Do mesmo modo que "Dear my friend" com seu tom melódico nos pergunta como estamos carregando o peso de relacionamentos que se perderam no caminho. // Ele questiona: vocês estão levando isso apenas com as boas recordações e a nostalgia do que viveram ou com o peso da culpa, do arrependimento e dos ressentimentos?

 

Host Lunna: É uma questão tão complexa, Bea! Ele fez muitos questionamentos pertinentes e deu aqueles conselhos que, sabe quando é algo que você não quer ouvir, mas você precisa? Então, em "Burn it" mesmo, ele nos lembra que precisamos queimar o que nos incomoda dentro de nós para seguir em frente. // O que você precisa queimar para seguir em frente? A música fala sobre deixar para trás a versão antiga e sofrida de si mesmo.

 

Host Thy: E é um conselho muito real e válido, até porque na vida, mesmo que não seja fácil, às vezes precisamos queimar as dores, hábitos e até mesmo velhas memórias para abrir espaço para o novo. // E isso não significa mudar apenas para agradar alguém, um grupo ou para se sentir parte de algo.

 

Host Beatriz: E “Strange” nos faz pensar sobre isto: em um mundo que tenta constantemente nos encaixar em padrões como caixas, até que ponto estamos nos moldando para nos adequar e onde traçamos a linha para manter nossa estranheza e individualidade?

 

Host Thy: Esse é um bom questionamento também. Acredito que ouvir “D-2” nos ensina e nos move em direção a uma melhor versão de nós mesmos, através das reflexões e do aprendizado que essa mixtape nos traz.

 

Host Lunna: E meninas, durante todo o nosso papo, o que se passava na minha cabeça era: é uma honra viver na mesma era que Min Yoongi, ser fã dele é uma experiência que não se compara. Como pode cada peça de sua música ser um espelho para sua alma nua e ferida?

 

Host Thy: Faço das suas palavras as minhas. E que bom que essa alma está em constante evolução, tenho certeza que um dia florescerá.

 

Host Beatriz: Dadas as nossas considerações, encerramos este episódio com um convite, ouçam “D-2”. // A mensagem que Yoongi queria trazer a cada ouvinte nos lembra da importância de olhar para dentro de nós, // de aceitar quem somos, entender nossos sentimentos e partir em direção à mudança se for necessário, // mas também nos lembra que não somos o que fizeram de nós, podemos sim fazer diferente. // Esperamos, de coração, que cada Army que ouvir “D-2” encontre o conforto da música de Yoongi.

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ESPAÇO RESERVADO PARA OS ORADORES CONVIDADOS SE DESPEDIREM E AGRADECEREM.

ORDEM: Lunna, Thy Souza


FALA FINAL: Obrigada, mais uma vez, pelo episódio de hoje. Eu agradeço a cada um dos oradores e todos que participaram como ouvintes, vocês são incríveis. // Não se esqueçam de ouvir os trabalhos do grupo e também os individuais, afinal o BTS é um todo de SETE. // Dar stream em nossos favoritos não é obrigação, é prazer. Ouvir e sentir o que eles têm a nos dizer é extremamente prazeroso. // Bom, esse é o meu momento influencer do PODARMYS, ou seja, compartilhem a call, favoritem e indiquem para mais armys. // Quero lembrar novamente que o pod é um lugar para você se sentir bem, lugar de conforto e encontro. // Então, se você tiver alguma sugestão ou gostaria que algum tema fosse abordado, ou simplesmente gostaria de ser ouvido, pode enviar mensagem na nossa DM, sinta-se em casa! // O pod foi feito de army para army e vocês sempre serão bem vindos. // Aguardamos vocês no próximo episódio.

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